sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Pesquisa sobre o campesinato do sudeste do Pará ganha prêmio na UFPA

Territorialização do campesinato no sudeste do Pará, dissertação de mestrado de autoria de Rogério Almeida foi agraciada com o prêmio do Núcleo de Altos Estudos da Amazônia (NAEA) no de 2008. O núcleo é considerado um centro de excelência sobre temáticas amazônicas é vinculado a Universidade Federal do Pará (UFPA),

A premiação ocorreu na noite do dia 09, durante o Seminário Internacional Amazônia e Fronteiras do Conhecimento, que celebra os 35 anos de existência no teatro da UFPA, na Praça da República, em Belém. Os trabalhos são avaliados por uma banca composta por professores do próprio núcleo e professores convidados. A outra dissertação premiada foi “Brazilian Migration to Guyana as a Livelihood Strategy: a case study approach”, de Hisakhana Pahoona Corbin. Os trabalhos selecionados são publicados pela universidade.

A pesquisa de Almeida foi orientada pela professora Rosa Acevedo Marin. Os professores Maurílio Monteiro e Gutemberg Guerra formaram a banca de avaliação na defesa da dissertação.

O trabalho recupera 20 anos da história recente do campesinato da região, considerada uma das mais tensas na luta pela terra do país. A investigação recompõe fragmentos do período que compreende os anos 1987-2007. O passo inicial foi a partir da criação do primeiro Projeto de Assentamento da região, o PA Castanhal Araras, localizado no município de São João do Araguaia.

A partir de tal episódio o autor aborda as mediações por que passaram as entidades de representação camponesa, até se afirmar como sujeito econômico, político e social numa área de fronteira na Amazônia. Almeida trata da presença da Igreja Católica, ONG´s, partidos políticos e da própria universidade através do Centro Agro-ambiental do Tocantins (CAT).

A territorialização camponesa iniciada ao apagar da luzes da década de 1980, além da dimensão física registra a construção de representações políticas e institucionais. Como a efetivação de uma regional da FETAGRI, o MST e a recentemente criada Federação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura Familiar (FETRAF). Trata-se de uma cidadania conquistada e não concedida, que ultrapassa os limites da mera análise física da reconfiguração da região.

Rogério Almeida percorre a região desde 1997 e entre os anos 1999 a 2003 foi vinculado ao Centro de Educação, Pesquisa e Assessoria Sindical e Popular (CEPASP), ONG com sede em Marabá, coordenada pelo educador Raimundo Gomes da Cruz Neto.

Em 2006 Almeida lançou o livro Araguaia-Tocantins: fios de uma História camponesa, coletânea de reportagens sobre o Bico do Papagaio, norte do Tocantins, oeste do Maranhão e sudeste do Pará. O autor que anima o blog http://www.rogerioalmeidafuro.blogspot.com/ é colaborador da rede Fórum Carajás (www.forumcarajas.org.br) e articulista do Instituto Brasileiro de Análises Socioeconômicas (IBASE), ONG com sede do Rio de Janeiro.

http://rogerioalmeidafuro.blogspot.com/

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