domingo, 30 de setembro de 2007

Araguaia > Torturados da Guerrilha clamam por indenização


Foto Correio do Tocantins


O reencontro foi histórico. Espera-se que os resultados também sejam. No último sábado, dia 22, um grupo de 294 pessoas que sofreram algum tipo de tortura durante a Guerrilha do Araguaia, entre os anos de 1972 e 1974, se reencontraram, menos para confraternização e mais para lutar por indenização nunca paga pelos governantes mesmo depois de passados 34 anos.

O 1º Encontro dos Torturados da Guerrilha do Araguaia aconteceu no plenário da Câmara Municipal de São Domingos do Araguaia, com participação de autoridades da área de direitos humanos das esferas estadual e federal, as quais conheceram a situação individual de quem foi torturado.
A guerrilha deixou seqüelas na região na região entre Marabá e São Geraldo do Araguaia. Muitas pessoas que não tinham relação com a guerra acabaram torturadas pelos militares do Exército sob acusação de estarem dando apoio aos guerrilheiros, que eram militantes do Partido Comunista do Brasil.

Para a secretária de Estado de Justiça e Direitos Humanos do Pará, Socorro Gomes, o encontro fez mais do que debater a lei da anistia, mas levou o Estado a pedir desculpas e reparar este erro histórico. Para ela, ao admitir que o governo é devedor, inicia uma aproximação e um encontro do governo para com a sociedade.
Ela também enalteceu o papel dos guerrilheiros e dos camponeses dizendo que o povo lutava por grandes e nobres ideais, mas os militares implantaram a noite do terror e do medo com o único objetivo de impedir as conquistas do povo. “Vocês são heróis e estarão nas páginas da história. A indenização é necessária, porém o mais importante é limpar o nome de cada um e colocá-los na galeria dos heróis”, enalteceu ela.
Para a guerrilheira Criméia Almeida, a Alice, é necessário ainda abrir os arquivos das Forças Armadas para descobrir muitos fatos que ainda estão encobertos. De acordo com ela, a Secretaria de Direitos Humanos do Pará tem buscado fazer este resgate. Criméia relembra que recentemente o Estado reconheceu as vítimas do massacre de Eldorado do Carajás, muito embora o episódio tenha ocorrido na vigência de um estado democrático, “mas a democracia não se conquista somente com leis, é necessário que a comunidade e toda a sociedade estejam atentas para acabar com os resquícios do estado autoritário, porque a história do Brasil é mais autoritarismo do que democracia”, destacou Alice.

Ibraim Rocha, procurador geral do governo do Estado, observou que esta é a primeira audiência da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça no Pará. Ele atribui o evento à luta incessante da governadora Ana Júlia junto ao governo federal. Para Ibraim, o encontro é uma reparação de uma ferida histórica. “A governadora está tentando sanar todas estas velhas chagas históricas e ao mesmo tempo evidenciar à sociedade que o estado não tolera este tipo de violência”, disse ele.
No final do encontro foi criado um Fórum Permanente da Guerrilha do Araguaia, que servirá como instrumento de acompanhamento constante dos processos que tramitam há mais de 10 anos na Justiça. Muitos requerentes estão idosos e alguns deles já até morreram.

Além dos camponeses que dizem ter sido torturados, um grupo de militares que atuaram na Guerrilha também entrou com ação na Justiça pedindo indenização. Os militares, que na época eram recrutas, alegam que foram mandados para uma zona de guerra sem receber nenhum treinamento para atuar nesse tipo de combate, conforme está previsto nas leis do País, por isso resolveram processar a União.
Entre as autoridades presentes ao evento estavam, além de Socorro Gomes e Ibraim Rocha, Paulo Abrão, presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça; e Paulo Vanuchi, representante da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência; e Sezostrys Alves da Costa, vice presidente da Associação dos Torturados da Guerrilha do Araguaia. (Josélio Lima e Ulisses Pompeu)

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Que que isso?

25/09/2007 - 07h31
'Privatização' da Amazônia pode ser 'boa notícia', diz 'La Nación'


As concessões de partes da floresta amazônica para exploração privada, regulamentadas na semana passada pelo governo brasileiro, "podem ser uma boa notícia", na avaliação de reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário argentino La Nación.

O jornal observa que o argumento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é de que "se isolar a maior floresta do planeta do contato humano é uma utopia, pelo menos que aqueles que a exploram o façam de forma sustentável".

A reportagem comenta que serão arrendados nos próximos meses 220 mil hectares no Estado de Rondônia.

"O grande problema da Amazônia é a falta de fiscalização", afirma o jornal. "Por isso, 70% do arrecadado com a licitação se destinará aos órgãos de fiscalização da selva. Segundo o Greenpeace, cada fiscal é responsável por uma área do tamanho da Suíça." Segundo a reportagem, "a diferença entre o desmatamento e 'o manejo florestal sustentável' que deverão realizar as empresas que venham a obter as concessões pode ser medida matematicamente".

"Segundo o Ministério do Meio Ambiente, enquanto no primeiro caso se extraem todas as árvores para vendê-las ou para utilizar a terra, na utilização sustentável se extraem entre 5 e 6 árvores das 500 que pode haver em um hectare de selva", diz o texto.

O jornal comenta que "a decisão de lançar os contratos de gestão e desenvolvimento é parte do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia empreendido pela ministra Marina Silva". "Com várias medidas, esta militante histórica pela preservação reduziu em 49% o desmatamento desde 2004", diz a reportagem.

Segundo o diário argentino, "a falta de desenvolvimento nas regiões da selva termina fomentando a destruição". "Por isso se licitarão áreas da selva. O trabalhador sem emprego ou renda se converte em mão de obra para operações ilegais. Quando manter a selva de pé é um bom negócio, a destruição se detém. O ambientalismo pragmático talvez seja mais eficiente do que as utopias", conclui.

domingo, 16 de setembro de 2007

Estamos de volta se derrubar é Penalte!!!!



A familia Virgínio Ribeiro/Maciel Lima

Agradece a todos que se solidarizam com a perca de nossa matriarca.

Fé e força pra luta continuar!!!

Entendendo a Paralisia facial

O que é o "Nervo facial" ?

O nervo facial é um dos 12 nervos cranianos, sétimo par, que se origina no tronco cerebral com um ramo indo para cada lado. Ele tem aproximadamente 13,000 neurônios, sendo que cerca de 7,000 servem como unidades motoras para a face. Ele é protegido por um canal ósseo que caminha mais ou menos por baixo da orelha.
O nervo facial é muito pequeno. Quando sai do canal auditivo interno ele tem menos de um milímetro de diâmetro. A boa noticia é que existem milhares de fibras nervosas nessa minúscula estrutura, como num cabo telefônico, e essas fibras são muito resistentes a danos.
O nervo facial parece um cabo telefônico que contém 7000 fibras individuais dentro dele.
Cada fibra carrega impulsos elétricos para um músculo específico da face. Nós temos 2 nervos faciais um para cada lado do rosto que funcionam independentemente um do outro. As informações que passam através das fibras deste nervo permite que expressemos nosso sorriso, choro, risada, e tristeza, por isso este nervo leva o nome de "nervo da expressão facial". Quando estas fibras nervosas estiverem parcial ou totalmente interrompidas ocorre uma diminuição ou paralisia total nos músculos da face.

Quando estas fibras estiverem irritadas podem aparecer espasmos ou movimentos involuntários na face (popularmente conhecidos como "tiques" nervosos). O nervo facial não só carrega impulsos para os músculos da face, mas também para outros locais como glândulas lacrimais e salivares e ao músculo do estribo (pequeno osso que existe dentro do ouvido) . Ele também transmite o sabor sentido na parte da frente da língua. Uma vez que a função do nervo facial é tão complicada, muitos sintomas podem ocorrer quando as fibras do nervo facial estiverem com problemas. Além da paralisia da face, que prejudica o fechamento do olho e o movimento da boca e o enrugamento da testa a pessoa poderá apresentar secura nos olhos e na boca e alterações no paladar (gosto diferente na boca).

Como ele funciona ?

O nervo facial é como um "fio" que sai do cérebro e entra no ouvido juntamente com o nervo da audição e do equilíbrio. Ele atravessa o ouvido passando dentro de um canal ósseo, muito próximo de estruturas como os ossinhos do ouvido, do labirinto e do tímpano. Depois disso ele sai no pescoço e se ramifica na face passando dentro da glândula salivar chamada parótida. Ramos dele inervam a glândula lacrimal e a língua.

Quando vou melhorar ?

O tempo de retorno é variável conforme a causa e tipo da lesão. O seu médico não vai poder responder a esta pergunta na primeira consulta mas se você seguir estritamente as orientações do médico especialista na grande maioria das vezes você terá um retorno à normalidade em um tempo rápido.
Nunca espere muito tempo para procurar o tratamento pois quanto mais cedo voce fizer melhor será sua recuperação.
Quais são os cuidados necessários para o rosto ?

Quando o nervo facial está paralisado uma atenção especial deve ser tomada com relação ao olhos. Como normalmente o olho está seco ou o movimento da pálpebra está diminuído você deve usar um colírio apropriado para prevenir a formação de úlcera de córnea e cegueira. Seu médico vai indicar. A noite deve ser usada uma pomada oftalmológica e o olho deve ser ocluído.
As vezes seu médico vai lhe indicar reabilatação (fisioterapia). Este tratamento tem que ser muito bem feito e sob orientação de seu médico. Nunca faça fisioterapia tipo "choque" elétrico no rosto e nem procure fisioterapia antes de ver o médico especialista (otorrinolaringologista).

O que é paralisia facial ?

A paralisia facial é o acometimento total ou parcial dos músculos de uma hemiface. Tem etiologias, características, formas de aparecimento e tempo de recuperação completamente diferentes.
Geralmente unilateral, paralisia facial é uma ausência, ou diminuição importante, dos movimentos faciais, causada por uma lesão do nervo facial. Este é o nervo do corpo mais freqüentemente paralisado, e também o mais visível.

Alguns dos sintomas iniciais podem incluir sensação de dormência ou fraqueza, sensação de pressão ou inchaço do lado afetado, mudanças no paladar, intolerância a barulhos, olho ressecado e algumas vezes dor ao redor, ou no próprio, ouvido. Algumas das causas da paralisia facial são:
Trauma - acidentes, batidas no lado da cabeça ou face.
Tumores - tanto benigno (neuroma acústico) quanto maligno (tumor cerebral)
Congênito - presente ao nascimento
Infeccioso - Paralisia de Bell, Sindrome de Ramsay Hunt (Herpes Zoster)