quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Amigo do "rei" quer flexibilização das leis trabalhistas



Lula e Roger: O pacto do diabo



Nos Estados Unidos a taxa de juros foi a zero, rigorosamente ela foi a 3.3 negativos, taxa real. A maioria dos países está com taxa negativa de juros. A taxa de juros real brasileira é 8%. A segunda maior taxa de juros no mundo está em 2.6%.

É fantástico! E o Sr. Henrique Meirelles e o Governo Lula não se explicam frente a essa situação, para enfrentar a crise. Como é que eles enfrentam a crise? Dando mais dinheiro aos bancos, por meio da liberação do compulsório bancário, que eles não usam para incentivar nem a produção nem o consumo, mas para especular com a maior taxa de juros no mundo, que é a brasileira!

Outra questão é que é a fala do Sr. Roger Agnelli, Presidente da Vale, que pediu medidas de exceção em relação aos direitos trabalhistas.

Ou seja, ele quer um AI-5 novo para os trabalhadores: flexibilização de relações trabalhistas, fim do contrato de trabalho, redução do salário com jornada de trabalho.

É o contrário. Os trabalhadores sempre pagaram a conta. Na hora dos lucros, como os da Vale, que chegou ao preço de mercado de 200 bilhões de reais, não há socialização. Quando chegam os prejuízos, 3 meses depois, vamos socializar os prejuízos com os trabalhadores. Não podemos aceitar, em hipótese alguma, que se privatizem os lucros e que se socializem os prejuízos e que os trabalhadores paguem a conta da crise.

Pensavamos que era uma coisa isolada, mas não é. Ontem o Presidente da CSN disse a mesma coisa, e hoje os jornais já anunciam mais demissões. Está aqui: a indústria paulista demite 34 mil trabalhadores em novembro. As notícias estão forradas de informações sobre novas demissões de multinacionais, como a Maxion, em São Paulo, no Paraná, etc. E o que se propõe? Redução de direitos trabalhistas em vez de garantir direitos constitucionais e os que estão na CLT.

O Governo precisa entender que tem de proteger os trabalhadores e não o agronegócio, as multinacionais montadoras de veículos que estão sendo altamente subsidiada, e os bancos, particularmente.

Um comentário:

Cadeu disse...

Na prática, a Vale deu provas de que já coloca esse discurso em prática. Um exemplo são os processos de dezenas de milhões de reais contra a empresa na Justiça do Trabalho do Pará.
Se ela lutasse para sobreviver, poderíamos até entender a fala de Agnelli.