sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Governadora diz que o Pará precisa de Belo Monte

Quem te viu, eimm Aninha Jatobá....

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, declarou que quer agilizar o processo de construção da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, para solucionar problemas no abastecimento de energia no Estado e no Brasil. “Não abrimos mão de ter essa hidrelétrica”, afirmou ela, durante cerimônia no Centro Integrado de Governo (CIG), na tarde da última quarta-feira (24), em Belém.

A manifestação da governadora em favor da construção de Belo Monte aconteceu no ato de assinatura do protocolo de intenções com a Eletronorte (Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A), que garante a construção da segunda usina termoelétrica no município de Barcarena, região do Tocantins. A usina terá capacidade para gerar 600 megawatts de energia elétrica, a mesma potência da termoelétrica que a empresa Vale pretende construir no município.

Sobre Belo Monte, no entanto, Ana Júlia "Barbalho" disse que o projeto de construção da hidrelétrica, defendido por ela, inclui um plano de desenvolvimento sustentável para a região. “O povo do Pará precisa de Belo Monte”, ressaltou a governadora, ao frisar que o projeto tem de beneficiar também as comunidades que ainda não têm luz elétrica no Pará. Incrivel ouvir isso da governadora!!!



Usinas – Além de Belo Monte, outro projeto defendido pelo Governo do Pará é o que visa construir uma plataforma de cinco usinas no rio Tapajós, com capacidade para gerar 10.680 megawatts. O investimento estimado na obra é de R$ 31 bilhões.

TUÍRA NELES!!!

Fazendeiros têm até setembro para deixar Terra do Meio

Medida deve ser cumprida

Termina no mês de setembro o prazo para que sete fazendeiros acusados de ocupar irregularmente terras em unidades de conservação da Terra do Meio, região paraense entre os municípios de Altamira e São Félix do Xingu, deixem a área. Os ruralistas são processados por grilagem pelo Ministério Público Federal e insistem em permanecer no local, apesar de ordens de despejo já terem sido decretadas.

A primeira ordem de despejo foi para Lourival Medrado. A Justiça também decretou o perdimento, em favor da União, de mais de 3 mil cabeças de gado que estavam nas terras. O lote foi vendido ontem (28) pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por R$ 1,3 milhão, após três tentativas frustradas de leilão. O valor arrecadado será revertido para o Programa Fome Zero.

Os ruralistas ainda respondem a processos por danos ambientais, já que teriam, de acordo com o MPF, recorrido ao desmatamento para criação de pastagens nas unidades de conservação. Na Estação Ecológica da Terra do Meio e no Parque Nacional da Serra do Pardo, 24 mil hectares da cobertura florestal foram derrubados.

As áreas fazem parte do mosaico de unidades contínuas de conservação implantado pelo governo federal depois do assassinato da missionária Dorothy Stang, em 2005, vítima da ação de grileiros.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

A tucanização dos Tribunais

Está tudo como antigamente....
Quanto às indicações dos conselheiros de TCE e TCM pela Assembléia Legislativa, parece que ainda se vive na era dos governos tucanos. O primeiro ungido foi o então deputado Zeca Araújo (PSDB), escolhido para o TCM. Depois, foi a vez de Cipriano Sabino, antigo aliado de Almir Gabriel e Simão Jatene. E, agora, o deputado Cezar Colares, que era o líder dos tucanos no último governo do PSDB.

De volta

Bira Barbosa ressurge na Assembléia Legislativa, depois de ostracismo de quase dois anos. Petista na origem, peemedebista enquanto lhe foi conveniente, Bira ingressou no PSDB no governo Jatene por puro fisiologismo, quando os tucanos ainda estavam no poder. Após o fracasso eleitoral de 2006, amargou a suplência da bancada do PSDB. Isso depois de ter presidido a Assembléia e de ser líder do governo na casa.

Bola da vez

Agora é a Ex- deputada Elza Miranda e candidata a vereadora desistente que estar preste a assumir uma vaga na AL. Elza Miranda é a nova primeira suplente, qualquer vacilo ela assume e volta para seu mandato assistencialista.

'Para mudar a paisagem basta mudar o que sentes.'

..... Rumi


A eleição para prefeito em marabá ainda não estar decidida, exite uma real chance do candidato do PSOL ser o grande vitorioso, com isso desbancaria de fato o atual prefeito Tião Arrogante Miranda e seu Ex-secretário de Saúde Pedro Cadeia.

Esta informação é baseada no atual cenário , qeru envolve, renuncia de Asdrubal, Pesquisa manipulada, Debates, e sem sobra de duvida o apoio popular ás propostas do PSOL.


O que sentimos é que o povo quer mudar a atual paisagem do descaso.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Qual o papel dos vereadores? Será que os candidatos sabem?

Campanha eleitoral chegando ao fim e um grande número de candidatos a vereadores que não sabem nem o que significa ser VEREADOR.

UMA AULA PARA ESTES CANDIDATOS!!!



Funções do Vereador

O vereador, de maneira geral, é o representante do povo. No exercício desta função, o vereador é o fiscal dos atos do prefeito na administração dos recursos do município expressos no orçamento. O vereador também faz as leis que estão dentro de sua competência, e analisa e aprova as leis que são de competência da prefeitura, do Executivo. Em resumo, o vereador recebe o povo, atende as suas reivindicações e é o mediador entre o povo e o prefeito.

COMO QUE O VEREADOR FISCALIZA O PREFEITO?

O vereador pode e deve visitar os diversos órgãos da prefeitura, onde toma conhecimento de tudo. Ele pode, ainda, fazer os pedidos de informação ao prefeito por escrito. O prefeito não pode deixar de responder e tem um prazo de 30 dias. Se ele não responder estará cometendo uma infração político-administrativa e pode ser punido por isso.

COMO QUE UM VEREADOR FAZ AS LEIS?

Através de usa assessoria, o vereador elabora e redige os projetos, apresentando-os, em seguida, em Plenário. Este projeto é declarado objeto de deliberação pelo presidente e manda abrir o processo. Em seguida, o projeto vai para as diversas comissões da Câmara e passa por duas votações. Depois disso, o projeto aprovado vai para o prefeito que pode sancioná-lo ou vetá-lo, ou nem um nem outro.

O QUE É UM PROJETO VETADO OU SANCIONADO?

Depois de aprovado na Câmara, o projeto vai ao prefeito que pode vetá-lo, isto é, recusá-lo, ou sancioná-lo, isto é, aceitá-lo como Lei. Se o prefeito não veta ou não sanciona, o projeto é promulgado como Lei pela Câmara dez dias depois. Existem os projetos de resolução e o decreto legislativo: O projeto de resolução serve apenas internamente na Câmara, e o decreto Legislativo serve para prestar homenagens e suspender os efeitos de atos do executivo considerados lesivos ao interesse público.

O QUE É TRIBUNA LIVRE?

A Tribuna Livre é a oportunidade que a Câmara oferece aos cidadãos e cidadãs de se manifestarem em Plenário. Qualquer cidadão pode utilizar-se da Tribuna da Câmara para fazer a defesa ou manifestação sobre assuntos que não ofendam a moral e os bons costumes e nem atentem contra os poderes constituídos. O uso da Tribuna Livre obedece a uma série de regras fixadas, inclusive um tempo e tema pré-determinados junto à Mesa Diretora da Câmara.

UM VEREADOR PODE PERDER O MANDATO?

Pode sim. O vereador pode perder o mandato de duas formas: primeiro, por faltar a mais de 2 terços das sessões ordinárias da Câmara no período de um ano; segundo, por usar mal o seu mandato na prática de atos de corrupção e faltar contra o decoro parlamentar. Há o caso, também, de o vereador renunciar espontaneamente ao seu mandato.

O VEREADOR TEM OBRIGAÇÃO DE ATENDER FORA DO HORÁRIO DA CÂMARA?

A rigor, o vereador não tem obrigação de atender fora do seu horário de trabalho em Plenário. Isso pode ocorrer em circunstâncias especiais. Porém, o vereador, como agente político, sozinho ou acompanhado de seus assessores, pode e deve fazer o atendimento aos seus eleitores nos bairros, vilas e centro da cidade. O vereador, também, não é obrigado a ficar o tempo todo em seu gabinete como pensam muitas pessoas. Nem os seus assessores. Constitucionalmente o trabalho de um vereador e de seus assessores não se limita apenas ao Plenário ou ao prédio da Câmara.

O VEREADOR É OBRIGADO A DAR DINHEIRO AO POVO?


Não. O vereador não tem obrigação e nem deve dar dinheiro a ninguém. O dinheiro que ele ganha é fruto do seu trabalho, numa determinada quantia fixada por lei e aprovada em Plenário. Se for de sua vontade, o vereador pode ajudar dando dinheiro em ocasiões de emergência, como faria qualquer cidadão. Dar dinheiro educa mal o povo, pode parecer esmola e o que é pior: pode caracterizar compra de votos, o que é proibido por lei.

AS SESSÕES DA CÂMARA SÃO PÚBLICAS?

São públicas e o povo tem o direito de comparecer e assistir aos trabalhos dos vereadores em plenário. Afinal, o povo que elegeu os vereadores tem todo o direito de acompanhar o trabalho de seus representantes escolhidos para governar a cidade. Se o povo acompanhasse de perto a todas as sessões, seria um belo exemplo de participação popular e cidadania.

O QUE ACONTECERIA SE NÃO HOUVESSE UMA CÂMARA DE VEREADORES ?

Para quem gosta de ditadura seria excelente. Haveria uma economia de dinheiro, mas seria um grande prejuízo para a liberdade que assim estaria perdida. Uma Câmara de Vereadores como poder legislativo é a garantia de liberdade de um povo porque os seus representantes são escolhidos e eleitos pelo voto popular. A Câmara Municipal é a célula da democracia. É ela que evita, em primeira instância, o surgimento dos tiranos e dos ditadores.

Por: Jaciel Dias

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Nery é o único paraense entre os senadores que melhor atendem aos interesses dos eleitores, diz pesquisa feita com jornalistas

Depois de ser apontado pelo Departamento de Assessoria Parlamentar (Diap) como um dos senadores mais influentes do Congresso, José Nery teve mais uma demonstração da aprovação de sua atuação no Senado Federal.
Nery foi o único paraense citado numa pesquisa feita entre jornalistas, como um dos senadores que melhor representam os interesses dos eleitores na Casa.
A pesquisa foi realizada pelo Congresso em Foco entre os jornalistas credenciados no Congresso. Foram ouvidos repórteres, editores, colunistas, produtores de TV de 53 dos principais veículos de comunicação do País, em três dias de votação. Entre 16 e 19 de setembro, uma urna itinerante foi levada às dependências do Congresso e de redações de Brasília para saber a opinião dos profissionais que acompanham de perto o dia-a-dia da Câmara e do Senado.
Além de apontar os parlamentares que mais se destacam na defesa do combate à corrupção, a consulta também resultou na indicação dos congressistas que, na avaliação dos jornalistas, têm exercido da melhor maneira o seu mandato neste ano. Nery foi citado nas duas categorias. E ficou entre os 21 senadores com melhor atuação na opinião dos jornalistas. Essa é a terceira edição do Prêmio Congresso em Foco, criado para reconhecer o trabalho dos deputados federais e senadores que se destacam no cumprimento de suas obrigações.
A idéia, dizem os idealizadores do prêmio, é “valorizar os bons exemplos, estimular a população a analisar o desempenho individual dos representantes eleitos e contribuir para formar eleitores mais conscientes”.

Rita Soares

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Ao gosto do contratante

Tem nova pesquisa no forno em Marabá. Os números serão ajustados segundo os interesses do contratante, que vê, a cada dia, seu projeto (re)eleitoral indo para o brejo.

Pelo jeito Sebastião Poste Miranda vai ter que continuar nadando....

sábado, 20 de setembro de 2008

A Bolivia nos interessa!!!

Passei os últimos dias no interior da Amazônia e no local onde me encontrava só se podia assistir a Globo. Pois bem, tive o desprazer de assistir o Casseta e Planeta. Digo desprazer porque em determinado momento lançaram uma piada em que diziam que nós não tínhamos nada a ver com os problemas da Bolívia. Isto após dezenas de pessoas terem sido assassinadas a sangue frio pela milícias pró-autonomia da província de Pando, além de mulheres idosas e grávidas terem sido torturadas. É realmente lamentável. tratamos nossos vizinhos com a mesma indiferença e arrogância com que os estadunidenses tratam a todos que vivem abaixo do rio Grande. Um verdadeiro escárnio, desprezo total pelo semelhante. Senti revolta e vergonha diante de tanta barbaridade em forma de "piada".
Essa é a televisão brasileira. Esses são os meios de comunicação no Brasil....
Guilherme Carvalho

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Justiça determina cobrança de direitos trabalhistas para candidatos

A juíza plantonista Cassandra de Passos Almeida, da 6ª Vara do Trabalho do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), atendeu ontem (15) ao pedido de liminar da ação movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) para que partidos, coligações e candidatos a prefeito de Manaus recolham a contribuição previdenciária dos trabalhadores de campanha, os chamados ‘cabos eleitorais', e garantam melhores condições de trabalho. O descumprimento da decisão implica multa diária de R$ 30 mil por trabalhador. A informação é do Diário do Amazonas.< br />
De acordo com a juíza, o TRT começou a notificar todos os citados ontem, para que cumpram imediatamente a decisão. Na ação, o MPT pede que partidos, coligações e candidatos recolham 11% de contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que os trabalhadores cumpram jornada diária de oito horas; que seja pago salário-mínimo proporcional aos dias trabalhados; concedido um dia de folga por semana; vale-transporte; que seja firmado contrato formal de prestação de serviços e protetor solar para quem fica exposto ao sol.

- Quem não cumprir é estipulada uma multa diária de R$ 30 mil por cada trabalhador, caso não cumpram qualquer uma das exigências -, disse a juíza.

Melhoria nas eleições

Para Cassandra Almeida, a cobrança da garantia dos direitos trabalhistas é um indicador de melhoria para as próximas eleições, tendo como objetivo evitar o acúmulo de processos na Justiça do Trab alho.

De acordo com o procurador regional do trabalho, Audaliphal Hildebrando da Silva, os contratantes devem recolher a previdência referente ao dia 10 de setembro e ao dia 10 de outubro.

O procurador explica que a decisão vai nortear a conduta dos partidos, coligações e candidatos que contratarem os chamados ‘cabos eleitorais' nas próximas eleições. "Essa decisão da Justiça vai valer para a próxima eleição. Quem não cumprir, estará desobedecendo a ordem judicial", afirmou.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Eleições 2008: Os Jingles repetidos e os candidatos sem criatividade

Essa eleição revela um fato nada mais do que a mediocridade dos candidatos que poluem as ruas e nossos ouvidos com suas cantarolas repetidas.

Bernadete: Usa as musicas da camapnha do Lula de 2002 e do 2° turno de 2006, além de tantas outras que já abusaram os eleitores;

João Salame: Utiliza a mesma cantiga do seu patrono Tião Miranda na eleição passada;

Maurino: Faz uma repetição do jingle da Ex-deputada Elza Miranda, alem de outras gospel;

Zé Gaby: Faz o mesmo com a musica da também ex-deputada Cristina Mutran, ale´p de usar o mesmo número;

Hailton da Paraiso: Foi mais audacioso, utiliza a saudosa musica do Dr. Veloso ( pelo bem, pelo bem pelo bem ..de Marabá.....Agora é..;

Miguelito da lista suja: continua com seu mesmo "jingle" desde da eleição de 2000, com a belissima voz de Nilva Burjak;

Julia Rosa: Segue o mesmo exemplo de Miguelito, assim ambos economizam dinheiro...;

Enquanto isso o eleitor continua ouvindo o zun zun zun....

Dia 05 está chegando!!!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Eleições 2008: A fuga de Maurino

Maurino podia até não ter a intenção de não ir ao debate que seria realizado na semana passada, mas agora não pode ter mais. Depois de conseguir provocar o adiamento do encontro,novamente seus representantes não compareceram na reuniao qeu definiu o novo sorteio. Tudo leva a crer que o candidato da folha caída não vai comparecer ao debate desta quinta feira (18) promovido pela Tv Rba do seu novo aliado (Jader Barbalho).

Será massacrado mesmo sem sua presença. È esperar pra ver.

Eleições 2008: A fuga de Asdrubal

DEU NO BLOG DO LAÉRCIO

COISAS DA RÁDIO PIÃO

Com a aproximação do dia 5 de outubro, e o visível acirramento da campanha eleitoral, cresce também a boataria em torno dos candidatos. E os eleitores mais espirituosos não perdem tempo para produzir anedotas em cima dos fatos. A mais recente dá conta de que a renúncia do Asdrúbal foi provocada pelo candidato do PSOL. Bentes avaliou que iria ter menos votos que o psolista e julgou que seria muito humilhante perder logo para o Tibirica, um candidato estreante.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

GENEZIA MÃE BATALHADORA




Nos cocais da Palestina, nas terras maranhanense, tocantinense e sul paraense suas mãos fez do trabalho a grande mãe batalhadora.

Na Escola 21 de Abril e Plinio Pinheiro viu muitas crianças e jovens estudar entre eles seus filhos, todos estudantes de Escola Pública.

Sua fé persistente sempre lhe levou a orar pelos filhos e tecer conselhos e duras brigas para que os mesmos pudessem ter compreensão da vida.

VALEU DONA GENEZIA!! ( ERA ASSIM QUE EU O CHAMAVA)

Um ano sem ela!

Como sinto sua falta!

Suas brigas, seus conselhos e orações.

Genezia Lima Virginio - 24-01-42/// 10-09-08

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Por que 7 de setembro?

Desde 1995 foi escolhido o dia 7 de setembro para as manifestações do Grito dos Excluídos. A idéia era aproveitar o Dia da Pátria para mostrar que não basta uma independência politicamente formal. A verdadeira independência passa pela soberania da nação. Um país soberano costura laços internacionais e implementa políticas públicas de forma autônoma e livre, não sob o constrangimento da dívida externa, por exemplo. Relações economicamente solidárias e justiça social são dois requisitos indispensáveis para uma verdadeira independência.

Nada melhor que o dia 7 de setembro para refletir sobre a soberania nacional. É esse o eixo central das mobilizações em torno do Grito. A proposta é trazer o povo das arquibancadas para a rua. Ao invés de um patriotismo passivo, que se limita a assistir o desfile de armas, soldados e escolares, o Grito propõe um patriotismo ativo, disposto a pôr a nu os problemas do país e debater seriamente seu destino. É um momento oportuno para o exercício da verdadeira cidadania.

Os lemas do Grito dos/as Excluídos/as, desde 1995 até 2007.

Assim mantemos a divisão feito pelo Pe. Alfredinho em três fases de acordo com a temática abordada: a primeira vai de 1995 a 1997; a segunda, de 1998 a 2001; a terceira, de 2002 e 2007.

A primeira fase inclui os seguintes lemas: A vida em primeiro lugar (1995); Trabalho e terra para viver (1996); Queremos justiça e dignidade (1997). As três frases agrupam-se em torno de um pano de fundo mais ou menos determinado, que é a defesa da vida e dos direitos humanos. O direito ao trabalho e à terra apontam para uma vida com justiça e dignidade. Em poucas palavras, o Grito nasce numa perspectiva de lutar pela conquista das condições mínimas de sobrevivência. Evidencia-se deste modo a preocupação inicial com os direitos humanos básicos, sem os quais não é possível garantir a vida e preservar a dignidade da pessoa.

O segundo grupo de lemas, correspondente à segunda fase, inclui: Aqui é meu país (1998); Brasil: um filho teu não foge à luta (1999); Progresso e vida, pátria sem dívidas (2000); Por amor a essa pátria Brasil (2001). Transparece nestes quatro anos uma temática que, nesse mesmo período, tornou-se cara aos movimentos sociais e entidades da sociedade civil organizada: o debate em torno de um Projeto Popular para o Brasil. Daí a insistência das palavras país, pátria e Brasil. Estava em jogo a busca de uma cidadania consciente e ativa, que superasse o patriotismo passivo do 7 de setembro. Era preciso ampliar o debate, estendê-lo aos mais diferentes setores da população, abrir canais de participação.

Não podemos esquecer, também, que foi durante esta fase, em 1999, que o Grito ultrapassou as fronteiras do país. Surge El Grito Continental de los Excluídos/as, Por trabajo, justicia y vida, abertura que nos introduz na terceira fase. O terceiro e último agrupamento inclui apenas dois lemas: Soberania não se negocia (2002); Tirem as mãos… o Brasil é nosso chão (2003); Brasil: mudança pra valer o povo faz acontecer (2004); Brasil Em Nossas Mãos a Mudança (2005); Brasil: na força da indignação sementes de transformação (2006); Isto não VALE! Queremos participação no destino da nação (2007). O conceito de soberania pressupõe relações internacionais, em que cada país procura manter sua postura de país livre e autônomo. Quanto à expressão “tirem as mãos”, por tão óbvia e explícita, dispensa maiores comentários. Se a primeira fase chamava a atenção para os direitos fundamentais à vida e a segunda alertava que a vida dos cidadãos requer um projeto de nação, a terceira procura olhar o Brasil no contexto internacional da economia globalizada. De fato, os dois temas apelam para a necessidade de uma nação independente. A noção de soberania e a frase tirem as mãos, combinadas, apontam para a autonomia do povo brasileiro frente às novas relações mundiais e à cobiça dos países centrais. A escolha dessas temáticas explica-se, além disso, pela ofensiva imperialista norte-americana, especialmente sob o governo Bush. Em poucas palavras, é preciso defender as riquezas naturais do Brasil e a vida dos brasileiros e brasileiras dos ataques de um neoliberalismo cada vez mais exacerbado

Como nasceu e quem promove o Grito dos Excluídos?

O Grito nasceu de duas fontes distintas, mas, complementares. De um lado, teve origem no Setor Pastoral Social da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), como uma forma de dar continuidade à reflexão da Campanha da Fraternidade de 1995, cujo lema - Eras tu, Senhor - abordava o tema Fraternidade e Excluídos.
De outro lado, brotou da necessidade de concretizar os debates da 2ª Semana Social Brasileira, realizada nos anos de 1993 e 1994, com o tema Brasil, alternativas e protagonistas. Ou seja, o Grito é promovido pela Pastoral Social da Igreja Católica, mas, desde o início, conta com numerosos parceiros ligados às demais Igrejas do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs), aos movimentos sociais, entidades e organizações.

Nos dois casos, podemos afirmar que a iniciativa não é propriamente criada, mas descoberta, uma vez que os agentes e lideranças apenas abrem um canal para que o Grito sufocado venha a público. A bem dizer o Grito brota do chão e encontra em seus organizadores suficiente sensibilidade para dar-lhe forma e visibilidade.
Por que Grito dos Excluídos?

O pressuposto básico do Grito é o contexto de aprofundamento do modelo neoliberal como resposta à crise generalizada a partir dos anos 70 e que se agrava nas décadas seguintes. A economia capitalista globalizada, a precarização das relações de trabalho e a guerra por novos mercados geram massas excluídas por todo o mundo, especialmente nos países periféricos.

Os movimentos sociais reagem. No Brasil, as Igrejas cristãs juntamente com outros parceiros promovem na década de 90 as Semanas Sociais. Cresce a consciência das causas e efeitos da exclusão social, como o desemprego, a miséria e a violência, entre outros. O fruto amadurece e nasce o Grito dos Excluídos. Trata-se de uma forma criativa de levar às ruas, praças e campos o protesto contra esse estado de coisas. Os diversos atores sociais se dão conta de que é necessário e urgente dar visibilidade sócio-política à indignação que fermenta nos porões da sociedade, os excluídos/as. Se o mercado tem o direito de dobrar as autoridades políticas com seu “nervosismo”, os setores marginalizados da população também podem e devem tornar pública sua condição de excluídos.

Desfile

A prefeitura teve que apagar ou colar um adesivo branco na logomarca do governo Tião. È que a justiça Eleitoral considera campanha o uso da martca do governo. Além disso tem a maldosa frase "o trabalho continua"

Eleições 2008

As quatro candidaturas de direita em Marabá já não sabem mas o que fazer com tanto descredito. Uma inventa carreata para agradar torcedores do Aguia, outro cola no prefeito para ver se consegue chegar na frente, outro fica cada vez mais isolado com sua vice que não aparece, e por fim o evang´´elico ja perde o folego nesta reta final.
Só resta mesmo a opção!!

È Tibirica e Joyce para o povo...

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Nery é um dos mais influentes do Congresso, revela estudo do Diap

Em seu segundo ano de mandato, o senador José Nery já aparece entre os 100 parlamentares mais influentes do Congresso Nacional, segundo estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Assessoramento Parlamentar (Diap). A pesquisa que acaba de ser divulgada pelo órgão já está na 15 edição. No ano passado, logo depois de assumir o cargo, Nery já aparecia no estudo do Diap como uma liderança em ascensão.
O Diap listou 100 nomes que , após terem a atuação avaliada, foram considerados os “Cabeças do Congresso”. Na lista há 71 deputados e 29 senadores.
Dos parlamentares que faziam parte do grupo em ascensão dos “Cabeças” do Congresso Nacional em 2007, seis conseguiram passar para o seletíssimo grupo de parlamentares mais influentes do Parlamento brasileiro. Nery foi um deles.
Todas as cinco regiões do País: Norte, Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste tiveram parlamentares de 1º mandato entre os deputados e senadores mais influentes do Congresso Nacional em 2008. O PSOLl deve dois parlamentares na lista. O deputado Chico Alencar (PSOL) do Rio de Janeiro também está entre os mais influentes do Congresso, segundo do Diap.
Ao ser informado do estudo, o senador José Nery disse que a inclusão de seu nome entre os mais influentes está diretamente
ligada ao vinculo estreito do mandato com os movimentos sociais e a coerência do posicionamento nos principais debates, especialmente os que dizem respeito ao resgate da ética na política.
“Desde o início, procuramos dar ao mandato uma dimensão ampla servindo de espaço para as demandas dos movimentos sociais. Por isso que embora seja único parlamentar do PSol no Senado, não me sinto só. Cada ação tem uma base popular muito grande. Um exemplo é nossa luta em defesa da PEC 438 que pune escravagistas modernos. O gabinete no Senado encabeça as ações, mas elas têm o apoio de mais de cinqüenta entidades, numa prova e que estamos afinados com as demandas realmente de interesse popular”. "Da mesma forma busquei atuar para coibir a faltas de ética o exercício dos cargos públicos em nosso País", ressaltou.

Assessoria de Imprensa

Eujácio Almeida colocava trabalhadores para beber a mesma agua do gadfo

Trabalhadores libertados de fazenda usavam a mesma água do gado



O grupo de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) libertou mais 32 trabalhadores encontrados em condições semelhantes à escravidão. Eles foram encontrados na fazenda “Fé em Deus”, no município de Rondon do Pará, na região sudeste do Pará. Os fiscais do governo relataram que a água usada para beber, cozinhar e tomar banho era escura e com terra, sendo utilizada também pelo gado.

De acordo com a Organização Não-Governamental Repórter Brasil, os trabalhadores coavam a água para tirar insetos e girinos. A carne consumida pelos empregados estava infestada de insetos. Além disto, eles estavam sem receber salários e em alojamentos inadequados.

Segundo o fiscal e coordenador da ação, Guilherme Moreira, foram encontrados trabalhadores que só receberam R$ 65,00 e em março de 2008. O fazendeiro ainda não comunicava que descontaria o valor da alimentação e dos Equipamentos de Proteção Individual – este último uma obrigação do empregador.

Na fazenda, os empregados trabalhavam com o roço de juquira - limpeza do mato para garantir a qualidade do pasto - e na produção de carvão.

O dono da fazenda, Eujácio de Almeida, foi indiciado pelo crime de trabalho escravo e terá que pagar R$ 60 mil em salários, indenizações e outros débitos junto aos trabalhadores

FONTE: marabanoticias.com.br

Amazônia: Uma grande descoberta

Não são exatamente as cidades perdidas que há tempos cientistas e exploradores tentam encontrar na Amazônia, mas a descoberta impressiona. São antigos assentamentos, hoje quase totalmente escondidos pela floresta, que constituíram há séculos estruturas grandes e complexas o bastante para serem chamadas de urbanas.
Segundo estudo publicado na edição desta sexta-feira (29/8) da revista Science, antes da chegada dos colonizadores europeus a bacia do rio Amazonas era um local bem diferente, com comunidades que reuniam mais de 5 mil indivíduos.
Em torno dos assentamentos foram encontrados sinais de represas e lagos artificiais que indicam que os habitantes criavam peixes próximo às suas moradias. Também foram identificadas remanescentes de áreas cultivadas.
A pesquisa foi feita por pesquisadores brasileiros e norte-americanos. Um dos autores é Afukaka Kuikuro, da Associação Indígena Kuikuro do Alto Xingu e descendente dos habitantes originais dos assentamentos.
"Se analisarmos as vilas medievais médias ou as pólis gregas, veremos que a maioria tinha uma escala semelhante à que era encontrada na Floresta Amazônica", disse Michael Heckenberger, da Universidade da Flórida, um dos autores do estudo.
O trabalho também aponta que o tamanho e a escala dos assen tamentos no sul da Amazônia implicam que áreas que muitos cientistas consideravam como florestas tropicais virgens foram, na realidade, grandemente influenciadas pela atividade humana.
A pesquisa aponta que os assentamentos eram formados por redes de vilas muradas maiores (de cerca de 600 km²) e vilarejos, cada uma organizada em torno de uma praça central onde eram conduzidos rituais.
Tais estruturas urbanas pré-descobrimento, afirmam, podem auxiliar no desenvolvimento de soluções futuras para a população indígena em outras regiões da Amazônia e no Mato Grosso. "Algumas das práticas que esses antigos habitantes utilizavam podem ajudar a desenvolver formas de implantar soluções de desenvolvimento sustentável", disse Heckenberger.
Os assentamentos agora analisados, cuja descoberta foi anunciada em outro artigo publicado na Science em 2003, foram formados entre 1250 e 1650, tendo desaparecido ao entrar em contato com doenças trazidas pelos colonizadores europeus.
Apesar de quase totalmente extintas, as antigas comunidades guardam características transmitidas oralmente pelos Kuikuro. Os pesquisadores levaram mais de uma década para identificar e mapear as comunidades antigas com o auxílio dos Kuikuro e de satélites e GPS.
As antigas comunidades não tinham os tamanhos das maiores vilas medievais européias, mas os cientistas verificaram que elas contavam com grandes muros, construídos a partir de trabalhos feitos na terra que permanecem.
Os assentamentos tinham também uma estrada principal semelhante, sempre orientada do nordeste ao sudoeste de modo a seguir o solstício de verão e conectada à praça central. "Não são cidades, mas se trata de urbanismo, construído em torno de vilas", disse Heckenberger.
A pesquisa destaca que parte da Amazônia virgem não é tão virgem assim, uma vez que conta com uma história de atividade humana. "Isso derrub a modelos que sugerem que estamos olhando para uma biodiversidade original", disse Heckenberger.
Participaram do estudo pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi e do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
O artigo Pre-Columbian urbanism, anthropogenic landscapes, and the future of the Amazon, de Michael Heckenberger, Afukaka Kuikuro e outros, pode ser lido por assinantes da Science em http://www.sciencemag.org/.