quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Tradição

A falta de valorização das tradições que de geração em geração, vão sendo colocadas em ultimo plano ate perderem pouco a pouco suas características e caírem no esquecimento. Isso vem ocorrendo o que de certa forma produz um certo desinteresse popular em participar. Porém, ainda que de forma tímida e sem interrupção existem alguns grupos que mantém viva as festividades do Divino do Espírito Santo com as mesmas características que existem pelas várias partes do Brasil. Geralmente nos meses de maio e junho de cada ano e o grupo que mais se destaca é o da comunidade da vila do Espírito Santo . Vale ressaltar que no Bairro do Amapá também existe outro grupo que faz a peregrinação, que por meio de uma família, que há anos vem tentando manter a tradição, e nessa tentativa foi construída uma capela para abrigar a imagem do divino.

COISAS DA MERENDA

Merenda Escolar: Em Marabá “gestão criativa”??

Prefeito de Marabá Tião “Asfalto” Miranda recebeu o prêmio de Gestor Eficiente da Merenda Escolar na semana passada em Brasilia.Cabe ressaltar que o objetivo da premiação é destacar os prefeitos que realizam gestões criativas e responsáveis do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e disseminar estas boas práticas para que sejam conhecidas e adotadas por outras prefeituras do país.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, durante a cerimônia de entrega do Prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar, que a escolha não levou em conta os partidos aos quais os prefeitos são filiados, mas a boa gestão que fizeram com o dinheiro da merenda escolar.

"Essa prática republicana de não olhar sigla partidária ou o credo religioso permite que a gente possa acertar mais, ser mais isento e ir formando uma consciência republicana no país. Aqui não tem amizade. Amizade à parte, ou seja, política pública é uma outra coisa, que precisamos valorizar mais" disse o presidente.

Nenhuma prefeitura paraense administrada pelo PT do Lula e da Ana Júlia receberam a premiação. ou por não se inscreverem no concurso ou pela falta de "criatividade" no uso dos recursos.

A expectativa do presidente é que cerca de dois a três mil municípios se inscrevam nas próximas edições do prêmio. Segundo ele, em 2004, quando o prêmio foi criado, 383 prefeituras se inscreveram e dez foram premiadas. Na edição deste ano, as inscrições subiram para 751 e os premiados foram 25. O municipio de Paragominas é o unico que recebe a premiação desde 2004 quando foi criado o concurso.

O prefeito Tião Asfalto sem esgoto" Miranda, bastante "criativo" recebeu o prêmio e deixou a impressão de que realmente a Merenda Escolar em Marabá é distribuída de forma satisfatória e eficiente. Já tem emprego garantido quando deixar a prefeitura: Ministro do Fome Zero!!!

terça-feira, 30 de outubro de 2007

CARTA DE UM COMPANHEIRO

Estimado Riba

A luta dos povos nativos equatorianos da zona amazônica se estende agora para todo o país. O alvo é a Petrobrás. Ela se promoveu a alvo, ao insistir em explorar o petróleo da floresta amazônica equatoriana sabendo que estará violando os direitos sociais e ambientais desse país.
O governo do Equador estava trabalhando num projeto extremamente positivo: ao avaliar os custos totais de explorar o petróleo da zona ITT, na Amazônia Equatoriana, incluindo os custos econômicos e financeiros, sociais e ambientais, concluiu que os benefícios seriam inferiores aos custos e que o petróleo deveria ficar no subsolo. Não apenas o governo não incorreria naqueles custos, mas ainda poderia receber créditos de carbono, aumentando a receita pública!
A notícia de que o governo Correa havia aprovado a concessão a licença ambiental para a Petrobrás explorar Yasuní é um duplo choque: é mesmo uma mancha negra na Revolução Verde que Correa comprometeu-se a promover, e é outra mancha negra na história da Petrobrás.
Escrevo a vc para perguntar como é que vc poderia influir - com o apoio de entidades sociais do Brasil (incluindo a Rede de Justiça Ambiental, a AEPET e outras, que eu me comprometeria a mobilizar) e do Equador, se precisar - para que a Petrobrás reverta sua decisão de explorar Yasuní a qualquer custo.
Abraços,
Marcos Arruda - PACS

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Esportes Radicais: Marabá sem opção!!

Adrenalina máxima

Aventura, liberdade, emoção, estar em contato com uma realidade de sensações fortes que estão muito além de qualquer explicação. São esses motivos que levam uma pessoa à prática de esportes radicais.

Os praticantes são jovens, não somente na idade, mas também de espírito. Cada vez mais São Paulo conquista adeptos a explorarem o lado radical dos esportes. “Quem passa uma semana conturbada e com um trânsito infernal, certamente vai querer extravasar nas folgas”, afirma Rubens Oliveira, proprietário da Ponto de Partida, empresa de esportes radicais localizada em Brotas.

A capital oferece apenas bungee jump, mas há cidades próximas que possuem uma melhor infra-estrutura à prática dos esportes, como Brotas, conhecida como a capital brasileira de esportes radicais por possuir um meio ambiente favorável, e Boituva, considerada o centro nacional de pára-quedismo.

Bungee Jump

Embora o bungee jump tenha se popularizado recentemente, o ato de saltar de um lugar elevado e confiar somente em um cabo de segurança para evitar a morte é bem antigo.

Os “land divers” ou mergulhadores de terra da vila Bunlap na ilha de Pentecost no Pacífico Sul, são reconhecidos como os primeiros a utilizar esse ritual. Um mito antigo diz que, há milhares de anos, uma mulher fugindo do seu marido ciumento, subiu em uma árvore alta e se jogou. O marido desesperado jogou-se atrás. Entretanto, a mulher tinha amarrado uma videira da selva nos seus tornozelos. O resto da aldeia ficou tão impressionado, que logo todos estavam tentando duplicar seu feito, ou para provar bravura ou por situação semelhante. Logo, o salto evoluiu para uma atração turística.

Atualmente o salto é feito pelo pé e virilha ou pelo peito e virilha, com cordas de nylon e borrachas que suportam até 2.300 quilos. Essas cordas são utilizadas pelo exército norte-americano. Fabiana Mathias, adepta do esporte, saltou uma vez em Miami, mas acredita na total segurança. “Nunca vi nenhum acidente, e pretendo saltar novamente. As cordas são reguladas de acordo com o peso da pessoa. Esse esporte é regulamentado e não causa nenhum risco a seus praticantes”, afirma.

Pára-quedismo

O pára-quedismo passou por três fases diferentes. A primeira é anterior ao invento dos balões e aviões. Existem provas de que os chineses se divertiam saltando de lugares altos com estruturas rígidas que lembravam uma sombrinha. A segunda, durante os últimos 3 séculos, surgiu da necessidade de um meio para abandonar aeronaves com problemas e como uma arma militar.

A terceira, e mais importante, iniciou-se nos anos 50, quando passou a ser praticado em todo o mundo. “Esse esporte possui muita adrenalina. É quase 1 minuto de queda livre que parece muito mais. Depois do pára-quedas aberto são mais 5 minutos de vôo até o chão”, afirma o pára-quedista Maurício Giglio, que salta em Boituva. Há 15 anos, o sistema de segurança dos equipamentos vem evoluindo. O pára-quedas de emergência abre se o principal não funcionar. Além de possuir o desenho diferente, leva muito mais tempo para ser dobrado cerca de 1h30 enquanto o normal apenas 5 minutos. A pessoa que o dobra é especialista nisso e tem responsabilidade legal sobre o equipamento.

Ricardo Barbosa, instrutor de salto, afirma que esse esporte é seguro. Segundo ele, “o maior índice de acidentes são com os atletas que já possuem mais de 500 saltos, pois na hora do pouso eles querem inovar”.

Mergulho

O homem tem mergulhado a profundidades de 15 a 30 metros há séculos, nos mares de todo o mundo, sem auxílio de quaisquer meios artificiais. Em alguns casos, uma pedra pesada auxilia a descida ao fundo mais rápido. Estes homens eram pescadores de pérolas e esponjas. Outra forma de permitir que o homem sobrevivesse por longo tempo, em um meio que não lhe fosse natural, era um saco de couro fixado ao peito do mergulhador.

Hoje, existem técnicas e equipamentos sofisticados que facilitam a permanência do homem por um maior tempo. Assim como os outros esportes, o mergulho é bastante seguro, todos os equipamentos passam por manutenções e possuem alta tecnologia. “A sensação de mergulhar é parecida com a de voar, é fascinante ter controle total da profundidade”, declarou o mergulhador, Danilo Valente, que pratica seu esporte em Parati.

Nenhuma experiência é igual à outra, portanto essa adrenalina dos esportistas certamente será diferente para um iniciante, mas todos desejam superar seus limites.

Neliza Ferraz

domingo, 28 de outubro de 2007

PARA REFLETIR 2!!!

O PT afirmou-se, definitivamente, como Partido da ordem capitalista. Uma grande máquina eleitoral financiada pelas contribuições de bancos e empresas capitalistas e dos burocratas que comandavam mandatos parlamentares, prefeituras e governos estaduais, se afastando da militância social, tanto organizativa quanto programaticamente, cumprindo plenamente a tarefa de governar para o capital.

Toda dissimulação da diplomacia lulista desmascarou-se, revelando sua clara opção ao receber, com todas as pompas, o famigerado presidente dos Estados Unidos da América. A nova viagem de Bush ao Brasil é a mostra mais autêntica dessa relação estabelecida pelo governo petista. Diante da situação de debilidade do governo Bush, o governo brasileiro juntou-se aos governos da Colômbia e do México para ajudá-lo em sua infeliz tentativa de recompor a dominação dos EUA no continente.

A bancarrota petista é irreversível. Não temos nenhuma expectativa de disputas em seu interior; elas existem e existirão, mas se resolverão ao redor dos interesses do aparato. O PT já não tem possibilidades de uma reversão de seu rumo, é um partido incorporado aos mecanismos de dominação da grande burguesia e do imperialismo.

Com a capitulação do PT e a assimilação da direção da CUT fechou-se um ciclo na organização das forças representativas da classe trabalhadora, dos movimentos sociais e da esquerda. Fechou-se o ciclo do PT e do Lulismo e iniciou-se um novo ciclo de formação de uma nova direção política e sindical no movimento dos trabalhadores. Um processo ainda em gestação que enfrenta as dificuldades lógicas para se consolidar em um período de transição: o velho morre num ritmo mais rápido do que nascem as novas direções e entidades combativas.

A experiência inconclusa com Lula, com o PT no governo, ainda possibilitam às direções governistas atuarem de forma eficiente para bloquear as manifestações independentes dos trabalhadores e do povo. No entanto, uma atitude decidida dos socialistas, uma política correta, uma militância paciente e conseqüente junto às lutas do povo e seus combates cotidianos abrem a possibilidade de que o PSOL seja além de uma referência política e de uma alternativa global, mais um instrumento para suas lutas diárias, uma ferramenta que auxilie os trabalhadores a superar esta transição, e enfrentar o governo, lutar por suas reivindicações, e construir novas e combativas organizações de massas derrotando e superando as direções governistas.

PARA REFLETIR!!!

O PT do passado e do presente

O Partido dos Trabalhadores cumpriu seu objetivo estratégico. Chegou ao governo federal depois de cerca de 20 anos de atuação política. Em 1987, o famoso V Encontro Nacional definiu que a conquista da presidência da República por Lula era o elemento central da disputa de hegemonia na sociedade brasileira. Naquela época, os conceitos gramscianos estavam entrando no debate interno do PT e a palavra hegemonia circulava muito.

O PT passava pelo seu primeiro aggiornamento. E só quem militou no partido sabe o que significou aquele grande tournant de 1987. Nem os dois congressos do PT ou os demais encontros conseguiram superar as formulações do V Encontro.

Todavia, o II Congresso, feito depois da terceira derrota de Lula à presidência, produziu outro tipo de aggiornamento no PT. Muito diferente. Nos anos 80, os petistas visavam reconstruir o país à sua imagem e semelhança (afinal, é isto que deseja fazer todo grupo que disputa o poder por razões ideológicas). No novo milênio, eles preferem se adaptar ao país em que vivem, mas promovendo pequenas mudanças, que, no futuro, possam servir de base a um novo modelo econômico solidário (para usar a expressão que surgiu para substituir "socialismo").

No V Encontro, o PT declarava usar a legislação para transformar a sociedade e, no limite, aceitava desrespeitá-la sutilmente. No início dos anos 80, afirmava-se que "a luta faz a lei". Assim, a organização interna do partido, baseada em núcleos, diretórios e tendências, procurava subverter a legislação eleitoral, a qual aprisionava os partidos numa camisa de força. Só se podia organizar na base das zonas eleitorais do TRE. O PT, então, fazia dois encontros. Um real, baseado na sua própria dinâmica interna. Outro formal, mas sem validade na disputa interna, que era para cumprir a legislação. Todos aceitavam que o que valia era o estatuto interno "ilegal", mas legítimo.

Os núcleos eram de categorias de trabalhadores, moradia, local de estudo, afinidade religiosa, ideológica, sexual. Havia núcleos de cultura, lazer, esporte e, até, pasmem, de pessoas que queriam ler O Capital, de Karl Marx! O primeiro Congresso do PT, em 1990, embora tenha representado uma guinada à direita no plano ideológico, garantiu maior liberdade de organização pela base. Já o último congresso do partido aboliu essa pluralidade de base. Se, por um lado, instituiu eleições diretas e oficializou as prévias, por outro reconheceu que só os diretórios zonais ou municipais têm poder de eleger delegados. Assim, o PT mimetizou o Estado burguês. Exatamente aquele Estado que desejava transformar. O próprio Lula foi contra essa cassação do poder dos núcleos.


A dinâmica interna do PT, aparentemente bastante complexa, tem uma dupla importância. A primeira, para o próprio país, na medida em que o partido controla o governo. A segunda, para o seu próprio futuro (do PT). Ao desejar reproduzir internamente a natureza do Estado, o PT teve que incluir outras características não ideais, mas históricas, do nosso país. O clientelismo, a corrupção, a politicalha de interesses ainda são limitados no partido e bem distantes das altas taxas de corrupção dos demais partidos. Mas já se fazem valer. Além disso, ao mimetizar o Estado com tinturas de esquerda, o PT escolheu a vertente populista e de redistribuição de renda, mas numa forma muito pior do que a legada por Getúlio Vargas. O partido desejou representar o povo. A sociedade inteira. Assim, em lugar de querer representar uma classe ou aliança de classes, o PT se coloca acima delas para atender àqueles que mais precisam. O lumpemproletariado, os desempregados, os famintos e os "sem nada".

Renda família e bolsa-escola se tornam mais importantes do que emprego e salário. Os próprios trabalhadores assalariados formais são vistos como privilegiados. Os "explorados" seriam os "excluídos". Do ponto de vista marxista, isto é uma barbaridade, pois se sabe que os trabalhadores produtivos de mais altos salários (por exemplo, os da Suécia) são mais explorados do que um trabalhador rural da Guiné.

Mas ninguém liga para teoria na hora de estabelecer políticas públicas, embora devesse ligar para os efeitos dessas políticas. Foi uma minoria de "privilegiados" operários do ABC que obrigou a ditadura militar a ceder a democracia formal. Foi essa mesma minoria que ameaçou, seguidas vezes, paralisar a produção capitalista em seu elo vital. Dela saíram figuras históricas como Lula e Vicentinho. Perder seu apoio e de outras categorias de trabalhadores é tão grave quanto jogá-los no isolamento. Ninguém é contra dar comida a quem tem fome. Mas nenhum socialista imaginaria erguer uma nova sociedade e um novo modo de produção baseando-se na caridade (essa palavra cristã tão bela e desfigurada por políticos profissionais).
Foi assim que o governo de Marta Suplicy em São Paulo acabou com os subsídios que barateavam a tarifa de ônibus e declarou redirecionar os recursos para "programas sociais". Não aceito a mentira de que o dinheiro ia para os donos de empresa. Afinal, isto seria um problema de polícia e não de gestão pública. Ora, os dois maiores programas sociais de um governo municipal socialista ou socialdemocrata deveriam ser transporte público e educação. Um tal governo deveria medir seu sucesso ou fracasso pelo aumento ou não da percentagem do orçamento público destinada a estas áreas.

Fundado nesta mesma lógica, o governo Lula tem priorizado manter as políticas do governo anterior. A sobra de caixa não é usada para melhorar a participação dos salários na renda nacional, mas para programas sociais. O mais imponente deles (em marketing) chama-se "fome zero". Lula tem razões táticas para isso. Sua reforma primeira não é a tributária, mas a da previdência. Tais táticas são compreensíveis. Um governo que pudesse causar temor nos investidores precisava ser mais realista que o rei e manter os juros altos para debelar a inflação que se anunciava. Num futuro próximo, pode mudar de rumo. Creio que a maioria dos militantes do PT e dos membros do governo, que é honesta e tem boas intenções, acredita nisto. Mas há outra razão para este rumo. É uma razão estrutural. Ao considerar os

trabalhadores "privilegiados"; ao concertar alianças com o capital financeiro e industrial; ao desejar representar os miseráveis, o governo não precisa mais dos trabalhadores. E, se isso for verdade, ele não vai mudar de rumo. Nem agora nem no futuro.

A sorte de Lula, como presidente, depende de que o movimento social mude a correlação de forças no interior do PT e do governo. Talvez ele mesmo espere por isto. Pois o PT continua sendo o único espaço político onde a esquerda pode fazer a disputa de hegemonia.

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Lincoln Secco é professor do Departamento de História da USP e membro do PT / SP.

sábado, 27 de outubro de 2007

Comércio fecha e comerciários comemoram seu dia!

No dia 30 de outubro é comemorado o dia do Comerciário, entretanto esta data geralmente em Marabá é antecipada para o ultimo sabádo de outubro. Um acordo feito entre Sindicom e Sindecomar.

Muitos não sabem a origem deste dia e preferem apenas comemorar na tradicional festa do "Adelmo". Porém as grandes conquista do passado e do presente e hoje permanece a luta pela manutenção dos direitos conquistados, mesmo que em Marabá ainda há muito o que se lutar para melhorar as condições dessa categoria.

Histórico

Em 1908, um grande número de companheiros criaram a União dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro, onde os caixeiros (como eram chamados os empregados no comércio), os escriturários, os guarda-livros e outros uniram-se contra os abusos e contra a escravidão a que eram submetidos pelos comerciantes.



A história diz que em 1932, no dia 29 de outubro, às 10 horas da manhã, um grande número de caixeiros do Rio de Janeiro aglomerou-se no Largo da Carioca. O volume de gente foi aumentando até chegar o pessoal do Lloyd Brasileiro, da Costeira (que eram sócios da União dos Empregados no Comércio do Rio de Janeiro), os Ferroviários da Central do Brasil, o pessoal da Ligth, os Bancários, os Professores e os Jornalistas, que foram juntando-se e marcharam para o Catete (palácio do Governo Federal).


Ao chegar ao Catete o grupo de Caixeiros tinha-se multiplicado em 5.000 pessoas ou mais. Getúlio Vargas então presidente da Nação os recebeu na sacada do Palácio e, naquele memorável dia foi assinado o Decreto Lei nº 4.042, de 29 de outubro de 1932, que regulamentando a jornada de trabalho, reduziu a carga horária escrava de 12 horas diárias, para 8 horas.


Os frutos dessa luta dos Comerciários foram estendidos a todos os trabalhadores brasileiros que passaram também a ter suas jornadas de trabalho regulamentadas nos mesmo moldes.

Em Marabá o SINDECOMAR desde sua fundação é dirigido pelo "aprendiz" de vereador Adelmo Azevedo, não tendo oposição no sindicato ele controla facilmente a categoria.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

UFPA realiza seminário sobre história do rádio

Quase 80 anos de história, décadas de sucesso e muitas mudanças diante das novas tecnologias, assim é a trajetória do rádio no Pará. Com o objetivo de lembrar um pouco dos fatos marcantes desse veículo e discutir sobre as tendências do rádio na era digital, a Faculdade de Comunicação da Universidade Federal do Pará (UFPA) realizará o Seminário “O Pará nas Ondas do Rádio”. O evento acontecerá no Cine Olympia nos dias 29 e 30 de novembro.

Serão oito mesas temáticas com personalidades que fizeram parte da história do rádio no Pará e pesquisadores e radialistas de outros Estados. Nas mesas serão debatidos temas como rádios universitárias, rádio digital e a história do rádio paraense.

Entre os pesquisadores externos convidados estão os professores Pedro Vaz, da Rádio Universitária Casper Líbero, de São Paulo; Gustavo Lopes, da Rádio Web Uninter, de Curitiba, e a Professora Nélia Del Bianco, da Universidade de Brasilia (Unb).

O Seminário conta ainda com a participação de Antônio Carlos, que há anos atua em rádios comunitárias, já foi presidente do Sindicato dos Radialistas do Pará e atualmente é diretor da Rádio Cultura FM. Participarão ainda representantes de rádios de Castanhal, Marabá e Oriximiná. “A participação de profissionais de outras cidades do Pará, além da capital (Belém), torna o debate mais diversificado, apontando para especificidades locais”, afirma a professora da Faculdade de Comunicação da UFPA, Luciana Miranda Costa, coordenadora do projeto “Universidade no Ar: ensino, pesquisa e extensão com as ondas do rádio” (PROINT/UFPA), que deu origem ao seminário.


Contatos sobre o Seminário O Pará nas Ondas do Rádio

www.radionopara.ufpa.br

E-mail: oparanasondasdoradio@gmail.com

VIOLÊNCIA

A morte da estudante Raynara, de 15 anos vitimada por um adolescente essa semana em Marabá, revoltou e comoveu de forma inesperada principalmente a comunidade estudantil. A "SENSAÇÃO DE INSEGURANÇA" no atual governo reflete na falta de uma politica de segurança pública articulada com os governos municipais.

Está na hora do municipio assumir essa tarefa, e não adianta apenas jogar a responsabilidade para o ESTADO, pois é no município onde as coisas acontecem. E de forma alguma existe uma articulação entre as políticas sociais do governo e a questão da segurança.

O tiro que matou a estudante é o mesmo tiro que milhares de adolescentes dão durante os jogos nas Lan House. È lá que eles aprendem, absorvem a personalidade violenta com a diversão dos jogos em rede proporcionado pelos inúmeros ciber café,e em alguns casos na própria casa sob a proteção familiar.

África: Participação Popular

Na próxima semana acontece a visita de uma delegação africana que vem trocar experiências sobre metodologias de mapeamento participativo. A referida comissão é composta por Richard Irumba, Abby Seebina Zziwa, Vera Mugittu, Benson Ochieng e Maurice Makoloo. É uma ótima oportunidade para conhecermos melhor a realidade de diferentes países africanos, as lutas desenvolvidas por suas sociedades civis e as expectativas em relação ao Brasil.

Nesse sentido, o Observatório de Políticas Públicas Conhecimento e Movimento Social na Amazônia - COMOVA, uma parceria entre a UFPA e a FASE Amazônia, informa que o debate será realizado no auditório da FASE em Belém, dia 30 deste mês, às 9 horas.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Direitos Humanos






Humanos Direitos - Senador Nery denuncia multinacional por assassinato de sem-terra no PR


O senador José Nery (PSol-PA) protestou nesta quarta-feira (24) contra o que considerou assassinato do integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Valmir Mora de Oliveira, no último dia 21. Os sem-terra invadiram as instalações da multinacional Syngenta, em Santa Teresa do Oeste, interior do Paraná, e confrontaram os seguranças da empresa, o que resultou também na morte do segurança Fábio Ferreira. Ambos foram atingidos por projéteis disparados por armas de fogo. Outros seis integrantes do MST estão feridos.

- O que chama a atenção é que por trás dessa ação criminosa está uma multinacional supostamente do setor de ponta do dito agronegócio. Em vez da atrasada e coronelista figura do latifundiário, temos a moderna Syngenta que faturou 8,1 bilhões de dólares em 2006 produzindo pelo mundo afora organismos geneticamente modificados, as sementes transgênicas, cujo alto risco à saúde humana e ao equilíbrio sócio-ambiental vem sendo sistematicamente denunciado - afirmou.

Nery também pediu providências à governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, para investigar o assassinato do sindicalista Manoel Borracheiro, em 23 de setembro no município de Dom Elizeu. Segundo o senador, o assassinato foi planejado em uma reunião de fazendeiros em Rondon do Pará no dia 13 de setembro e outros dois sindicalistas constavam na lista daqueles que deveriam ser mortos. O primeiro seria José Soares de Brito e, o segundo, José da Pampa.

O senador ainda disse que acompanhou, na última segunda-feira (22), o segundo julgamento do assassino da religiosa americana Dorothy Stang e considerou um alento a decisão da justiça do Pará. O tribunal do júri popular da 2ª Vara Penal da Comarca de Belém (PA) manteve por unanimidade a pena de 27 anos de prisão ao pistoleiro Rayfran das Neves Sales, conhecido como Fogoió. Assassino confesso da missionária norte-americana Dorothy Stang, ele já havia sido condenado em dezembro de 2005 pelo crime cometido em fevereiro daquele mesmo ano no município de Anapu (PA). Como a duração da pena era superior a 20 anos, teve direito a um novo julgamento



Fonte: Agência Senado

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Gestão Pública

A Gestão Pública e a sociedade civil encontram-se perante um desafio: aprofundar o nível de envolvimento dos cidadãos nos assuntos públicos e alargar o número dos que participam ativamente na tomada de decisões. Compete ao governo e aos seus agentes atuar como catalisadores do envolvimento dos cidadãos. Cabe à sociedade civil organizar-se no sentido de assumir as suas responsabilidades.

Será este o grande desafio para a próxima administração de Marabá já que em nenhum momento o Governo Tião Miranda se sensibilizou para adotar uma prática participativa na sua gestão. toma decisões sem consultar seu secretariado, vereadores e o povo.

Bastante centralizador Tião Miranda completará 20 anos no poder se conseguir eleger seu sucessor.

Plebiscito Oficial

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) apresentou na quinta-feira (4/10) um Projeto de Decreto Legislativo que propõe a realização, em todo o território nacional, de um Plebiscito Oficial para recolher a opinião da população acerca da retomada do controle acionário da Companhia Vale do Rio Doce pelo Poder Executivo da União.

De acordo com o Projeto, o plebiscito seria realizado preferencialmente em conjunto com as eleições municipais do ano de 2008. Sua aprovação dependerá de muita pressão popular, uma vez que tanto o governo quanto a oposição de direita são contra reabrir o debate sobre a privatização da Vale.
Em pauta

A iniciativa apresentada por Ivan Valente vem no sentido de reforçar todas as ações que já foram feitas pela campanha "A Vale é Nossa", conduzida por 64 organizações e movimentos sociais de todo o país. No início de setembro, a campanha realizou um plebiscito popular sobre o tema da anulação do leilão da Vale. Por iniciativa do PSOL, uma urna foi aberta para colher os votos dos parlamentares e funcionários da Câmada dos Deputados. A reação dos partidos de direita foi imediata, questionando a realização do plebiscito com a defesa raivosa das privatizações.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

BAGATELA

A Coopserviços que presta assessoria técnica social e ambiental para agircultores assentados pelo programa de Reforma Agrária acaba de celebrar convênio com o MDA, na verdade foi uma renovação de convênio num montante de R$ 10.916.948,70. Onde serão atendidas cerca de 3.582 famílias.

A região de Marabá com 478 Projetos de Assentamentos é também assistidas por outras coopertaivas que prestam o mesmo tipo de serviço dentro do novo modelo de asssitência técnica denominado de ATES.

È muito dinheiro?? ou pouco???

--Depende de como vai ser aplicado!

PA-150 x Bitrens

Já está comprovado que o comprometimento da rodovia PA-150 no trecho entre Eldorado do Carajás e Trevo de acesso ao município de Floresta do Araguaia é causado pela passagem excessiva de caminhões denominado de Bitrens com carga provavelmente acima do permitido.

Com a extração de ferro em alta no município de Floresta do Araguaia pela Empresa do Grupo Sidepar e o constante transporte para Marabá deste ferro, são grandes os problemas para essa importante estrada.

Progresso???

As pessoas que moraram na região reconhecem no minério de ferro uma fonte de riqueza muito grande. Mas essas mesmas pessoas entendem o outro lado da questão. Sabem perfeitamente que a estrada poderá sofrer danos maiores com o tráfego dos Bitrens, se um acordo entre a Setran e a empresa mineradora não for feito.

Com a palavra Valdir Ganzer???

TRANSPORTE DE MINÉRIO POR BITRENS PODE DANIFICAR A PA 150

A situação da rodovia PA 150, que já não é nada boa, poderá agravar-se ainda mais se o tráfego de Caminhões Bitrens continuar normalmente como ocorre diariamente, sentido Floresta do Araguaia/Marabá. Os veículos com capacidade para transportar 90 toneladas de minério de ferro cada um, estão sob suspeita de serem os principais responsáveis pelos danos à rodovia, causando buracos, rachaduras na camada asfáltica e afundamento de trilha de rodas no pavimento.

Segundo os especialistas ouvidos pela reportagem, o que está ocorrendo na PA 150, foge totalmente as normas estabelecidas pelas leis de trânsito, que em circunstâncias normais, não autorizam o tráfego de veículos dessa natureza, devido aos inevitáveis danos que eles causam às estradas.

Para controlar e fiscalizar os novos limites de peso e dimensões de veículos, entrou em vigor em 1º de janeiro deste ano, a “Lei de Balança”. Cabe lembrar que os valores apresentados são os máximos permitidos por lei e que , juntamente com esses limites, o veículo também deverá respeitar os limites estabelecidos pelo seu fabricante.

No caso especifico dos Bitrens que transportam minério de ferro de Floresta do Araguaia para Marabá, até agora, pelo que se sabe, não houve por parte da direção da Setran qualquer manifestação contrária a seu uso na rodovia PA 150. É sabido que a frota destes veículos só tem aumentado nos últimos dias sem, no entanto, serem chamado atenção por parte dos órgãos fiscalizadores das estradas.

O pavimento da PA 150 foi projetado para agüentar uma carga de no máximo 10 toneladas por eixo. O que está ocorrendo é que a quantidade de peso concentrado no transporte de minério é mais que o dobro da carga que o pavimento pode suportar, o que de fato leva a crê na possibilidade real de danificação da rodovia em curto espaço de tempo.

Estudos feitos em outras rodovias revelam que 30% da carga, acima do permitido, diminui consideravelmente a vida útil do asfalto nas estradas. Na PA 150, a situação não é diferente, sua pavimentação de 03 centímetros de espessura, não comporta esse tipo de carga. Para agüentar o excesso de peso, a estrada teria que ter uma dimensão de 20 centímetros de solo brita e 07 centímetros de pavimento.


Já na PA 279, que está sendo asfaltada para transportar o minério do município de Ourilândia do Norte para Serra dos Carajás, existe um diferencial. Segundo informações, os caminhões vão obedecer religiosamente os limites de peso permitidos . A Vale do Rio Doce (CVRD), fiscalizará as cargas dos veículos, para não permitir prejuízos à pavimentação da referida rodovia. (Edmar Brito)
Jornal Correio do Araguaia

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Réu confessa!!

Rayfran: assume a culpa pelo crime


Durante interrogatório, que durou mais de duas horas, Rayfran assumiu a culpa sozinho pelo crime, livrando das acusações os fazendeiros, possíveis mandantes do crime, Vitalmiro Moura e Regivaldo Galvão, e Amair Cunha, intermediário.

O crime ocorreu em 2005. É a segunda vez que Rayfran enfrenta júri pelo crime. No primeiro, em dezembro de 2005, ele foi condenado a 27 anos de reclusão. Como a pena excedeu os 20 anos, Rayfran teve direito a novo júri, conforme a legislação penal brasileira. No momento, a sessão segue com o depoimento das testemunhas de defesa. Com isso pode livrar das acusações os possiveis mandantes.


Confissão

Rayfran disse ao juiz que assassinou a missionária porque ela o teria ameaçado quando ele iria plantar capim no lote 55, em Anapu. Ele afirmou que Dorothy disse que não adiantava ele plantar o capim porque a plantação seria arrancada de qualquer jeito e que, no Programa de Desenvolvimento Sustentável, do qual Dorothy era uma das lideranças, haviam cerca de 100 homens, enquanto que eles eram apenas cerca de seis.

Rayfran também foi interrogado pelos representantes do Ministério Público e por seu próprio advogado. O acusado se negou a responder qualquer pergunta da Promotoria, limitando-se a reconhecer a bolsa usada pela vítima no dia do crime, quando indagado pelo promotor Edson Cardoso.

À defesa, respondeu que, após o crime, se escondeu com Clodoaldo Batista, na fazenda de Vitalmiro Moura, mas disse que o fazendeiro mandou-os embora do lugar assim que soube que eles estavam no local.

Rayfran chegou a acusar algumas pessoas em interrogatórios prestados na fase de inquérito policial. Primeiramente, acusou Chiquinho do PT como mandante do crime. No mesmo dia, em outro interrogatório, isentou Chiquinho do PT e disse que o responsável pela "encomenda" do crime era Amair Cunha. O interrogatório de hoje foi o 13º prestado por Rayfran.

Estradas da Morte...

As estradas paraenses são conhecidas como as piores estradas do Brasil. prova disso é a PA-150 no trecho que liga o Distrito Rio Vermelho a Sapucaia é considerado um dos piores da rodovia. Buraco, lama, atoleiro, falta de sinalização e do principal: Asfalto...

E a Nossa Senhora Governadora!!!
Com a palavra a SETRAN.

Homenagem

Neste final de semana (sábado) foi encerrado o I Seminário Estadual para Consolidação do Plano Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo no Pará. Membros do mandato do senador José Nery PSOL,foi aprovado conforme sugestão do senador no dia anterior, que o seminário fosse dedicado a Dom Pedro Casaldáliga. E foi aprovada por unanimidade uma moção que foi apresentada em plenário.

domingo, 21 de outubro de 2007

SOLIDARIEDADE

Juvencio de Arruda disse...
Ribamar, minha solidariedade a vc.

Marconi é sobrinho de minha companheira, a prof. dra. Marise Morbach.
Conheço-o desde pequeno, e lamento que não escute as palavras de sua família, e insista em seu comportamento amolecado.

No Quinta ele tentou, por duas vezes, se manifestar dessa forma graciosa e grosseira, e foi rechaçado.
Só entra se resolver agir como gente. Se insitir, não passa.

Peço-lhe a gentileza de publicar este comentário, para que ele leia e veja o que está conseguindo amealhar, na blogosfera e na vida.
Ele me conhece muito bem e sabe que não dou "estia" prá malandro, seja ele parente, aderente, amigo ou desconhecido.

E siga em frente no seu trablaho.
Abs

21 de Outubro de 2007 00:49

RIO + 20

2012: uma nova chance?

Apesar do ceticismo no cenário internacional, uma nova conferência mundial poderia ajudar a retomar o debate sobre o meio ambiente e o desenvolvimento


Marcos Magalhães*


Apostar em uma nova onda de cooperação internacional, neste momento, pode soar tão inútil quanto nadar contra a corrente em um mar de ceticismo. Os atentados terroristas, a guerra no Iraque e o impasse entre o Norte e o Sul nas negociações para a liberalização do comércio internacional são exemplos de um cenário pouco inspirador. Mesmo assim, parece promissora a proposta de realização, em 2012, de uma nova conferência internacional do meio ambiente, a Rio+20.
Apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a última sessão da Assembléia-Geral da Organização das Nações Unidas, a proposta tem o mérito de pelo menos indicar data e local para uma nova rodada de debates sobre o futuro do planeta. A Rio + 10, realizada em 2002 na África do Sul, não pode ser considerada exatamente um sucesso.
Pouco se avançou no estabelecimento de novas metas de proteção ao meio ambiente e de estímulo ao desenvolvimento – temas principais da conferência realizada no Rio em 1992, quando ainda era presidente o atual senador Fernando Collor – primeiro, aliás, a lançar a idéia da Rio+20.

É verdade, também, que até o momento nada indica que uma nova conferência, dentro de cinco anos, tenha destino mais brilhante que a de Joanesburgo. Até porque a principal potência do planeta permanece, até o ano que vem, nas mãos de um presidente que, além de ajudar a espalhar o ceticismo no cenário internacional com a sua política externa, ainda alimenta um olímpico desprezo em relação às denúncias de aquecimento global e à busca de um modelo econômico e energético menos prejudicial ao meio ambiente.
O cenário pouco favorável, porém, não pode ser desculpa para o imobilismo. Se não existe mais aquele discreto otimismo de 1992, por outro lado há indicadores mais definitivos e contundentes em relação à saúde do planeta. Há 15 anos, Bush pai dizia que os Estados Unidos não mudariam seu modo de vida para proteger o meio ambiente. Ou seja, os americanos continuariam alegremente a queimar gasolina. Bush filho diz o mesmo, em outras palavras, ao questionar as pesquisas que indicam a gravidade do aquecimento global.
O quadro ambiental é grave e o cenário internacional não ajuda, mas a iniciativa do governo brasileiro merece ser levada em consideração. Para que ela represente mais do que uma iniciativa diplomática, porém, o Brasil precisa mostrar por que deveria sediar uma nova conferência mundial sobre o tema. Ou seja, precisa investir na construção de uma nova imagem ambiental – imagem até hoje arranhada pelas repetidas cenas de queimadas na Amazônia divulgadas em todo o mundo a cada ano.
A redução das queimadas e do desmatamento, anunciada pelo governo, é certamente um bom começo. Mas seria necessária a adoção de metas mais ambiciosas, menos defensivas e mais propositivas. Até hoje, o país se viu muitas vezes na situação de se defender – com maior ou menor sucesso – em relação às denúncias apresentadas por organizações internacionais de defesa do meio ambiente. Ao adotar a bandeira dos biocombustíveis, o presidente Lula deu um passo além e passou a apresentar uma alternativa ao mundo na área de energia. Recebe críticas e elogios por isso, mas tomou uma iniciativa. O momento, agora, é o de elevar o tom propositivo.
Em primeiro lugar, é preciso mesmo apresentar o chamado dever de casa. Reduzir drasticamente o desmatamento, como uma política de governo, ajuda bastante. Definir um novo modelo de desenvolvimento para a Amazônia, por meio de zoneamento econômico-ecológico, deve ser o passo seguinte.
Com ênfase, por exemplo, para o turismo ecológico, que atrai cada vez mais gente de todo o planeta. Mais que tudo, será preciso conquistar os agentes econômicos para a idéia de que se pode ganhar dinheiro com a floresta em pé. Ou, como bem definiu na Câmara o ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, apostar na biotecnologia como o melhor caminho para aproveitar o vasto potencial econômico da floresta.
A nova menina dos olhos dos adeptos do turismo ecológico se chama Costa Rica. Este pequeno país da América Central dispõe de 1,3 milhão de hectares de áreas protegidas em reservas e parques naturais, além de hotéis que adotam práticas como a reciclagem de água e a economia de energia. Até 2021, segundo anunciou à revista Veja o presidente Oscar Arias, a Costa Rica pretende tornar-se o primeiro país neutro em carbono no mundo. Ou seja, suas árvores serão capazes de captar da atmosfera a mesma quantidade de gás carbônico emitida por fábricas e automóveis. Meta ambiciosa, mas simpática. O Brasil teria dificuldade em alcançá-la tão cedo, mas poderia eleger metas realizáveis e igualmente simpáticas. Desta forma, acolheria com tranqüilidade uma nova conferência mundial de meio ambiente e desenvolvimento.




* Jornalista profissional desde 1982, trabalhou no Jornal do Brasil, na Gazeta Mercantil, na Agência Estado e nas revistas Veja e Istoé. É mestre em Relações Internacionais pela Universidade de Southampton (Inglaterra).

www.congressoemfoco.org

sábado, 20 de outubro de 2007

Opção para o fim de semana

A peça O Pequeno Princípe será a grand eopção par ao fim de semana. Em cartaz sábado e domingo sempre a partir das 18:00h no Cine Marrocos. A direção e de Francisco Rassi.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Mergulhando na sua ignorância......

Ta começando incomodar!!!

O Contraponto & Reflexão deu uma verdadeira reviravolta e começou a incomodar.Isso mesmo!!incomodar o inútil e desabonador de conduta.

Aqui tem informação, conhecimento, e temas relevantes para debates. Debates de idéias, de pontos de vistas, sem cair no desespero e achincalhar a honra.

Nota de Esclarecimento

Todos os textos aqui são postados por este poster, sendo que alguns são assinados por mim e outros são textos de jornais, revistas, sites especializados e que embora não sejam assinados são reconhecidos como fonte de informação. Em alguns casos não é citado a fonte mesmo que seja necessária me reservo no direito de apenas socializar a informação.

Roubar, plagiar ou qualquer outro adjetivo que seja semelhante com apropriação indebta não é o nosso caso. Portanto, o que o Senhor Marconi Morbach, um certo desequilibrado mental tem procurado nos atacar. No entanto, não vai atingir de forma alguma a nossa dignidade. Talvez seja o desespero pela falta do que fazer ou algum problema de ordem sexual. O problema é que ele vai responder na justiça se avançar mais um pouquinho.

Ta explicado!!!

PARA REFLETIR!!!

Uma pequena Resenha sobre a temática da Modernidade que Anthony Guidens tem aprersentado ao público acadêmico.

Modernidade, tempo e espaço.

As sociedades tradicionais ou pré-modernas são tidas como baseadas sobre relações sociais as quais são encaixadas no tempo e espaço. Isto acontece pela proximidade que o trabalhador tem da natureza, por causa da sua confiança na agricultura como meio de subsistência, então por isso o senso temporal do trabalhador geralmente é baseado em estações. O tempo para este trabalhador é cíclico (baseado em estações) e local.


Igualmente, o status de tal trabalhador é inerte: isto é, dado ao nascimento com poucas noções do que nós modernos chamamos de “carreira” e “ascensão social”.
Os tempos pré modernos são marcados pela maioridade da população vivendo em pequenas vilas. Para a maioria da população, o senso de espaço seja geográfico ou mais importante, social, era estreito. Muitos vilões eram banidos, pelos senhores feudais, de andarem através das redondezas de suas comunidades particulares. Neste sentido nós devemos sugerir que, para tais populações, as idéias de espaço eram fixas. Anthony Giddens sugere que nós deveríamos descrever tais trabalhadores como encaixados em suas comunidades locais.


Giddens aponta para a invenção do relógio como um marco importante para a transição das sociedades tradicionais para as modernas. O relógio não é baseado no tempo sazonal, mas num tempo social e artificial. Esta noção de tempo é linear e não cíclica e portanto pode ser usada para previsões. Igualmente, o relógio permite uma medida de tempo universal e não, como era o caso, de noções tradicionais de tempo, para uma definição um tanto rústica. Tal noção moderna de tempo ajuda a produzir um sentimento entre os indivíduos de que o mundo está encolhendo. As distâncias passaram a diminuir a partir do momento que as comunidades começaram a calibrar seu senso de tempo com o de outra comunidade do outro lado do globo.
O processo de modernização “distanciou” os indivíduos e as comunidades das sociedades tradicionais destas noções estreitas de tempo, espaço e status. A modernização “desencaixou” o indivíduo feudal de sua identidade fixa no tempo e no espaço.


Resumindo, Giddens diz que a modernização e a modernidade são baseadas em um processo, segundo o qual uma idéia fixa e estreita de “lugar” e “espaço” (que prevalece nos tempos modernos) são gradualmente destruídas por um cada vez maior conceito de “tempo universal”. Giddens descreve isso como uma chave para o processo de desencaixe.

Giddens sugere que existem dois tipos de mecanismos de desencaixe: Fichas simbólicas e Sistemas Peritos. O dinheiro é o seu exemplo favorito do primeiro caso. As comunidades feudais e tradicionais foram marcadas pelos mercados e feiras locais. Entretanto, em muitos casos esses mercados eram um suplemento para a atividade essencial e básica de auto-suficiência do trabalhador caseiro, o qual produzia seus próprios meios de subsistência da agricultura depois de terem pago o aluguel ao senhor feudal. O dinheiro tinha um valor limitado para tais artesões por que suas trocas econômicas eram baseadas em impressões de valores locais e particulares.

A modernização destruiu tais formas e as substituiu com uma forma de trocas “universal”: o dinheiro. O dinheiro passou a agir como meio de troca geral e universal, ao contrário das trocas particulares e locais entre os indivíduos. O Dinheiro foi então capaz de mover os indivíduos de contexto local a global e pode então estabelecer relações sociais através do tempo e do espaço. O dinheiro fez o mundo parecer diminuir.

A globalização acelerou o processo que começou com a modernização. Se considerarmos que a modernização criou a noção de uma moeda nacional que varreu todas as diferenças locais dentro de uma fronteira nacional, podemos afirmar que a globalização varreu todas as diferenças entre moedas nacionais. Testemunhe o nascimento do “Cartão de Crédito” e presencie a satisfação da Europa em gerar uma moeda local para todas as comunidades da Europa, o Euro.

Os Sistemas peritos surgem como resultado das revoluções científicas e o aumento em conhecimento técnico e o conseqüente aumento na especialização. Por causa da sua afirmação de suas formas de conhecimento “científica” e “universal” estes sistemas especialistas não são dependentes de um contexto e podem, a partir disso, estabelecerem relações sociais através de grandes períodos de tempo e espaço.

Igualmente, enquanto esses sistemas especialistas criam seus grupos de experts e conhecimento um abismo social é criada assim como um aumento entre o profissionalismo dos praticantes e dos seus grupos de clientes. Um bom exemplo de tais sistemas especialistas é o “Sistema médico moderno” de cuidado à saúde. Um modelo baseado que se estende através do globo, com outras perspectivas de cuidados à saúde pode ser ou ridicularizado ou rotulado “alternativo”.

REFERÊNCIA
GIDDENS, Anthony. As conseqüências da modernidade. São Paulo: Ed. Unesp, 1991.

Ferrovia desocupada

Na manhã de ontem, o MST declarou a ferrovia desocupada e se instalou na área lateral dos trilhos. Durante a tarde, o governo do Estado do Pará emitiu comunicado em que afirmou ter desobstruído a EFC.

Se as negociações não avançarem, a possibilidade de ocupação da ferrovia novamente é grande. A pauta do movimento é extensa. Envolve questões ligadas ao MST, como o investimento em infra-estrutura dos assentamentos e desapropriação de áreas ocupadas, e relacionadas à mineradora, como o aumento do repasse aos estados. Hoje, a Vale é obrigada a repassar ao governo estadual 3% do faturamento líquido da produção local.

A Vale continua afirmando en nota que cabe aos governos federal e estadual a resolução de conflitos sociais que envolvam as reivindicações apresentadas pelo MST. No entanto, se nega a sentar para negociar a pauta que apresenta outras questões ligada diretamente a ela.

MST

Os anos 90 viram adentrar à cena política latino-americana dois movimentos sociais cuja significação política vai muito além das suas reivindicações específicas: o zapatismo, no México, e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, no Brasil. Depois da derrocada dos regimes políticos do leste europeu, com o triunfalismo que se seguiu com alguns intelectuais chegando mesmo a decretar o fim da história, a emergência desses dois movimentos sociais teve o mérito de repor aquilo que parecia está sendo olvidado, isto é, o caráter contraditório do sistema-mundo moderno-colonial.

Numa quadra histórica em que o pensamento único de corte neoliberal dominava ‘corações e mentes’ é compreensível que o zapatismo e o MST também passassem a ser vistos com um triunfalismo de sinal trocado onde, muitas vezes, se transferia para esses novos protagonistas a missão histórica que, antes, se destinava ao proletariado. Todavia, para além de triunfalismos de parte a parte, esses movimentos sociais trazem ao debate questões teóricas e políticas profundas que, acreditamos, exige a compreensão da nova configuração, inclusive geográfica, das lutas de classes que se desenha no mundo como resultado, inclusive, do novo ciclo de protestos que se inicia nos anos 70 e que perpassa as ulitmas décadas.

Num país, como o Brasil, onde nem mesmo a legislação trabalhista outorgada por Getúlio Vargas em 1934 se estendia aos trabalhadores rurais, é compreensível que surjam tanto movimentos sociais que busquem afirmar-se por meio de organizações autônomas próprias, caso das Ligas Camponesas, como aqueles que lutem por estender a legislação trabalhista ao mundo rural, o MST parece compreender isso melhor que qualquer outro movimento social no Brasil hoje, é impossível compreender esses mediadores e seus símbolos descontextualizados da história que fazem e que, ao mesmo tempo, os conforma. Hoje, podemos afirmar com segurança, que uma profunda reorganização societária estava em curso no Brasil já à época da constituição desses movimentos.

RESENHA

O filme “O Nome da Rosa”, conta à história do tempo em que a igreja católica mantinha o controle do conhecimento científico no mundo, onde somente suas teorias eram consideradas a verdade. A história demonstra como a igreja se procurou em manter uma noção errada do mundo, já que sua voz não poderia ser contestada e muito menos alterada, pois acreditava-se na sua inefabilidade.

A trama se passa coma morte de vários monges em um monastério, devido à leitura de um livro proibido. O livro em questão tinha as páginas envenenadas, tratava-se de uma comédia. Há nestes fatos diversas figuras de linguagens que devemos analisar. Inicialmente as mortes dos monges, todos morrem devido à leitura, ou seja, o conhecimento naquela época significava a morte para os monges no monastério, ou, em outra palavras, o conhecimento demonstraria ao leitor que suas crenças estavam erradas, e seu mundo não faria mais sentido. O envenenamento das páginas demonstra que para se manter como uma força política e religiosa a igreja deveria proibir e desestimular o conhecimento científico. E por fim a escolha do livro envenenado, uma comédia, de tantos livros que existiam escondidos no monastério, o mais perigoso, e que merecia ser envenenado, era uma comédia.

A comédia representaria o prazer da leitura, a leitura para todas as classes sociais, a disseminação do conhecimento. Se este ato viesse a se realizar seria fim do legado da igreja católica. No filme podemos perceber a incansável busca da igreja em manter a ignorância, onde qualquer tentativa contra as imposições da igreja era tratada como bruxaria pela santa inquisição, e seus seguidores seriam mortos na fogueira.

O filme termina com o aprendiz seguindo seu mestre, saindo do monastério, viajando por um nevoeiro, neste ponto aparece uma mulher e o aprendiz tem que escolher entre ficar e levar a vida que ele deseja, ou seguir a ciência, mesmo que seja através de uma ideologia que ele não acredita mais, e por um caminho que ele não sabe onde vai dar. O aprendiz segue seu mestre no nevoeiro, continua um monge, se submete às condições impostas pela igreja para poder estudar mais. Este é o espírito de um cientista.

Agora aqui estou, escrevendo sobre este filme que tantas vezes assisti, e pela primeira vez me vejo neste jovem aprendiz. Os caminhos para seguir a ciência são árduos também nos dias atuais. Não tenho medo da fogueira, nem tão pouco da igreja, mas hoje penso em como viver com apenas uma pequena bolsa de estudos, que sempre atrasa, e manter com ela um lar com uma criança que está para nascer. Não temos mais a igreja, mas temos nosso governo, não temos mais a fogueira, mas temos esta universidade sucateada.

Ontem jantei miojo com tomate porquê não tinha mais dinheiro para comprar outra coisa, faltei aula porquê não podia pagar a passagem. Se eu estudei tanto para me formar e passar por isto, por que desejo continuar a estudar? E porquê estou aqui, agora, lendo e me preocupando com este trabalho? Hoje posso imaginar como seria grande a tentação do aprendiz em abandonar seu caminho.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Repúdio a agressão!!

Este poster vêm ao público repudiar veementemente comentário de um certo Marconi, que no seu momento de insanidade resolve escrever atacando os movimentos sociais e a minha pessoa.

Ora não sabendo ele na sua santa ignorância que seu comentário foi bastante maldoso e equivocado. Palavras, concordâncias ou qualquer o outros erros gramaticais que tenha cometido pela pressa em postar deve e em grande parte são feitas as correções. No entanto, o TAL MARCONI que agora passa ser professor de portug"ueis" usa de toda violência escrita para atacar pessoas que pensam, e que não saqueiam a consciência de ninguém.

Camarada vá estudar pois sabe seu sobrenome pesa para sociedade!!!

Ocupação da Ferrovia


Foto: Waldir Silva



È certo os despossuídos
Armados de coragem
Desobedecer às
Leis de oprimir!
Provocar uma ceia de fartura
E combates
preciosos..."


A ocupação de parte da ferrovia que passa dentro da área do Assentamento Palmares faz parte da jornada de luta do MST. Com uma série de reivindicações o protesto pretende chamar atenção dos governos federal, estadual e municipal.

Este poster pode acompanhar na manhâ de hoje a movimentação levando a mensagem do mandato do Senador Nery de apoio ao movimento.

DESAFIO??

Um certo jornal local (a serviço da toda poderosa CVRD) estampa notícia dizendo que a ocupação é "um desafio a justiça federal". Dando enfase ao pedido de liminar d einterdito proibitório a favor da CVRD. Apesar da nota publicitária da companhia expedida a imprensa afirmando que o conjunto da pauta nada tem haver com ela. Vários pontos da pauta a empresa vai ter que negociar.

As contradições do chamado "desenvolvimento", baseado num modelo agrário, mineral e exportador que pouco tem melhorado as condições de vida do povo dessa região, é o principal agravante dos conflitos hoje existente no sul e sudeste do Pará.

Questões como a Lei Kandir que beneficia apenas as empresas exportadoras e o Distrito Florestal de Carajás a ser criado, são pontos relevantes que devem aguçar ainda mais o debate em torno do verdadeiro desenvolvimento dessa região.

Educação??

Fui convidado para dar uma aula de História em um Cursinho Comunitário como é denominado. Funciona na sede da Associação de Moradores da Nova Marabá na Folha 29. Bairro, assim como tantos outros carente de tudo. Principalmente de EDUCAÇÃO.

Pude perceber o esforço dos alunos e de alguns professores que estão doando um pouco de tempo para ajudar aquela comunidade. Mas também pude refletir! São inúmeros os programas educacionais tanto do poder público quanto privado (aqueles da responsabilidade social). Mas na prática as mudanças estruturais não estão ocorrendo, na verdade é muito dinheiro saindo pelo ralo e resultado que é bom, nada!

O Ensino Médio está fálido, isso já foi constatado. È um verdadeiro faz de conta. Os poucos que se interessam ou se esforçam terminam voltando a uma sala de aula de um cursinho para tentar chegar a universidade. Culpa de quem? Alunos? professores? URE? SEDUC? Ou deste sistema perverso que não prioriza o ensino de qualidade??

Enquanto isso o secretário Mario Cardoso não apresenta nenhuma proposta concreta.

Poemas de Barricada

Este é o título d euma brilhante obra de Charles Trocate - um bom companheiro das rodadas das lutas nesta terra que querem emancipar para o bem do capital.

Pujança!

"È certo punir a fome
E não as bocas
Que dela sentem.
È certo cavar-lhes o poço
para alcançar àgua quem
dela tem sede
E não cravar-lhes a morte!


È certo devolver a terra
aos que dela são todos
Descolonizar o arado
Devolver-lhes as plantações
E não perseguir
As colheitas!


È certo os despossuídos
Armados de coragem
Desobedecer às
Leis de oprimir!
Provocar uma ceia de fartura
E combates
preciosos..."
Charles Trocate


È tudo certo, menos passar fome com tanta riqueza aqui nestas terras que querem emancipar.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

CURTAS: DEU NA IMPRENSA

VIATURAS: Governo do PT/PMDB não compra uma!

A governadora anunciou oficialmente a vinda de 27 viaturas utilizadas nos Jogos Pan-americanos (PAN), do Rio de Janeiro para o Pará, além do pedido do helicóptero do PAN.
Com isso se confirma que até agora a governadora não comprou uma viatura se quer para policia. SENSAÇÃO DE INSEGURAÇÃO

PSOL vai às urnas

O PSOL deverá lançar candidaturas próprias nos principais municípios do Pará nas eleições de 2008. O censo finalizado pela legenda, no último dia 4 de outubro, indica que o partido já conta com mais de 3.800 filiados no Estado, divididos em cerca de 40 municípios paraenses.

Pobre da America Latina!

Cinco seculos depois de sua ""descoberta"", continua um paraíso terrestre para outros povos. Continua seu "calvário", carregando sua cruz, para o bem de nações desenvolvidas. É a sua probreza gerando a riqueza do outro.

Há dois lados na divisão internacional do trabalho: um em qeu algusn países s eespecializam em ganhar, e outro em que se especializam em perder. Nossa comarca do mundo, que hoje chamamos de America latina, foi precoce: perde desde os tempso em qeu europeus do Renascimento se abalançaram pelo mar e fincaram os dentes em sua garganta. passaram os seculos e a América Latina aperfeiçoou suas funções.

Candidaturas

Os nomes começam aparecer dos bastidfores para o cenário politico mais aberto, entre os possiveis candidatos temos: Asdrubal PMDB, Bernadete PT, Maurino PR, Italo PDT, João Salame PPS, Leonildo Rocha PTB e Demetrius PSDB. Este quadro pode mudar quando se aproximar o periodo das conversações mais intensas.

O PSOL também terá seu candidato como forma de apresentar um programa alternativo e de esquerda.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

PSOL rumo ao congresso municipal

Acontece hoje reuniao que vai deliberar a Comissão que vai organizr o I Congresso Municipal, na oportunidade será marcada a data também do congresso.

O partido tem crescido a cada dia com filiação de militante e pessoas entusismada com a cosntrução de uma alternativa socialista e pela necessidade de formar um novo campo de esquerda junto com a vanguarda de luta.

Seminário vai debater setor mineral Paraense

Segundo a Agencia Pará o Governo do Estado promoverá, no próximo dia 22 de outubro, de 8 às 18 horas, na Computer Hall, o seminário “Políticas Públicas, Sociedade e o Setor Mineral”,para definir uma nova política para o setor mineral paraense,

Com a participação de representantes da vice-governadoria e de várias secretarias estaduais, como Segov (Secretaria de Governo), Sedect (Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia), Sefa (Secretaria da Fazenda) e Seir (Secretaria de Integração Regional), o evento pretende inserir a extração e o beneficiamento da matéria-prima mineral no novo modelo de desenvolvimento para o Estado.

Com inúmeras reservas minerais, que atendem à grande e pequena mineração, o Pará é potencialmente rico, mas a falta de políticas específicas para o setor mineral impede que essa riqueza tenha um impacto positivo no desenvolvimento econômico e na melhoria da qualidade de vida da população.

Só no setor de gemas minerais (conhecidas popularmente como pedras preciosas), o Estado registra cerca de 250 ocorrências. Mas a maioria dessa grande concentração de gemas ainda é beneficiada (com lapidação e utilização na indústria joalheira) fora do Pará. “Os Arranjos Produtivos Locais (APLs) de base mineral, que podem contribuir para mudar essa realidade, serão discutidos no seminário”, informa João Carlos Ribeiro Cruz, diretor do Núcleo de Relações Interinstitucionais da Sedect.

Até 2009, devem ser investidos quase US$ 9 bilhões no setor mineral, gerando mais de 32 mil empregos diretos, principalmente no sudeste do Pará, onde está a Província Mineral de Carajás. O grande volume de investimentos aquecerá a economia das áreas de influências das grandes mineradoras e das médias e pequenas empresas do setor, gerando outros milhares de empregos indiretos.

O seminário terá ainda representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), Associação dos Mineradores de Ouro do Tapajós (AMOT) e Associação dos Municípios Mineradores do Pará, entidade presidida pelo atual prefeito de Marabá, Sebastião Miranda.

O grande problema é que geralmente eventos dessa natureza estão sendo marcados ou realizados em ultima hora, dificultando a participação de instituições e das pessoas que tem interesse.

Lixo e Cidadania

O Instituto Araguaia acaba de compactuar com um grupo de jovens da Cidade Nova com intuito de formar uma COOPERATIVA de Coleta e Reciclagemde Resíduos Sólidos. O Objetivo será a formação dos cooperados através de um curso que permita o acesso as informações e o conhecimento sobre o cooperativismo. Num segundo momento dará todo suporte necessário para organização e fundação da cooperativa.

Com a implantação da cooperativa vai ser possivel promover a inclusão social e economica de catadores de materiais recicláveis,além da geração de renda a várias famílias.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Sensação de INsegurança

O governo de Ana Julia nada mais é do que a continuidade do governo passado, só que com um AGRAVANTE. Até agora o governo do PT/PMDB não comprou uma viatura para equeipar as policias. As viaturas que estão sendo usadas, são todas LOCADAS. E por sinal são velhas e sem as minima scondições de uso. basta ver a policia passeando por ai de camionetes L-200 com placa cinza.

Os Helicopiteros da chamada base grupamento aereo ninguem ver mais. È pura incompetência este governo.Repete na prática o modelo tucano de governar.

Análise do Filme: Tropa de Elite

Matando pelo bem do Brasil




Em “Tropa de Elite”, o singular não é o filme em si, mas o estrondoso sucesso antes mesmo do seu lançamento. Como película, a obra de José Padilha repete em geral as receitas inovadoras de “Cidade de Deus”, sem o brilho do célebre longa-metragem de Fernando Meirelles: a criminalidade urbana como tema; o narrador como condutor da trama; os quadros dinâmicos em uma sucessão de clips. Uma espécie de plágio doce devido parcialmente ao fato de Bráulio Mantovani assinar os roteiros das duas películas.

Na essência, os filmes são opostos. Em “Cidade de Deus”, através da história da comunidade homônima, Fernando Meirelles relata a construção social do criminoso, para propor superação individual pela arte e pelo trabalho (fotografia) do destino do jovem favelado ao crime. Mantendo-se nos marcos da leitura da favela pela cidade, a câmara de Meirelles procura dar a voz aos protagonistas. No fundo, é leitura social otimista, ainda que ingênua.

Não há meias cores em “Tropa de Elite”, apesar do sinistro claro-escuro em que o filme se move. Os protagonistas e antagonistas são feitos de uma só peça: corruptos ou honestos às vísceras. Os únicos heróis são os policiais do BOPE, a sinistra tropa de elite carioca que, no filme, tortura, mata e morre em desesperada e incompreendida última defesa da civilização contra a barbárie, da cidade contra o morro. Ao iniciar a película, o narrador traça o quadro geral maniqueísta: “Se o Rio dependesse só da polícia tradicional, os traficantes já teriam tomado a cidade [...]”.

“Tropa de Elite” não cria muito. Limita-se a encenar sentimentos que ultrapassam os limites das classes altas e médias endinheiradas: a certeza de que a única solução para o crime, corporificação da maldade absoluta, é a mão-de-ferro da repressão sem piedade. Proposta com a qual a mídia martela uma imensa parcela da população que materializa, no sentimento de insegurança, o stress permanente produzido pelas incertezas e insatisfações da vida quotidiana.

O que não significa que o filme não possua soluções imaginosas, como a inversão da ordem normal dos fatores sociais, ao apresentar a execução do horrível traficante “Baiano”, branco, pelo honestíssimo Matias, policial e acadêmico de Direito, negro. Ou a melodramática superposição de papéis de Nascimento, o capitão do BOPE, organizador dos assassinatos e homem sensível à espera do primeiro filho, símbolo da inocência do mundo que defende, à custa de permanente descida ao inferno.

O deputado quer apenas saber o “quanto” vai ganhar, ao se associar a policiais que chafurdam no crime. Os estudantes discutem as causas e as soluções da marginalização social mas, no frigir dos ovos, são drogados hipócritas, traficantes e queridinhos de criminosos. Nesse mundo em degringolada, o único remédio forte é a morte e a tortura ministradas profissionalmente por policiais incorruptíveis, que entregam a vida se necessário no cumprimento de suas missões. Tudo pelo bem do Brasil.

José Padilha apenas dramatiza a apologia das execuções de populares pelas forças policiais, sob as ordens e cumplicidade das autoridades e os aplausos dos meios de comunicação. “Carandiru”, de Hector Babenco, denunciou sem maior sucesso o mega-massacre da polícia militar paulista. Invertendo o sinal, “Tropa de Elite” glamouriza mortandades como as do Complexo do Alemão, em junho deste ano.

Através da escusa da encenação do real, “Tropa de Elite” radicaliza as propostas de “Tolerância Zero” com a criminalidade, apresentadas incessantemente pela cinematografia estadunidenses de segunda linha. Sem pruridos, extrema insinuações de séries como “Lei & Ordem” sobre a legitimidade da execução e da tortura na obtenção de resultados louváveis: a eliminação do terrorista, a morte do traficante, a prisão do pedófilo.

Em fins dos anos 1980, o sucesso da subliteratura de tema esotérico de Paulo Coelho registrou a crise geral da confiança nas soluções sociais racionalistas, devido à vitória mundial da maré neoliberal. No mundo fantástico do segundo governo Lula da Silva, enquanto cresce a dilaceração dos laços sociais e nacionais, os ricos tornam-se mais ricos e as classes médias viajam ao exterior despreocupadas com a inevitável ressaca do dia seguinte do real-maravilha.

O sucesso de “Tropa de Elite” registra o conservadorismo crescente da população nacional, na esteira da fragilização do mundo do trabalho e mergulho geral das lideranças populares tradicionais na corrupção. É enorme vitória dos poderosos que policiais fardados de preto encarnem a solução da insegurança nacional, distribuindo a morte entre os pobres, sob a bandeira da caveira sorridente. “Tropa de elite, osso duro de roer, pega um, pega geral, também vai pegar você!”. E, se não te cuidares, meu chapa, vai te pegar, mesmo!




Mário Maestri é professor do curso de História e do PPGH da UPF.

Dia do Professor

A profissão pode ser a mais importante, mas continua desvalorizada!!

domingo, 14 de outubro de 2007

Círio de Nazaré: A Festa da Fé

Realizado em Belém do Pará há mais de dois séculos, o Círio de Nazaré é uma das maiores e mais belas procissões católicas do Brasil e do mundo. Reúne, anualmente, cerca de dois milhões de romeiros numa caminhada de fé pelas ruas da capital do Estado, num espetáculo grandioso em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, a mãe de Jesus.

No segundo domingo de outubro, a procissão sai da Catedral de Belém e segue até a Praça Santuário de Nazaré, onde a imagem da Virgem fica exposta para veneração dos fiéis durante 15 dias. O percurso é de 3,6 quilômetros e já chegou a ser percorrido em nove horas e quinze minutos, como ocorreu no ano de 2004, no mais longo Círio de toda a história.

Na procissão, a Berlinda que carrega a imagem da Virgem de Nazaré é seguida por romeiros de Belém, do interior do Estado, de várias regiões do país e até do exterior. Em todo o percurso, os fiéis fazem manifestações de fé, enfeitam ruas e casas em homenagem à Santa. Por sua grandiosidade, o Círio de Belém foi registrado, em setembro de 2004, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial.

Além da procissão de domingo, o Círio agrega várias outras manifestações de devoção, como a trasladação, a romaria fluvial e diversas outras peregrinações e romarias que ocorrem na quadra Nazarena.

Curiosidade: o termo "Círio" tem origem na palavra latina "cereus" (de cera), que significa vela grande de cera.

Extra: deu na Folha de S. Paulo

Lula admite disputar novo mandato, mas só em 2014
Petista afirma que apoiaria Aécio se ele entrasse no PMDB


Presidente propõe mandato de 5 ou 6 anos, sem reeleição

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz que poderá disputar um terceiro mandato em 2014 ou 2015: "A conjuntura do momento vai indicar". Em entrevista à Folha, ele afirmou apoiar a emenda que acaba com a reeleição, desde que o mandato seja estendido para cinco ou seis anos. Quer uma candidatura única à Presidência dos partidos aliados -"se tiver quatro candidatos no campo do governo, o governo vai ficar imobilizado"- e admitiu apoiar o governador Aécio Neves (PSDB-MG): "Se entrasse no PMDB e fosse candidato da base, não teria problema nenhum. Mas precisaria saber se a base quer".

sábado, 13 de outubro de 2007

TROPA DE ELITE: A CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA!

Para os que já viram o filme esse texto é imperdível. As vezes ficamos cegos, como a burguesia quer. Confesso que também cheguei a fazer comentários positivos do filme, como obra de ficção, mas esse texto me fez ver algo a mais.
Aos e às que ainda não viram vejam e tirem suas conclusões.
Boa leitura e feliz CIRIO DE BELÉM


"Homem de preto.

Qual é sua missão?

É invadir favela

E deixar corpo no chão"

(refrão do BOPE)


Não dá cair no papo furado de que "Tropa de Elite" é "arte pura" ou "obra aberta". Um filme sobre questões sociais não podia ser neutro. Trata-se de uma obra de arte objetivamente ideológica, de caráter fascista, que serve à criminalização e ao extermínio da pobreza. É possível até que os diretores subjetivamente não quisessem este resultado, mas apenas ganhar dinheiro, prestígio e, quem sabe, um Oscar. Vão jurar o resto da vida que não são de direita. Aliás, você conhece alguém no Brasil, ainda mais na área cultural, que se diga de direita?


Como acredito mais em conspirações do que no acaso, não descarto a hipótese de o filme ter sido encomendado por setores conservadores. Estou curioso para saber quais foram os mecenas desta caríssima produção, que certamente foi financiada por incentivos fiscais.


O filme tem objetivos diferentes, para públicos diferentes. Para os proletários das comunidades carentes, o objetivo é botar mais medo ainda na "caveira" (o BOPE, os "homens de preto"). O vazamento escancarado das cópias piratas talvez seja, além de uma estratégia de marketing, parte de uma campanha ideológica. A pirataria é a única maneira de o filme ser visto pelos que não podem pagar os caros ingressos dos cinemas. Aliás, que cinemas? Não existe mais um cinema nos subúrbios, a não ser em shopping, que não é lugar de pobre freqüentar, até porque se sente excluído e discriminado.


No filme, os "caveiras" são invencíveis e imortais. O único que morre é porque "deu mole". Cometeu o erro de ir ao morro à paisana, para levar óculos para um menino pobre, em nome de um colega de tropa que estava identificado na área como policial. Resumo: foi fazer uma boa ação e acabou assassinado pelos bandidos.


Para as classes médias e altas, o objetivo do filme é conquistar mais simpatia para o BOPE, na luta dos "de cima", que moram embaixo, contra os "de baixo", que moram encima.


Os "homens de preto" são glamourizados, como abnegados e incorruptíveis. Apesar de bem intencionados e preocupados socialmente, são obrigados a torturar e assassinar a sangue frio, em "nosso nome". Para servir à "nossa sociedade", sacrificam a família, a saúde e os estudos. Nós lhes devemos tudo isso! Portanto, precisam ser impunes. Você já viu algum "caveira" ser processado e julgado por tortura ou assassinato? "Caveira" não tem nome, a não ser no filme. A "Caveira" é uma instituição, impessoal, quase secreta.


Há várias cenas para justificar a tortura como "um mal necessário". Em ambas, o resultado é positivo para os torturadores, ou seja, os torturados não resistem e "cagüetam" os procurados, que são pegos e mortos, com requintes de crueldade. Fica outra mensagem: sem aquelas torturas, o resultado era impossível.


Tudo é feito para nos sentirmos numa verdadeira guerra, do bem contra o mal. É impossível não nos remetermos ao Iraque ou à Palestina: na guerra, quase tudo é permitido. À certa altura, afirma o narrador, orgulhoso : "nem no exército de Israel há soldados iguais aos do BOPE".


Para quem mora no Rio, é ridículo levar a sério as cenas em que os "rangers" sobem os morros, saindo do nada, se esgueirando pelas encostas e ruelas, sem que sejam percebidos pelos olheiros e fogueteiros das gangues do varejo de drogas! Esta manipulação cumpre o papel de torná-los ainda mais invencíveis e, ao mesmo tempo, de esconder o estigmatizado "Caveirão", dentro do qual, na vida real, eles sobem o morro, blindados. O "Caveirão", a maior marca do BOPE, não aparece no filme: os heróis não podem parecer covardes!


O filme procura desqualificar a polêmica ideológica com a esquerda, que responsabiliza as injustiças sociais como causa principal da violência e marginalidade. Para ridicularizar a defesa dos direitos humanos e escamotear a denúncia do capitalismo, os antagonistas da truculência policial são estudantes da PUC, "despojados de boutique", que se dão a alguns luxos, por não terem ainda chegado à maioridade burguesa.


Os protestos contra a violência retratados no filme são performances no estilo "viva rico", em que a burguesia e a pequena-burguesia vão para a orla pedir paz, como se fosse possível acabar com a violência com velas e roupas brancas, ou seja, como se tratasse de um problema moral ou cultural e não social.


A burguesia passa incólume pelo filme, a não ser pela caricatura de seus filhos que, na Faculdade, fumam um baseado e discutem Foucault. Um personagem chamado "Baiano" (sutil preconceito) é a personificação do tráfico de drogas e de armas, como se não passasse de um desses meninos pobres, apenas mais espertos que os outros, que se fazem "Chefe do Morro" e que não chegam aos trinta anos de idade, simples varejistas de drogas e armas, produtos dos mais rentáveis do capitalismo contemporâneo. Nenhuma menção a como as drogas e armas chegam às comunidades, distribuídas pelos grandes traficantes capitalistas, sempre impunes, longe das balas achadas e perdidas. E ainda responsabilizam os consumidores pela existência do tráfico de drogas, como se o sistema não tivesse nada a ver com isso!


O Estado burguês também passa incólume pelo filme. Nenhuma alusão à ausência do Estado nas comunidades carentes, principal causa do domínio do banditismo. Nenhuma denúncia de que lá falta tudo que sobra nos bairros ricos. No filme, corrupção é um soldado da PM tomar um chope de graça, para dar segurança a um bar. Aliás, o filme arrasa impiedosamente os policiais "não caveiras", generalizando- os como corruptos e covardes, principalmente os que ficam multando nossos carros e tolhendo nossas pequenas transgressões, ao invés de subirem o morro para matar bandido.


A grande sacada do filme é que o personagem ideológico principal não é o artista principal. Este, branco, é o que mais mata. Ironicamente, chama-se Nascimento. É um tipo patológico, messiânico, sanguinário, que manda um colega matar enquanto fala ao celular com a mulher sobre o nascimento do filho.


Mas para fazer a cabeça de todos os públicos, tanto os "de cima" como os "de baixo", o grande e verdadeiro herói da trama surge no final: Thiago, um jovem negro, pacato, criado numa comunidade pobre, que foi trabalhar na PM para custear seus estudos de Direito, louco para largar aquela vida e ser advogado. Como PM, foi um peixe fora d'água: incorruptível, respeitava as leis e os cidadãos. Generoso, foi ele quem comprou os óculos para dar para o menino míope. Sua entrada no BOPE não foi por vocação, mas por acaso.


Para ficar claro que não há solução fora da repressão e do extermínio e que não adianta criticar nem fazer passeata, pois "guerra é guerra", nosso novo herói se transforma no mais cruel dos "caveiras" da tropa da elite, a ponto de dar o tiro de misericórdia no varejista "Baiano", depois que este foi torturado, dominado e imobilizado. Para não parecer uma guerra de brancos ricos contra negros pobres, mas do bem contra o mal, o nosso herói é um "caveira" negro, que mata um bandido "baiano", de sua própria classe, num ritual macabro para sinalizar uma possibilidade de "mobilidade social", para usar uma expressão cretina dos entusiastas das "políticas compensatórias" .


A fascistização é um fenômeno que vem sendo impulsionado pelo imperialismo em escala mundial. A pretexto da luta contra o terrorismo, criminalizam- se governos, líderes, povos, países, religiões, raças, culturas, ideologias, camadas sociais.


Em qualquer país em que "Tropa de Elite" passar, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, o filme estará contribuindo para que a sociedade se torne mais fascista e mais intolerante com os negros, os imigrantes de países periféricos e delinqüentes de baixa renda.


No Brasil, a mídia burguesa há muito tempo trabalha a idéia de que estamos numa verdadeira guerra, fazendo sutilmente a apologia da repressão. Sentimos isso de perto. Quantas vezes já vimos pessoas nas ruas querendo linchar um ladrão amador, pego roubando alguma coisa de alguém? Quantas vezes ouvimos, até de trabalhadores, que "bandido tem que morrer"?


Se não reagirmos, daqui a pouco a classe média vai para as ruas pedir mais BOPE e menos direitos humanos e, de novo, fazer o jogo da burguesia, que quer exterminar os pobres, que só criam problemas e ainda por cima não contam na sociedade de consumo. Daqui a pouco, as milícias particulares vão se espalhar pelo país, inspiradas nos heróicos "homens de preto", num perigoso processo de privatização da segurança pública e da justiça. Não nos esqueçamos do modelo da "matriz": hoje, os mais sanguinários soldados americanos no Iraque são mercenários recrutados por empresas particulares de segurança, não sujeitos a regulamentos e códigos militares.


Parafraseando Brecht, depois vai sobrar para nós, que teimamos em lutar contra o fascismo e a barbárie, sonhando com um mundo justo e fraterno.


A trilha sonora do filme já avisou:


"Tropa de Elite,

Osso duro de roer,

Pega um, pega geral.

Também vai pegar você!"




(Ivan Pinheiro)

HORÁRIO BRASILEIRO DE VERÃO


O Horário de Verão tem como objetivo principal a redução DE ENERGIA da demanda máxima do Sistema Interligado Nacional no período de ponta. Isso é possível, pelo fato da parcela de carga referente à iluminação ser acionada mais tarde, que normalmente o seria, motivada pelo adiantamento do horário brasileiro em 1 hora.

Críticos do horário de verão alegam que a medida afeta o chamado relógio biológico das pessoas, principalmente das mais velhas, com prejuízos à saúde.


A idéia de se adiantar os relógios para aproveitar melhor as horas de sol foi lançada em 1784 nos Estados Unidos por Benjamin Franklin, numa época em que ainda não existia luz elétrica. Mas sua idéia não sensibilizou o governo americano. O primeiro país a adotar oficialmente o horário de verão foi a Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial.

Histórico
ESTABELECIDOS NO BRASIL POR DECRETO desde 1931, ainda que de forma descontínua, suas origens na verdade remontam à Inglaterra do ano de 1907.

Foi lá que um construtor londrino, membro da Sociedade Astronômica Real, chamado William Willett (1865-1915) deu início a uma campanha para diminuir o consumo de luz artificial ao mesmo tempo que estimulava o lazer dos britânicos.

Num panfleto de 1907 intitulado "Waste of Daylight" (Desperdício de Luz Diurna) Willett propôs avançar os relógios em 20 minutos nos domingos do mês de abril e retardá-los a mesma quantidade nos domingos de setembro.

As polêmicas surgiram ali mesmo. Especialmente entre os fazendeiros, que têm que acordar com o Sol não importa que horas marquem os relógios. Willett não viveu o suficiente para ver sua idéia colocada em prática. O primeiro pais a adotar o horário de verão acabou sendo a Alemanha, em 1916, seguido pela Inglaterra.

Era a Primeira Guerra Mundial. A economia de energia foi considerada um importante esforço de guerra, diminuindo o consumo de carvão, principal fonte de energia da época. A medida foi seguida por outros países europeus.

Os Estados Unidos o adotaram em 1918 junto com seu sistema de fusos horários. Foi difícil, mas os americanos acabaram se acostumando. Hoje eles sabem as datas de começo e término com anos de antecedência.

Como funciona
O PRINCÍPIO DO HORÁRIO DE VERÃO continua o mesmo: adaptar nossas atividades diárias à luz do Sol. Nos meses de verão o Sol nasce antes que boa parte da população tenha iniciado seu ciclo de trabalho. Assim, se os relógios forem adiantados durante esse período, a luz do dia será melhor aproveitada e as pessoas passarão a acordar, trabalhar, estudar e consumir energia em melhor consonância com a luz solar.

Hoje, aproximadamente 30 países utilizam o horário de verão em pelo menos parte de seu território. Contudo, embora as datas de início e término estejam relacionadas a uma estação do ano, elas não são definidas por critérios astronômicos


Começa hoje, no Brasil, o horário de verão e terminará no dia 16 de fevereiro de 2008.

Vamos a luta!

Nesta sociedade, estamos em luta permanente, e muitas delas não somos nós quem propomos, somos provocados.
De 15 a 19, próximo o MST e várias entidades estão com uma programação de lutas e precisa do apoio dos militantes revolucionários:
Dia 15: pela manhã: Marcha dos acampados do acampamento DINA TEIXEIRA, que fica a 14 Km de Parauapebas, até a cidade de Parauapebas. À tarde marcha pela cidade de Parauapebas, com ato publico. final da tarde ida para assentamento Palmares.
De 16 a 19: Estudos e ações.
Vamos à luta!

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

40 anos sem Che Guevara

‘A América Latina é uma esperança’, diz Evo nos 40 anos da morte de Che
Presidente boliviano fez um discurso marcadamente ambientalista, ao lado do local onde foram encontrados os restos mortais de Che Guevara, em Vallegrande, na região sudeste da Bolívia.

Bolívia - Sob o sol, o vento e a poeira fortes, o presidente da Bolívia, Evo Morales, falou nesta segunda-feira (8) para uma platéia de pouco mais de mil pessoas, ao lado do local onde foram encontrados os restos mortais de Che Guevara, em Vallegrande, sudeste da Bolívia. Um discurso marcadamente ambientalista deu o tom da fala do presidente boliviano, precedido por saudações de ex-guerrilheiros, intelectuais e representantes de Cuba e Venezuela que exaltaram o socialismo do século XXI.

"A América Latina deve viver com dignidade e liberdade. Não podemos mais ser o pátio dos fundos do imperialismo norte-americano", disse Evo, que teve nos Estados Unidos um dos focos principais de sua fala. "A luta heróica de Che e de outros revolucionários continuará até acabarmos com o capitalismo. Esta é a luta dos povos", afirmou.

O presidente boliviano defendeu a nacionalização dos recursos naturais, que tem garantido um aumento considerável no orçamento do país e nas reservas internacionais. "Antes, para onde ia este dinheiro?", indagou. Morales também defendeu a continuidade dos trabalhos da Assembléia Constituinte, como forma de avançar com as transformações no país. Uma das propostas é proibir a instalação de bases militares dos Estados Unidos na Bolívia.

Evo Morales voltou a fazer críticas à produção de biocombustíveis no continente, no momento em que fez uma referência direta ao Brasil, pedindo desculpas aos brasileiros presentes. "Trata-se de uma política totalmente equivocada. Os alimentos não podem ser para os carros norte-americanos", falou. O presidente também afirmou que a América Latina pode se tornar a "esperança da humanidade", se conseguir defender seus recursos naturais, falando especialmente da energia, da água e da terra. "Temos que lutar por uma nova forma de vida, para não transformar nosso continente em lixo. A América Latina é a esperança para os povos da Terra. Se cuidarmos bem dos nossos recursos naturais, seremos a esperança para a humanidade", disse.

Entre os brasileiros, estavam presentes o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e o dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra José Damasceno, que fez a entrega de um boné do MST e de uma bandeira da Via Campesina. Evo Morales mencionou críticas que recebera por conta de sua presença nos atos em homenagem a Che Guevara: "Não temos por que ocultar: somos humanistas, somos revolucionários. A luta antiimperialista também é um compromisso da presidência".

Disputa aberta
As localidades de Vallegrande e La Higuera, pertencentes ao departamento de Santa Cruz de la Sierra, parecem ter se transformado num palco de disputa simbólica entre os movimentos sociais e o governo boliviano, de um lado, e a direita do país, de outro. A população local, beneficiada por uma reforma agrária realizada há mais de 50 anos e muito religiosa, é conservadora, a despeito da pobreza que grassa na região. Soma-se a isso a propaganda ideológica proporcionada pelos meios de comunicação de Santa Cruz, a cidade mais rica da Bolívia, onde a elite local se "organiza e se recicla", nas palavras de Osvaldo Chato Peredo, presidente da Fundação Che Guevara.

"Não se trata de uma luta regional. Coincide com o fato de que Santa Cruz aglutina a direita boliviana. São interesses econômicos muito grandes, que não são simplesmente regionais", explica Chato. "A Bolívia esta dividida num mapa horizontal, entre os de cima, que sempre estiveram no poder, e os de baixo, que agora emergem", completa.

Desde o início do evento, os organizadores reclamam da pouca ajuda ofertada pelo prefeito de Vallegrande, que integra o partido Ação Democrática Nacional. Até mesmo os rumores de que grupos direitistas haviam tomado La Higuera eram boatos, possivelmente produzidos por setores da direita de Santa Cruz. Nas ruas, uma parte considerável da população local repete o discurso reacionário, de que preferem homenagear os soldados do exército oficial, que lutaram pelo país, a exaltar os "cubanos" que mataram os bolivianos na época.

Em contrapartida, Vallegrande, com a "sorte" de suas terras terem servido de túmulo para Che por mais de 30 anos, agora recebe obras do governo boliviano, com ajuda das embaixadas de Cuba e Venezuela. São reformas no hospital e melhorias no transporte, uma forte presença de médicos cubanos e a implementação dos programas de alfabetização baseados no método "Sim, eu posso". O embaixador de Cuba na Bolívia, Rafael Céspedes, lembra que a solidariedade entre os dois países é incondicional, sem contrapartidas. "É uma integração que faz parte do sonho do Che", diz.

Para o deputado federal Ivan Valente, há um conflito instalado no país. "As realizações do novo governo são bastante positivas no campo da saúde, da educação. Foi um choque para a elite boliviana. É um processo traumático, uma elite de 500 anos. E a região mais rica da Bolívia está produzindo uma ideologia conservadora, antiintegração da AL".

Em 2008, 80 anos
No ano que vem, no dia 14 de junho, Ernesto Che Guevara completaria 80 anos. Os representantes da Fundação Che Guevara afirmam que, possivelmente, ocorrerá um grande ato em Rosário, na Argentina, local de nascimento de Che.

Nesta segunda, uma caravana de táxis, ônibus e pessoas em carona percorreu as duas horas de estrada, à beira de despenhadeiros, até chegar em La Higuera. Um ato político foi realizado a partir da meia-noite, seguido de uma vigília na escolinha legal, onde Che foi fuzilado. Nesta terça (9), no dia dos quarenta anos da morte de Guevara, será realizado uma mística de encerramento, comandada pela Via Campesina Internacional. A atividade terá as presenças de João Pedro Stedile (MST), Dom Tomas Balduino (CPT), do ex-senador João Capiberibe e do ator Chico Diaz, entre outras personalidades brasileiras.

Renan se afasta da presidencia do senado



(foto, José Cruz/ABr)

Foi a prorrogação da CPMF que conseguiu, após cinco meses de crise, retirar o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência da Casa por 45 dias – como tanto queriam seus colegas. Até fortes aliados previam que ele não resistiria ao desejo da maioria.
No discurso, Renan foi claro: sai para dar tranqüilidade ao Senado, para para garantir suas "responsabilidades" (ou seja, CPMF) e para evitar que a acusação de espionagem revigore as representações a que responde.No entanto, o PSOL neste episódio todo fez 4 representações contra o aliado de LULA.

Aterro Sanitário ou Lixão???

O texto abaixo ´[e parte integrante de um Relatório produzido por mim quando estava na função de Conselheiro Municipal de Meio Ambiente na gestao ( 2005-2006):


Ao chegar à estrada de acesso nos deparamos com lixos jogados ao longo da margem da estrada, além de uma grota atingida por afluentes líquidos do Frigorífico Bertim, conforme se ver na foto em anexo, há um aspecto de espuma e coloração turva. Na mesma estrada conseguimos constatar a intrafegabilidade a partir de atoleiros e laminas de água sobre a mesma, portanto, impedindo o acesso de chegada até entrada do aterro. Na entrada do aterro pode perceber que a guarita estar abandonada sem nenhum guarda no portão. Conforme está explicito na foto a placa descerrada marca a inauguração em cinco de abril de dois mil e três. As placas que identificam todo o sistema integrado de resíduos sólidos estão abandonadas ou não condizem com a realidade. Ao adentrar no aterro sanitário a primeira situação de abandono foi encontrada no pátio do lixo séptico, onde existe uma escavação sem proteção com lixos hospitalares a céu aberto, sem as devidas medidas de proteção.

Percorrendo todo o local do que se chama ou deveria ser o Aterro Sanitário, fomos constatando inúmeras irregularidades, dentre elas: as células se transformaram em um verdadeiro lixão a céu aberto, restos de pneus queimados em locais inadequados, canal de conexão das células danificada, reator anaeróbico em mal estado de uso, presença constante de urubus, que impõem riscos as aeronaves. Além dessas implicações foram presenciados trabalhadores sem equipamentos de segurança que lhe garanta boas condições de trabalho operando a limpeza do reator anaeróbico, que pelo visto foi obrigado a quebrar a laje que serve de tampa


Justiça Federal manda fechar

Apesar da materi do jornal contradizer na capa com a informação, o que podemso chamar daqulio que um dia foi inalgurado como "atero Sanitário" , é apenas um LIXÂO hoje. Fato consumado e qualquer um pode fazer uma visita para confirmar. No que pese as informações passadas pelo secretário de obras do municipio,ele deveria dar explicação do por que que o ATERRO VIROU LIXÃO?

Falta de gestão, essa é a resposta adequada. O aterro deveria ter no minímo uma gestão que controlasse e cuidasse das células. Qu epor sinal foi muito bem feito, na verdade se houvesse gestão, não haveria URUBUS. Portanto, as aeronaves estariam seguras.

Este meu relatório ja foi divulgado inúmeras vezes nas atividades do Plano Diretor e outras reuniões publicas onde haviam agenste do governo munipal. No entanto, nada fizeram.

ParabénS a JUSTIÇA FEDERAL!!!

Parlamentares lançam "Fora Renan" para pressionar saída do presidente do Senado

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília


Com o apoio de 52 deputados e 16 senadores, foi lançado nesta quarta-feira o movimento suprapartidário "Fora Renan" para pressionar o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a se afastar do cargo. O grupo promete fazer manifestações semanais para pressionar Renan a deixar a presidência da Casa Legislativa.
O movimento é liderado pelos deputados da chamada "terceira via", mas tem o apoio discreto de deputados e senadores da base aliada do governo e, principalmente, da oposição. Os parlamentares articularam as principais ações do grupo em jantar de desagravo, nesta terça-feira, aos senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Pedro Simon (PMDB-RS) --que foram afastados pelo PMDB da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado.
"Queremos estimular toda a sociedade para aderir à pressão pelo 'Fora Renan'. Toda quarta-feira vamos fazer atos simbólicos fortes para mostrar que a permanência do Renan é inaceitável", disse o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).
O grupo deu início à coleta de assinaturas para um abaixo-assinado contra a permanência de Renan na presidência. No texto do documento, os parlamentares afirmam que o peemedebista conduziu o Senado a uma situação de contra-senso. "Senado e Câmara são a mesma coisa, todos somos parlamentares do Congresso Nacional. Assim somos cobrados pela sociedade e por isso defendemos mudanças", diz o abaixo-assinado.
Segundo Ivan Valente (PSOL-SP), os deputados estão dispostos a também paralisar os trabalhos da Câmara a partir do dia 2 de novembro caso Renan insista em permanecer no comando do Senado --a exemplo do que prometem senadores da oposição.
"Esse processo depende também da Câmara, não só do Senado, porque vamos paralisar todo o Congresso", afirmou Valente.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

O Capital e sua dominação

O Estado e o capital em conjunto sempre regularam as ações de dominação na região. Eles usam da força conjunta para favorecer grupos organizados na economia e na política, tendo como objetivo final a expansão e a concentração de capital na região. Nessa estratégia, utilizam a superexploração e colocam a natureza a serviço de grandes conglomerados econômicos. A exploração do homem e do seu ambiente passa ser regra.
Então o que temos como consequência de tudo isso: Trabalho Escravo, conflitos pela posse de terras, expropriados pelos impactos de Hidrelétricas, e a famigerda crescente violencia urbana nas cidades circunviznhas aos projetos impactantes.
Nossa região continua a ser espaço de colonização, não como os primitivos, mas como modelo expansionista dos tempos modernos. A Amazônia é um laboratório vivo em que todos os tipos de processos exploratórios acontecem sob a "otica do desenvolvimento".

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Um Mês depois......

Hoje faz exatamente um mês que perdi minha mãe, mas certamente a vida continua.




"Quando se lembrar de mim não permita que as lagrimas molhem seu rosto; abra seu melhor sorriso, pois sempre foi assim que gostei de ver meus filhos, meus irmãos e meu esposo, parentes e amigos. Alegre-se por mim"


Dona Genezia, assim o chamava nos momentos em que mais cativava seu carinho e tentava compreender como mãe e dona de casa. Sua força, sua energia nunca nos preocupou. Sua e sua coragem, nos determinava. Onde estiver esteja em paz, por aqui a vida continua......

Ribamar Ribeiro Junior - "Junior meu filho vêm cá......"


POSTAGEM DE NÚMERO 200