terça-feira, 17 de março de 2009

Constelações da luta

"As mãos abertas de uma mulher

Pedem um aceno de vida

Desafiam a gravidade do cruel

Põem nome no filho

E nas belezas


Os olhos vivos

Quase artesanal de uma mulher...

Põem luz nas bandeiras

Caçam uma pátria de terra

Por entre tristezas anunciadas

E o primeiro arado


Os pés alvos de uma mulher

Conduzem a profundidade da cova

Corroem o fio elétrico da tortura

Geram o amor e as esperas,

Mãos polindo a flor

E o poema de combate".


Charles Trocate ( Poemas de Barricada, 2002

Um comentário:

Anônimo disse...

Belo poema!!