quinta-feira, 31 de maio de 2007

CONSULTA URBANA: SOBRE PROBLEMAS AMBIENTAIS

Teve abertura ontem (30) a Consulta Urbana sobre problemas ambientais, faz parte do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Apenas duas cidades brasileiras foram escolhidas para continuar no Programa, Marabá e Ponta Porâ (MS).

O Mandato do Senador Nery esteve representado pelo ambientalista e sociólogo Ribmar Ribeiro Junior, que pediu modificação no relatório Ambiental Integrado, pois segundo Ribamar há uma série de equivocos que precisam de mudança. Entre eles o da não existência de um aterro sanitário em Marabá, contrariando o que o relatório apresenta, como tendo.

O ponto fraco do evento foi a pouca participação, Ribamar chamou atenção de todos e culpou a prefeitura por nao mobilizar os váriso setores da sociedade.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

BICICLETAS: Secretário não conhece a realidade!!

O secretário de educação Mario Cardoso promete incluir bicletas como transporte escolar.


Durante exposição na III Conferência de Educação do Campo, o secretario Mario Cardoso (SEDUC), não apresentou nenhuma proposta de governo e nem de estado com relação a politica de EDUCAÇÃO DO CAMPO. No entanto, ao falar de transporte escolar disse: que vai comprar bicletas e doar aos estudantes da zona rural. Afirmou que naoseria uma politia assistencialista, porém demostrou nao conhecer a realidade do campo.

Como as condiçoes climáticas e as situações das estrdas vicinais não são muito boas em determinadas epocas do ano, a proposta do titular da SEDUC não condiz com a realidade. Além da mobilidade constante de alunos, é mais fácil se ter um politica de transporte escolar que atenda todos do que alguns.

Além do mais, o que precisa é estrada, onibus para qu possa trafegar e buscar os alunos nos lotes. Neste sentido, os conferecista tem razão pis conhece a sua realidade e compreenderam qeu o Governo do Pará ainda não acordou para a situação dos que moram no campo.
RRJ

CORRUPÇÃO: PSOL representa contra presidente do senado

29/05/2007 - 13h35

PSOL entra com representação no Conselho de Ética contra Renan

RENATA GIRALDI
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília


O PSOL decidiu hoje entrar com uma representação no Conselho de Ética do Senado contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), por quebra de decoro parlamentar. A presidente nacional da legenda, a ex-senadora Heloísa Helena (AL), sugeriu ainda que o senador se afaste do comando do Senado até que todos os esclarecimentos sejam concluídos.

"Todo parlamentar investigado é natural e salutar que saia da posição de comando", disse Heloisa Helena, depois de se reunir com a bancada do partido por quase duas horas em Brasília.
Os três deputados e o senador José Nery (PSOL-PA) apoiaram a iniciativa e encaminharam a decisão ao presidente temporário do Conselho de Ética, o corregedor-geral do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP).

O PSOL quer que o órgão investigue Renan por "recebimento de vantagens indevidas durante o mandato parlamentar" numa referência à denúncia de que ele teria recebido dinheiro de um lobista ligado à construtora Mendes Júnior para pagar contas pessoais.

Paralelamente, o PSOL defende a instauração de uma CPI das Obras para investigar não apenas as denúncias envolvendo Renan, mas os demais parlamentares supostamente beneficiados por construtoras conforme apuração da Operação da Navalha.

"Só a CPI pode identificar a triangulação do 'propinódromo'. É a comissão parlamentar de inquérito que está autorizada a quebrar sigilos, por exemplo", afirmou Heloisa Helena.

Pelo regimento da Casa, a representação do PSOL no Conselho de Ética já basta para o órgão abrir um processo por quebra de decoro parlamentar --que pode resultar, inclusive, na perda de mandato.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Quem diria: LULA quer acabar com DIREITO DE GREVE!!!

Proposta endurece regra para greve de servidor


A proposta de lei de greve do governo Lula "e do seu PT" cria a categoria de serviços públicos essenciais inadiáveis para endurecer com as paralisações do funcionalismo. Prevê ainda multa de até R$ 30 mil por dia para sindicatos que deflagrem greves consideradas ilegais pela Justiça.Está na Casa Civil um anteprojeto de lei, elaborado pelo Planejamento e analisado pela AGU (Advocacia Geral da União), que torna essenciais todos os serviços públicos federais, estaduais e municipais.

Elenca regras mais rígidas para 19 serviços considerados inadiáveis, como tratamento e abastecimento de água, defesa civil, pagamento de benefícios do INSS e controle aéreo civil.Pelo projeto, no caso de serviço inadiável, a greve deve ser comunicada com antecedência de 72 horas. Nos demais, com 48 horas. Na primeira hipótese, deve ser garantido pelo menos o funcionamento de 40% do serviço, com possibilidade de o poder público pedir que esse limite seja ampliado.

Caso Justiça julgue a greve legal, 50% do período de paralisia terá que ser reposto. Se for considerada ilegal, é previsto o desconto imediato do tempo parado. O anteprojeto permite piquetes para "convencimento", mas, se for considerado violento, há previsão de demissão. A Casa Civil pretende discutir com alguns ministérios a proposta antes de finalizá-la para a apreciação de Lula. Serão feitos ainda debates com as centrais sindicais. Após isso, o projeto irá para o Congresso.
JULIANNA SOFIAKENNEDY ALENCARDA www.folhadesaopaulo.com.br

CASO SUDAM: Justiça bloqueia bens de 13 acusados

Entre eles um ex-prefeito e ex- sócio do grupo Revemar


A Justiça Federal no Pará determinou novamente a indisposição dos bens de 13 pessoas e cinco empresas acusadas de desvios de verbas da extinta Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia). Com a decisão, chega a 33 o número de envolvidos no caso Sudam que tiveram os bens desbloqueados em abril e que, neste mês, foram novamente decretados indisponíveis.

As empresas Agroindustrial Terra Norte S/A, Agropecuária Pedra Roxa S/A, Agropecuária Santa Efigênia S/A., Agropecuária Vitória Régia S/A. e Indústria Café Ouro Preto S/A. tiveram os bens bloqueados, assim como os acusados Armindo Dociteu Denardin, David Castor de Abreu, Elvis Antônio Lazarini, Francílio Valdenor de Almeida Pinheiro, Francisco Adailson Nobre Mendonça, Ivete Fernandes de Abreu, José Albano Fernandes Sobrinho, José Mario Lazarini, Laudelino Délio Fernandes Neto, Luciano Albano Fernandes, Maria Auxiliadora Barra Martins, Silvane Vieira dos Santos e Silvério Albano Fernandes.

Segundo o Ministério Público Federal no Pará, os bens estavam desbloqueados porque o juiz federal Herculano Nacif arquivou ações por improbidade administrativa movidas pelo MPF. O procurador regional da República Marco Antônio Almeida entrou com recursos no Tribunal Regional Federal da 1ª Região e ajuizou ações civis públicas pedindo a devolução das verbas desviadas.

www.diariodopara.com.br dia 28/05

segunda-feira, 28 de maio de 2007

OCUPAÇÃO DA HIDRELÉTRICA

Danos sociais foram causas do protesto


Para inundar 2.430 km2 de florestas e criar em Tucuruí o segundo maior lago artificial do mundo, as Centrais Elétricas do Norte (Eletronorte) tiveram de desalojar 32 mil famílias de agricultores e ribeirinhos. O dano ambiental que isso provocou nunca foi medido. Mas, o social, repercute ainda hoje. Seu escoadouro foi a invasão da hidrelétrica na madrugada de quarta-feira por 600 integrantes do Movimento de Atingidos por Barragens (MAB), Via Campesina, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e outras organizações sociais.

O protesto por pagamento de indenizações aos prejudicados com a construção da usina- sempre renovado a cada ano e protelado pela Eletronorte-, além de outras cobranças como construção de escolas, postos de saúde, criação de assentamentos da reforma agrária e asfaltamento das estradas intransitáveis da região, pareciam fazer parte de uma estressante rotina.


Nos últimos dez anos, o que havia sido incorporado à realidade da conturbada cidade de Tucuruí- passeatas que sempre acabavam em gritos e palavras de ordem no portão da Eletronorte contra a histórica omissão do governo federal em atender singelas reivindicações de moradores expropriados até mesmo de seus direitos- virou de uma hora para outra em uma grande arma nas mãos de líderes do movimento. Na véspera, eles foram informados que o esquema de segurança para proteger a hidrelétrica de eventual invasão era muito frágil, principalmente à noite.

www.amazoniahoje.com.br

domingo, 27 de maio de 2007

Deu na IMPRENSA neste domingo:

Siderúrgicas bancaram campanha de Ana Júlia

As usinas siderúrgicas instaladas no sul do Pará - quase todas multadas pelo Ibama por consumirem carvão vegetal sem origem sustentável - foram as maiores doadoras da então candidata Ana Júlia Carepa (PT) nas eleições ded 2006 para o Governo do Estado.

Intermediário

Empresário do setor da construção civil foi esta semana cobrar o pagamento de uma fatura na Secretaria Executiva de Obras. Lá, foi informado que deveria procurar a Secretaria de Saúde, onde foi informado pelo diretor administrativo-financeiro, Paulo Massoud, que a liberação de qualquer pagamento somente poderia ser feita após autorização expressa do ex-deputado José Priante, candidato derrotado ao governo do Estado em 2006 pelo PMDB. Como Priante não trabalha na Sespa e nem é mais deputado, o empresário achou tudo muito estranho.

Entrevista com o Senador Nery (PSOL-PA)

"A corrupção atinge a todos os cidadãos"

O senador José Nery (Psol-PA) assumiu o mandato com a eleição de Ana Julia Carepa (PT) para o Governo d Estado e está mostrando serviço. Trabalha intensamente para aprovar o projeto que garante a desapropriação para fins de reforma agrária das fazendas onde se detectar trabalho escravo e foi um dos principais articuladores da CPI da Operação Navalha.

1 PD - O Pará lidera as estatísticas de trabalho escravo no Brasil, segundo dados do Ministério do Trabalho e do Emprego. O que fazer?

JOSÉ NERY: De um modo geral, o trabalho escravo é incentivado pela impunidade e pela falta de uma reforma agrária de verdade. Sem terra, os trabalhadores ficam mais vulneráveis à ação dos gatos. Para muito deles, é melhor deixar a família para arriscar a sorte nas fazendas longe de casa, do que ficar parado vendo a família passar fome. Apesar da legislação trabalhista, é preciso criar mecanismos para aumentar a punição dos culpados por essa chaga social. Por isso, é fundamental a aprovação do projeto de emenda constitucional que prevê a desapropriação, para fins de reforma agrária, de terras onde sejam encontrados trabalhadores onde sejam encontrados trabalhadores em situação análoga à de escravo. Estamos lutando por isso, mas não é fácil porque a medida enfrenta resistências de alguns setores que insistem em proteger os escravocratas modernos...

O Pará aparace em primeiro lugar em assassinatos no campo em conflitos pela posse da terra, segundo dados da Comissão Pastoral da Terra. Fazer o quê?

JOSÉ NERY: Como ocorre no caso do trabalho escravo, os conflitos no campo também se alimentam da impunidade e da ausência do Estado. Eu acredito, contudo, que a solução para esses problemas é uma ampla, geral e irrestrita reforma agrária. É por isso que temos lutado há décadas. Os governos federal e estadual devem levar essa questão mais a sério.

PD - Por que o senhor esta defendendo a CPI da Operação Navalha?

JOSÉ NERY: Mais do que nunca, o Congresso Nacional tem a obrigação de passar todas essas denúncias a limpo, sob pena de estar tendo não apenas uma postura de omissão, mas de acobertamento de possíveis erros cometidos por parlamentares e servidores públicos. Desculpa o trocadilho com o nome da operação, mas, se for necessário, Legislativo e Executivo terão que cortar na própria carne. A extensão das denúncias divulgadas até agora nos obriga a trabalhar para buscar a verdade dos fatos e a punição dos culpados, sob pena de comprometer ainda mais a credibilidade das instituições. Paralelamente às investigações temos que criar medidas para combater a corrupção, uma praga que contribui para os graves problemas sociais do país. O dinheiro que sobra em contas bancárias no exterior falta nas escolas, nos hospitais, nas estradas. A corrupção tem consequências muito maiores do que se imagina e essas consequências atingem a todos os cidadãos.

sábado, 26 de maio de 2007

Educação do Campo: III Conferencia Regional de Educação do Campo do Sul e Sudeste do Pará

Marabá vai sediar, de 28 a 30 de maio, no auditório da Secretaria Municipal de Saúde, a II Conferência Regional de Educação do Campo Sul e Sudeste do Pará, com o tema “Políticas públicas, currículo e educação do campo”. São organizadores do evento: os colegiados de Pedagogia, Letras e Ciências Agrárias do campus da UFPA; Fundação Agroambiental do Tocantins Araguaia (FATA/EFA); Fetagri Sudeste; MST, Semed/Marabá; Copserviços; Emater; campus da UEPA;4ª. URE; e CPT/Marabá.

Entre seus objetivos está a busca do fortalecimento dos espaços de encontro, socialização, debate e construção coletiva de propostas que subsidiem e comprometam a ação do Estado na organização e efetivação de uma política pública de educação do campo.

Entendem as entidades que historicamente a população do campo foi alijada do direito à educação escolar, de forma que quando esta lhe foi ofertada chegou como escolas precárias, mal estruturadas, sem recursos materiais e didáticos adequados, funcionando com turmas multisseriadas e com professores mal pagos e sem preparo para lidar com tal situação.

“No campo, diz o convite para o seminário, a chamada escola rural se materializou reproduzindo um modelo curricular importado da educação urbana, tendo este como referência para organização do tempo escolar, das práticas pedagógicas, do ensino disciplinar, etc, o que fez com que predominasse uma visão curricular tradicional que trata o conhecimento como algo a ser consumido, sustentando uma compreensão da educação como processo de formação meramente instrucional, que desprestigia os sujeitos, saberes, realidade e demandas locais.

”Com esse entendimento, os movimentos campesinos (com apoio de organizações não-governamentais, universidades, órgãos e secretarias de governo envolvidos nacionalmente no Movimento Nacional por uma Educação do Campo), vêm empenhados numa luta que visa assegurar, às populações rurais, não somente o acesso à escola de qualidade mas também voltada as necessidades e saberes dessa clientela.
A. B

Índios continuam ocupado rodovia

BR-163 Protesto reivindica a demarcação da terra indígena Baú e melhorias em aldeias de três etnias

Cerca de 200 índios de três etnias ocupam desde as 8h da última quinta-feira o Km 878 da rodovia BR-163 (Santarém-Cuiabá), na localidade de Cachoeira do Curuá, perto da divisa do Pará com o Mato Grosso. A situação na tarde de ontem, apesar de tensa, estava sob controle, sendo monitorada de perto por policiais militares do Destacamento da PM de Castelo dos Sonhos.
As informações na tarde de ontem davam conta ainda que os índios, das aldeias Baú, Mekrarotire e Pirakanu, da etnia Kaiapó, poderiam ocupar a qualquer momento o trecho que fica próximo à localidade de Alvorada da Amazônia, em Novo Progresso, o que não se confirmou. O trecho em questão fica no sentido oposto ao do primeiro bloqueio. Esse outro fica a cerca de 160 quilômetros mais para dentro do Pará. Caso o trecho seja ocupado, o município ficaria completamente isolado.

Os indígenas reivindicam energia elétrica e assistência médica para as três aldeias, estradas de acesso, mas principalmente a demarcação da terra indígena Baú por parte do Incra, pleitos que envolvem majoritariamente órgãos do governo federal. O problema é que até agora não apareceu ninguém do governo federal aqui para dar uma resposta a eles”.

Enquanto isso, o governo do Estado fica caladinho, omisso!!! E o governo LULA não tem uma politica direcionada que atenda os indigenas.

CPI TEM APOIO NO SENADO E DEPENDE AGORA DA CÂMARA


O senador José Nery (PSOL-PA) anunciou nesta quinta (24) que conseguiu as 27 assinaturas necessárias no Senado para instalar a CPI da Navalha para investigar emendas e licitações de obras públicas, alvo da Operação Navalha da Polícia Federal.
O presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), se recusou a assinar. "Ele disse que só assinaria se estivesse faltando alguma", afirmou Nery. Renan tinha afirmado o contrário. "Se for necessário constituir uma CPI para que tudo fique esclarecido, descerei da isenção que devo ter para assinar, em primeiro lugar."Na Câmara, líderes de partidos de oposição afirmaram ontem que recolheram 132 assinaturas -são necessárias 171 na Câmara, o deputado Chico Alencar do PSOL do Rio de Janeiro lidera a coleta de assinatura.
A maioria da Câmara segue reticente em relação ao assunto. O clima ainda é de apreensão diante da ameaça do surgimento de novos nomes de parlamentares envolvidos no escândalo

CAMPO MINADO: No Pará, Indios e agricultores fazem 5 reféns


Índios tembés e agricultores mantêm desde quarta (24) cinco reféns, entre eles o superintendente do Incra no Pará, em Capitão Poço (217 km de Belém). Os tembés exigem a saída dos trabalhadores rurais de suas terras e os agricultores reivindicam assentamentos. Mas os dois grupos se uniram na ação.
Também são mantidos no local três funcionários da Funai e o chefe da unidade do Incra em Capitão Poço, Francisco das Chagas. Ele disse, por telefone, que os líderes ameaçam levar os reféns para a reserva da tribo.
Enquanto isso não há politica indigenista no PSEUDO GOVERNO DOS TRABALHADORES.

DEMOCRATIZAÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO: HUGO CHAVEZ FAZ!! LULA NÃO FAZ!!

Venezuela inaugura rádio multiestatal e tira TV do ar

Emissoras privadas e públicas de 17 países, Brasil incluso, integram projetoRádio do Sul, "ferramenta para a transformação", entra no ar amanhã, quatro dias antes de a concessão da oposicionista RCTV acabar

O governo Hugo Chávez lança amanhã a Rádio do Sul, projeto de rádio multiestatal composta por emissoras de 17 países, entre os quais o Brasil."É uma rede de emissoras da qual participam rádios públicas, privadas e comunitárias que têm afinidade conosco", explicou ao BLOG Helena Salcedo, coordenadora do projeto."Há uma campanha midiática não só contra a Venezuela mas contra todos os países que estão buscando a inclusão do maior número de pessoas. E a rádio tem muito mais penetração do que a TV", disse Salcedo ao justificar o projeto.

Segundo a coordenadora, participam da Rádio do Sul emissoras também da Argentina, de Cuba, do México e dos EUA, entre outros países.No Brasil participam, sempre segundo Salcedo, a Radiobrás e a rádio Pop Goiaba, ligada à Universidade Federal Fluminense (UFF), de Niterói.

A Radiobrás, no entanto, ainda não respondeu à Rádio do Sul sobre a proposta de parceria entre as emissoras.De acordo com a chefe do departamento de rádio da Radiobrás, Taís Ladeira, a proposta é de que a emissora brasileira disponibilize conteúdo para compor a grade de programação da nova rede. Por serem programas já produzidos, a Radiobrás não teria custos, caso resolva se engajar no projeto."O objetivo fundamental é que seja um meio de comunicação como ferramenta para a mudança, para a transformação", disse Salcedo, que acumula o cargo de diretora da Rádio Nacional da Venezuela.As transmissões devem começar às 18h de amanhã, pelo site www.radiodelsur.org.

RCTVA Rádio do Sul entrará no ar no momento em que a Venezuela vive a expectativa do fim da RCTV, que deve deixar de transmitir a partir da madrugada de domingo, quando termina sua concessão. No lugar, o governo Chávez colocará mais uma emissora pública, a Tves- há ainda a Telesur, a VTV e a Vive TV. O fim da RCTV tem provocado manifestações em Caracas nas últimas semanas, tanto de oposicionistas quanto de chavistas. Ontem jornalistas fizeram um cartaz de 1 km de extensão para protestar contra o fim da concessão

23 de Maio foi Dia de Mobilização dos Trabalhadores

A unificação de movimentos populares, organizações sindicais e estudantis de todo o país para construir uma Jornada de Luta no dia 23 de maio, aponta que há uma retomada das mobilizações da classe trabalhadora. Desde o Plebiscito Popular contra a Alca, em 2002, não se conseguia unificar tantas forças políticas, movimentos e organizações em torno de um mesmo objetivo.

Da mesma forma, no dia 25 de março desse ano, um Encontro Nacional Contra as Reformas, que reuniu mais de 6 mil militantes de esquerda de mais de 20 estados do país e cerca de 630 organizações, reafirmou a necessidade de organizar uma pauta unificada para o enfrentamento a política neoliberal do governo federal.

Apesar das diferenças táticas e estratégicas existentes entre as diversas forças de esquerda que se mobilizam em torno do dia 23, construir uma agenda comum de reivindicações demonstra um sinal de maturidade. E mais do que isso, indica que há um grande clima de insatisfação que se abate sobre a classe trabalhadora e a impulsiona a lutar por mudanças.

O fato é que essas mudanças somente poderão ser alcançadas com um planejamento conjunto, capaz de superar a fragmentação das forças sociais que vem ocorrendo desde a primeira posse de Lula em 2003. Mas principalmente, com lutas concretas. É chegada a hora de “botar o bloco” na rua. Parar fábricas, fechar estradas e ocupar o latifúndio.

Nenhum direito a menos” será a principal palavra de ordem de uma pauta que rejeita as tentativas de reforma previdenciária e trabalhista, a limitação ao direito de greve dos servidores públicos. Mas haverão outras: “Por reforma agrária”; “Por moradia urbana”; “Por emprego e salário digno”; “Contra a criminalização dos movimentos sociais”; “Contra a política econômica do governo federal”, entre muitas outras que certamente serão proclamadas nas ruas das cidades, no campo e nas fábricas de todo o país."

A Plenária Nacional da Assembléia Popular em novembro de 2006 foi o ponto de partida para a construção de um calendário comum de lutas, apontando, desde então, a necessidade de se construir uma jornada nacional em maio de 2007.

Da mesma forma, no dia 25 de março desse ano, um Encontro Nacional Contra as Reformas, que reuniu mais de 6 mil militantes de esquerda de mais de 20 estados do país e cerca de 630 organizações, reafirmou a necessidade de organizar uma pauta unificada para o enfrentamento a política neoliberal do governo federal.

Apesar das diferenças táticas e estratégicas existentes entre as diversas forças de esquerda que se mobilizam em torno do dia 23, construir uma agenda comum de reivindicações demonstra um sinal de maturidade. E mais do que isso, indica que há um grande clima de insatisfação que se abate sobre a classe trabalhadora e a impulsiona a lutar por mudanças.

O fato é que essas mudanças somente poderão ser alcançadas com um planejamento conjunto, capaz de superar a fragmentação das forças sociais que vem ocorrendo desde a primeira posse de Lula em 2003. Mas principalmente, com lutas concretas. É chegada a hora de “botar o bloco” na rua. Parar fábricas, fechar estradas e ocupar o latifúndio.

“Nenhum direito a menos” será a principal palavra de ordem de uma pauta que rejeita as tentativas de reforma previdenciária e trabalhista, a limitação ao direito de greve dos servidores públicos. Mas haverão outras: “Por reforma agrária”; “Por moradia urbana”; “Por emprego e salário digno”; “Contra a criminalização dos movimentos sociais”; “Contra a política econômica do governo federal”, entre muitas outras que certamente serão proclamadas nas ruas das cidades, no campo e nas fábricas de todo o país.

Em torno dessas e outras bandeiras, foi possível unificar a \n Intersindial, a Conlutas e a CUT na área sindical, as amplas articulações como a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) e a Assembléia Popular, incorporando as principais organizações e movimentos nacionais como o MST, a UNE e a Conam.

O MST compreende que esse é um momento ímpar para o povo brasileiro, e por isso, empunha sua bandeira ao lado de tantas outras, na perspectiva de lutar por uma sociedade mais justa e mais fraterna.

Reforma Agrária: Por Justiça Social e Soberania Popular!

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Distrito Florestal de Carajás: Engodo do Governo para satisfazer Guseiros e Madereiros!!!

Entidades dos movimentos sociais recusaram a participar deste método autoritário, repudiando a forma desrespeitosa como está sendo tratada a população, os movimentos e a Amazonia.

Durante audiência pública para discutir a criação do Distrito Florestal Sustentável do Pólo Carajás, ocorrida na tarde desta segunda-feira (14), no auditório da Secretaria Municipal de Saúde, representantes da cadeia produtiva de ferro-gusa sugeriram que a área que deverá compreender o futuro DFS seja ampliada, inserindo vários municípios da região, como Tailândia e Redenção.

O primeiro a usar a palavra durante a abertura da audiência foi o presidente do Sindferpa (Sindicato das Indústrias de Ferro Gusa do Pará), Afonso Agenor, o qual garantiu que as empresas do Pólo Carajás têm 63 mil hectares de reflorestamento em municípios do Pará, Maranhão e Tocantins, e que planejam ampliar essa cota para 400 mil hectares até 2015. “Por outro lado, propomos que seja efetivado com mais celeridade o Zoneamento Ecológico Econômico, adotando planos de manejos que integrem os interesses do setor e que a CVRD viabilize o programa Vale Florestar. Queremos também mais municípios desta região integrando o Distrito Florestal Sustentável”, observa.O discurso dele foi reforçado pelo presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá, Gilberto Leite, o qual ressaltou que o setor produtivo está sufocado com a política que vem sendo praticada nos últimos meses contra a cadeia produtiva.

Como representante da Fetraf (Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar), Francisco de Assis, reconheceu a necessidade de os pequenos produtores realizarem replantio, mas descartou a possibilidade de atuarem com monocultura. “Não podemos virar plantadores de eucalipto. Estamos dispostos a plantar, mas essa cultura não pode ser nossa base”.

O Distrito Florestal Sustentável é uma área delimitada territorialmente, onde será priorizada, sem prejuízo de outras atividades existentes, a implementação coordenada de políticas públicas dos diversos setores de governo para fomentar a atividade florestal em bases sustentáveis. Estas incluem política fundiária, industrial, de infra-estrutura, de desenvolvimento industrial, de gestão de áreas públicas, assistência técnica e educação.

O Pólo Carajás, região que compreende parte dos estados do Pará, Tocantins e Maranhão, é o maior produtor de minério de ferro do mundo, concentrando 14 indústrias siderúrgicas num raio de apenas 150 km. Para a produção do ferro gusa, essas indústrias consomem de 12 a 14 milhões de metros cúbicos de lenha para a produção de carvão vegetal. Há ainda na região 11 pólos madeireiros que consomem cerca de 3,3 milhões de metros cúbicos de madeira em toras. Essa região é também uma das áreas de maior concentração de assentamentos (N=400), a grande maioria necessitando de políticas direcionadas à infra-estrutura e alternativas viáveis de renda. Na região também existe um ativo pólo de pecuária extensiva. Esse conjunto de atividades, principalmente a produção de carvão vegetal, exerce forte pressão sobre os recursos florestais há décadas, colocando a região entre as de maior taxa de desmatamento. Estima-se que 40% da região já tenha sido desmatadas. Apenas 11% estão protegidos na forma de Unidades de Conservação e Terras Indígenas.

A implantação do Distrito Florestal do Carajás está sendo planejada para recuperar a cobertura vegetal da região e garantir a existência de um pólo e de uma economia florestal sustentável, com máxima inclusão social. Diferentemente do DFS da BR-163, as ações estratégicas a serem priorizadas no Carajás serão baseadas em reflorestamento e na recuperação de áreas degradadas. Além das florestas de produção com espécies de rápido crescimento, um programa de pesquisa com enfoque na silvicultura de espécies nativas será implementado em parceria com a EMBRAPA para a definição de modelos apropriados para a região, incluindo também a promoção de sistemas agroflorestais.

Os estudos preliminares que foram feitos pelo Serviço Florestal mostram que a área disponível para plantio na região do Carajás é de cerca de 14,6 milhões de hectares, dos quais 9,6 milhões de hectares para plantio de produção, 4,8 milhões de hectares são de reserva legal a serem recuperadas para atender a legislação ambiental. A área de florestas naturais que ainda poderia ser colocada sob manejo chega a 1,5 milhão de hectares. Considerando as áreas de manejo e plantio, o Distrito Florestal do Carajás terá capacidade de produzir cinco milhões de toras para a indústria e 17 milhões de metros cúbicos de madeira para a produção de carvão.

Estão previstas para esse mês quatro consultas públicas sobre a criação do Distrito Florestal Sustentável do Carajás nas cidades de Marabá e Paragominas, no Pará, Araguatins, no Tocantins e Açailândia, no Maranhão. Após a realização das quatro consultas, uma minuta de decreto presidencial será elaborada e encaminhada à Casa Civil da Presidência da República.

A expectativa é de que o decreto de criação do DFS do Carajás seja formalizado no segundo semestre deste ano.Estiveram presentes à audiência do DFS do Carajás em Marabá, entre outras autoridades, os deputados federais Asdrubal Bentes (PMDB), Giovani Queiroz (PDT) , Wandenkolk Gonçalves (PSDB) ; deputado estadual João Salame (PPS), secretário de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Maurílio Monteiro, além dos presidentes de várias associações de classe. (Ulisses Pompeu) www.coorreiotocantins.com.br

Emenda 3: saiba quem votou favorável e como manter o veto

A Emenda 3, que favorece empresas que contratam trabalhadores como pessoa jurídica no lugar da contratação com carteira de trabalho assinada, obteve 62 votos, dos 81 possíveis, no Senado e 304, dos 513 possíveis, na Câmara dos Deputados. Lula vetou a emenda e agora o seu veto pode ou não ser derrubado no Congresso. Apesar das dificuldades, o cenário da primeira votação que aponta para a derrubada do veto pode mudar caso ocorra um realinhamento das posições dos partidos e muita pressão popular.Confira ao final da matéria como votou cada senador e cada deputado sobre a emenda.

Emenda no Congresso
A primeira tabela do link abaixo demonstra como se comportaram os partidos na primeira votação à Emenda na Câmara dos Deputados. Indicaram suas bancadas a votarem pelo “sim” a emenda, são eles: PT, PMDB, PP, PR, PTB, PSC, PSDB, PFL, PTC, PTdoB e PRB. Os partidos que liberaram o voto a emenda são: PCdoB, PPS, PV, PHS, PSB, PDT, PMN e PAN. Apenas o PSOL indicou “não” a emenda.Os parlamentares do PCdoB e do PPS, apesar da liberação do voto, votaram em absoluto contra a emenda. Já o PHS e o PMN, também liberados, votaram em absoluto favoráveis a emenda.

Todos os partidos que indicaram o “sim” a emenda tiveram parlamentares da sua bancada que também votaram “não”, com exceção do PFL, PR, PTdoB e PRB que seguiram a risca a orientação partidária. O PT foi o único partido que orientou “sim” mas teve praticamente toda a sua bancada votando “não”, numa clara divergência entre a orientação do partido e a opinião dos parlamentares.

O cenário depois do veto

No período da votação da emenda na Câmara e no Senado o governo ainda não tinha uma posição clara sobre o projeto, tanto que liberou a votação. Com o veto do presidente da República a emenda há uma posição do governo que pode levar a um realinhamento entre os partidos com relação a sua decisão na primeira votação.

O próprio PT que teve toda a sua bancada de senadores votando “sim” a emenda tende a mudar de posição e definir-se pelo “não”. Com isso, o bloco PMDB, PT, PP, PR, PTB, PSC, PTC e PTdoB, autor da proposição do projeto da emenda na Câmara, poderá liberar o voto sobre o veto. Já o Bloco PSB, PDT, PCdoB, PMN e PAN que liberou voto na primeira votação também tende a mudar optando pela manutenção do veto.

Por Carla Santos -

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Ìndios e analistas criticam discurso do papa

Para historiador, Bento 16 também fez ataque ao Estado laico ao dizer que, sem Deus, ideologias do século 20 fracassaramBispo afirma que os padres missionários defenderam os indígenas; para filósofo, o marxismo e o capitalismo ignoram "indivíduos reais"



Lideranças indígenas e especialistas criticaram ontem as declarações do papa Bento 16, na abertura da 5ª Conferência do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, de que o "anúncio de Jesus e de seu Evangelho" aos povos indígenas da América "não supôs, em nenhum momento, uma alienação das culturas pré-colombianas, nem foi uma imposição de uma cultura estrangeira".
A antropóloga Manuela Carneiro da Cunha, professora da Universidade de Chicago, afirma que aconteceu, sim, imposição cultural. Houve missionários que defenderam os índios da escravidão e tentativas de tradução de termos cristãos para línguas locais, ela diz. No entanto, a igreja reagiu a essa "indigenização" do catolicismo.Não bastava a mensagem, a interpretação da mensagem tinha de ser fixada também. Eliminaram-se práticas como os catequistas indígenas, sem falar do clero indígena, que podiam "desvirtuar" a fé, interpretando-a de acordo com suas culturas. O que é isso, então, senão imposição cultural?", diz.

Para o historiador Flávio Gomes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em várias partes da América portuguesa e espanhola, a igreja escravizou, legitimou a escravidão indígena e africana e impôs a fé cristã às sociedades indígenas".Luiz Felipe de Alencastro, professor de história do Brasil na Universidade de Paris, se disse surpreso com as declarações. O processo colonial foi de destruição da cultura ameríndia. Os missionários estavam a serviço de uma religião que havia incorporado os elementos autoritários e despóticos das monarquias européias. Já o bispo-auxiliar de Salvador d. João Carlos Petrini diz ser necessário contextualizar a ação da igreja no século 16. Ele afirma que não foram os evangelizadores que cometeram os atos de violência e que é preciso compreender que não era possível fazer então a crítica de hoje à colonização. "Não foram José de Anchieta, Manuel da Nóbrega, franciscanos ou beneditinos que cometeram atos de violência. Alguns foram até ardorosos defensores dos direitos dos índios, como o bispo Bartolomeu de las Casas."",


A declaração do papa foi criticada por lideranças indígenas. É arrogante e desrespeitoso considerar nossa herança cultural inferior", disse Jecinaldo Sateré-Mawé, coordenador-geral da Coiab (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira). Por meio de sua assessoria de imprensa, o presidente da Funai, Márcio Meira, afirmou que a catequização dos indígenas brasileiros foi um processo de imposição, "muitas vezes pelo uso da força".

Estado laico Sobre outro ponto da fala de Bento 16, o historiador Luiz Felipe de Alencastro afirma que o papa terminou por deslegitimar o Estado laico ao dizer que, sem considerar Deus e a moral individual, o capitalismo e o marxismo se mostraram promessas ideológicas falsas.Isso também desqualificou os governos republicanos laicos que criaram o esforço de uma sociedade democrática que não deixa o mercado agir de maneira totalmente livre."
Para o professor do Departamento de Teologia da PUC-SP Luiz Felipe Pondé, no entanto, o papa tem razão em sua dupla crítica ao capitalismo e ao marxismo. "O capitalismo se alimenta do que há de mais baixo no ser humano, sua ganância. E o marxismo é uma tragédia, que alimenta o instinto autoritário e burocrático do homem, em cima de uma teoria que é pura metafísica", disse.
CAROLINA RANGEL E RAFAEL CARIELLO - Folha de S. Paulo

Que diabo de Fé è a nossa?

*Frei Betto*
Em tempos de visita papal, convém fugir um pouco do shownalismo (como é chamado o jornalismo que faz da notícia espetáculo) e falar do essencial: afé. Às vezes me pergunto se a humanidade tem mesmo avançado. Nos tempos primevos, ensina Fustel de Coulanges, cada família cultuava seus deusesdomésticos. Ninguém invejava o deus do vizinho, nem tinha a pretensão de impor a ele o deus de suas crenças. A menos que a filha fosse se unir em
casamento ao filho do vizinho. Nesse caso, ela se via obrigada a renegar seus deuses familiares e aderir de corpo e alma aos deuses cultuados - o qual exercia também a função de sacerdote.

Como disse seu Apolônio, meu mecânico, com quem converso essas coisas \enquanto o vejo limpar o carburador, "o povo antigo não tinha fé, tinha fezes". Minha avó era mais contundente ao ver minha preguiça de levantar cedo no domingo para ir à missa: "Que diabo de fé é sua?" A coisa começou a complicar quando o politeísmo se viu ameaçado pela contra-reforma monoteísta ocorrida no Egito a partir de 1.400 anos antes da era cristã, graças ao faraó Akhenaton e ao rebelde hebreu Moisés.

A antiga e tradicional democracia divina, com cada deus satisfeito com a sua respectiva cota de poder, acabou desbancada pelo monopólio da fé. Nasceu, então, uma divisão que jamais a humanidade conhecera antes: de um lado, os fiéis; de outro, os idólatras - que, segundo os primeiros, acreditavam em falsos deuses.

A humanidade ainda não tinha conhecido o fenômeno do ateísmo. Essa foi a primeira reação fundamentalista registrada pela história: o deus de uma nação, além de ser o principal, é promovido também a ser o único. Portanto, a crença em um decreta a descrença e o descrédito de todos os demais deuses. Só a única e verdadeira fé permite o acesso ao único e verdadeiro Deus.

Daí nasceu a distinção entre o verdadeiro e o falso. E, em nome do verdadeiro, a religião passou a recorrer à violência, que parece umaantinomia. Mas quem pensa nisso quando se encontra imbuído de que deve impor aos demais a verdade, ainda que a ferro e fogo? Sobretudo quando se está convencido de que autoridade e verdade é mais do que uma rima. (De fato, é uma tragédia.) A modernidade veio salvar a religião de sua presunção de ser);



Como disse seu Apolônio, meu mecânico, com quem converso essas coisas
enquanto o vejo limpar o carburador, "o povo antigo não tinha fé, tinha
fezes". Minha avó era mais contundente ao ver minha preguiça de levantar
cedo no domingo para ir à missa: "Que diabo de fé é sua?"
A coisa começou a complicar quando o politeísmo se viu ameaçado pela
contra-reforma monoteísta ocorrida no Egito a partir de 1.400 anos antes da
era cristã, graças ao faraó Akhenaton e ao rebelde hebreu Moisés. A antiga e
tradicional democracia divina, com cada deus satisfeito com a sua respectiva
cota de poder, acabou desbancada pelo monopólio da fé. Nasceu, então, uma
divisão que jamais a humanidade conhecera antes: de um lado, os fiéis; de
outro, os idólatras - que, segundo os primeiros, acreditavam em falsos
deuses.
A humanidade ainda não tinha conhecido o fenômeno do ateísmo. Essa foi a
primeira reação fundamentalista registrada pela história: o deus de uma
nação, além de ser o principal, é promovido também a ser o único. Portanto,
a crença em um decreta a descrença e o descrédito de todos os demais deuses.
Só a única e verdadeira fé permite o acesso ao único e verdadeiro Deus.
Daí nasceu a distinção entre o verdadeiro e o falso. E, em nome do
verdadeiro, a religião passou a recorrer à violência, que parece uma
antinomia. Mas quem pensa nisso quando se encontra imbuído de que deve impor
aos demais a verdade, ainda que a ferro e fogo? Sobretudo quando se está
convencido de que autoridade e verdade é mais do que uma rima. (De fato, é uma tragédia.) A modernidade veio salvar a religião de sua presunção de ser a única depositária da verdade. Hoje, cremos muito mais na verdade científica, empírica e matematicamente comprovada, que nas verdades religiosas.

Quem duvida da existência de um trio de quarks na intimidade do átomo, embora não haja telescópio que nos permita vê-lo? No entanto, nossos aparelhos eletrônicos funcionam. Para muitos, funcionam miraculosamente, como o fax, o tempo real da @ e o celular. Mas quem tem absoluta certeza de que há vida depois da morte? Ninguém. No máximo, temos fé. Ora, direis espantado, estaria este heterodoxo frade da Teologia da Libertação reivindicando a volta do politeísmo? \u003c/div\>\n\u003cdiv\>Nada">Nada disso. Desejo apenas a tolerância, como a praticada por Jesus, que jamais criticou a fé da mulher fenícia ou a do centurião, nem impôs como condição a suas curas a prévia adesão à sua crença. A mim, o que espanta é constatar a nova modalidade de Politeísmo: lá em cima, num céu abstrato, o deus no qual cremos; aqui embaixo, os deuses aos quais de fato prestamos devoção: o dinheiro, o poder, o consumismo, que nos consome e consuma.

E essa crença rigorosa de que fora do capitalismo não há salvação, embora dois terços da humanidade não tenham acesso aos bens que ele oferece. O cerne daquestão é bem mais embaixo: cremos em Deus e nos bens finitos que nosetiquetam socialmente, mas não no próximo.

Religião, sim; amor, não, exceto o que aumenta a nossa cota de satisfação e prazer. Toda a nossa lógica sistêmica cultua o mercado, a propriedade privada, o dinheiro aplicado, o crescimento do PIB, o aumento das exportações, o rigor fiscal, sem a menor preocupação para com os sem-terra, sem-teto, sem-escola, sem-saúde e sem-identidade. Em nome de Deus, passamos indiferentes por aqueles que têm fome, têm sede e são imagens vivas de Cristo, conforme o evangelho de Mateus ",1]a única depositária da verdade. Hoje, cremos muito mais na verdade científica, empírica e matematicamente comprovada, que nas verdades
religiosas.
Quem duvida da existência de um trio de quarks na intimidade do átomo, embora não haja telescópio que nos permita vê-lo? No entanto, nossos aparelhos eletrônicos funcionam. Para muitos, funcionam miraculosamente, como o fax, o tempo real da @ e o celular. Mas quem tem absoluta certeza de que há vida depois da morte? Ninguém. No máximo, temos fé. Ora, direis
espantado, estaria este heterodoxo frade da Teologia da Libertação reivindicando a volta do politeísmo?

Nada disso. Desejo apenas a tolerância, como a praticada por Jesus, que jamais criticou a fé da mulher fenícia ou a do centurião, nem impôs como condição a suas curas a prévia adesão à sua crença. A mim, o que espanta é constatar a nova modalidade de Politeísmo: lá em cima, num céu abstrato, o deus no qual cremos; aqui embaixo, os deuses aos quais de fato prestamos devoção: o dinheiro, o poder, o consumismo, que nos consome e consuma. E essa crença rigorosa de que fora do capitalismo não há salvação, embora dois terços da humanidade não tenham acesso aos bens que ele oferece. O cerne da questão é bem mais embaixo: cremos em Deus e nos bens finitos que nos etiquetam socialmente, mas não no próximo. Religião, sim; amor, não, exceto
o que aumenta a nossa cota de satisfação e prazer.
Toda a nossa lógica sistêmica cultua o mercado, a propriedade privada, o dinheiro aplicado, o crescimento do PIB, o aumento das exportações, o rigor fiscal, sem a menor preocupação para com os sem-terra, sem-teto, sem-escola, sem-saúde e sem-identidade. Em nome de Deus, passamos indiferentes por aqueles que têm fome, têm sede e são imagens vivas de Cristo, conforme o evangelho de Mateus (25, 31-44). Ora, quem dispõe de tempo para prestar atenção naquele que se encontra dependurado numa cruz, atrapalhando o nosso programa de domingo?
Alguma ele andou aprontando...


*Frei Betto é escritor

quinta-feira, 10 de maio de 2007

XINGUARA: Realiza Congresso Regional - DIA 11 DE MAIO

II CONGRESSO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL DAS REGIÕES SUL E SUDESTE DO PARÁ COM PARTICIPAÇÃO E CONTROLE POPULAR


A história econômica do Sul e Sudeste do Pará é marcada por ciclos econômicos, dentre eles destacamos: os da castanha, da madeira, do ouro, e mais recentemente do agronegócio e da mineração.

Esse modelo não tem gerado desenvolvimento sustentável, pois a renda e a terra continuam concentradas; os conflitos, a violência, a exclusão, a miséria social e a degradação ambiental são acentuadas.
Em nossa região a infraestrutura é débil, insuficiente e atende quase exclusivamente os interesses dos grandes projetos, sem atentar para as necessidades dos povos pobres da floresta.
Nesse contexto, e considerando a necessidade de um amplo debate sobre alternativas de desenvolvimento que considere os povos amazônidas, suas culturas e o seu meio natural é que o Prefeitura de Xinguara, através do processo de Congresso da Cidade e do Campo e Universidade Federal do Pará/UFPa, por meio do Centro Sócio Econômico e o Programa de Apoio a Reforma Urbana/Paru tendo por base o convênio com o CNPq e o Ministério das Cidade, com o apoio do governo do Estado, realizará, no dia 11 de maio, o II Congresso de Desenvolvimento Regional do Sul e Sudeste do Pará com Participação e Controle Popular, se constituindo como parte da programação da Semana de Cultura Araguaia, que culmina com o aniversário da cidade no dia 13 do mesmo mês.

OBJETIVOS
Possibilitar a reflexão crítica acerca dos vários ciclos de desenvolvimento porque tem passado a Amazônia, em particular as regiões Sul e Sudeste do Pará, com vistas a se estabelecer diretrizes sobre um modelo de desenvolvimento sustentável para que sejam absorvidos nos instrumentos orçamentários e de planejamento dos governos nas esferas federal, estadual e municipal.

- Gerar subsídio para a formulação e ação crítica dos atores governamentais e não governamentais sobre o desenvolvimento das regiões do Sul e Sudeste do Pará;
- Reunir os movimentos sociais e os governos municipais em torno de uma pauta comum de desenvolvimento regional para dialogar com as esferas estadual e federal de governo;
- Aprofundar a análise sobre os impactos sócio-ambientais dos projetos econômicos estabelecidos e em via de estabelecimento em nossa região;
- Conhecer as ações e os impactos do Programa de Aceleração do Crescimento nas regiões Sul e Sudeste do Pará.

PROGRAMAÇÃO

14h30 – Credenciamento
15h00 – Mesa oficial de abertura
15h20 – Posse da Diretoria do Consórcio dos Municípios da PA – 279.
15h30 – Painel: “O PAC e seus impactos econômico e sócio-ambientais para a Amazônia/ Sul e Sudeste do Pará”
Palestrantes:
- Govenadora do Estado do Pará : Ana Júlia Carepa
- Senador da República: José Nery
- Representante do Ministério do Planejamento
18h00 – Mesa redonda: “A Sustentabilidade do Desenvolvimento e o Paradigma da Extração Mineral no Sul e Sudeste do Pará”

Expositores:
- Representante do DNPM - João Bosco Pereira Braga
- Representante da Xtracta – Antonio Assis de Morais
- Representante da Corcovado- Arlei Carlos de Sousa Alves
- Secretário de Estado e Integração Regional: - André Farias
Debatedores:
- Prefeito Municipal de Xinguara: José Davi
Passos
- Representante da Universidade Federal do Pará – UFPa – José Pedro de Azevedo Martins
20h00 – Debate com a Plenária
20:30 – Encerramento.




Mandato do Senador Nery (PSOL-PA)

quarta-feira, 9 de maio de 2007

A teologia da Libertação vive. Por isso, PAPA vem ao Brasil

Ratzinger vem ao Brasil e o principal objetivo é tentar frear o êxodo de fiéis na América Latina, região que abriga metade dos católicos do mundo; canonização de frei Galvão seria apenas um detalhe, na visão de teólogos da libertação, que acreditam que sua “opção preferencial pelos pobres” seja o verdadeiro alvo Marcelo Netto Rodrigues, do jornal Brasil de Fato Pergunte a um católico comum por que o papa vem ao Brasil, e a ladainha será a mesma: “Bento XVI vem canonizar frei Galvão, o primeiro santo genuinamente brasileiro”.

Tente perguntar a um leigo, e a sua resposta virá acrescida de uma sigla enigmática para os que não acompanham a história da Igreja: “Ele vem para a abertura da 5ª Conferência do Celam”. Agora, pergunte a representantes da Teologia da Libertação, e a jovial visita de Ratzinger transmuta-se em recado claro no qual frei Galvão é apenas o coadjuvante popular de um plano para conter o êxodo católico; e a Conferência, o palco principal para atacar os que vivem sob o prisma da “opção preferencial pelos pobres” – opção aliás germinada dentro de um Celam, o de Medellín (Colômbia), em 1968, e regada na reunião seguinte em Puebla (México), em 1979.

Bento XVI não escolheu o Brasil por acaso para sua primeira viagem ao continente americano como papa. Sua estadia, mesmo que curta, pode traçar os rumos da Igreja na América Latina para os próximos dez anos. Isso porque tradicionalmente a fala inaugural da Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe (Celam) – que será feita por Ratzinger no mesmo data em que deixa o país, dia 13 de maio – serve para demarcar o terreno das discussões, que serão travadas, desta vez, por 280 bispos que permanecerão reunidos em Aparecida até o dia 31 de maio. E é justamente aí que entra a preocupação de Ratzinger, que pisará em território brasileiro pela terceira vez no próximo dia 9 – a primeira foi em 1985, logo após o processo contra o teólogo brasileiro Leonardo Boff, (leia entrevista ao lado), e a segunda, em 1990, para ministrar um curso a bispos brasileiros no Rio de Janeiro. Uma preocupação que faz sentido.

Quase metade dos católicos existentes no planeta mora na América Latina. São 480 milhões de fiéis que pouco a pouco estão abandonado a Igreja Católica – por sua inteira culpa, de acordo com teólogos da libertação ouvidos pelo Brasil de Fato. E Ratzinger espera que sua fala tenha influência direta nas linhas de ação pastoral tiradas pelos bispos ao final do encontro. Só como curiosidade dessa batalha entre a Igreja Católica e as igrejas neo-pentecostais, basta dizer que a Igreja Universal do Reino de Deus, de Edir Macedo, acaba de anunciar a distribuição de camisinhas para seus fiéis, seguindo o exemplo do que já tem sido feito pela própria Universal na África do Sul.

Tira-gosto Essa linha de argumentação sustenta em parte a opinião do padre João Pedro Baresi, comboniano alinhado à Teologia da Libertação. “A vinda de Ratzinger faz parte de um plano em que a maior preocupação é com o êxodo dos católicos”, mas não só isso. Para Baresi, o papa também vai aproveitar a viagem para tentar “dar um basta à Teologia da Libertação” - já que Ratzinger credita a esta Teologia a responsabilidade pela perda crescente de fiéis desde sua afirmação enquanto teologia na década de 1960 . “O que o recém-empossado arcebispo de São Paulo dom Odilo Scherer disse dias atrás, de que o tempo dessa teologia passou, pode ser um tira-gosto disso”, acredita Baresi. E nesse contexto, a fala inaugural da Conferência do Celam é importantíssima para que o papa dê o seu recado. “A canonização de frei Glavão complementa o plano: “é a religiosidade popular católica usada para segurar o povo em êxodo.” Ainda sobre dom Odilo, Baresi complementa: “Que ele documente a sua declaração. Segunda coisa, o que importa não é a Teologia da Libertação, mas a libertação, como sempre fala Gustavo Gutiérrez. Se alguém tiver algo melhor que contribua para o compromisso da libertação à luz da da fé, que indique”. A declaração de Scherer não é a única pista deixada pelo papa atual no meio de seu trajeto à América Latina. A recente advertência do Vaticano ao jesuíta alinhado à Teologia da Libertação Jon Sobrino, que vive em El Salvador, soa como uma nova condenação de Ratzinger a essa chave de interpretação do Evangelho.

Teologia da Libertação vive O monge beneditino Marcelo Barros entra no debate e defende que a Teologia da Libertação só estaria superada se as condições e motivos pelos quais ela nasceu tivessem passado. “Ora, todos sabemos que, ao contrário, a pobreza injusta e a desigualdade social aumentaram muito, como também se pode dizer que está mais organizada a ressurgência de movimentos populares, indígenas e camponeses, assim como, no mundo todo, cresce o número dos que se organizam para que um mundo diferente seja possível. Como muitas dessas pessoas são crentes, cristãos ou de outras religiões, não somente a Teologia da Libertação continua válida, como ela deixou de ser só latino-americana para ser mundial.” Barros, que pertence à Comissão Teológica da Associação Ecumênica dos Teólogos do Terceiro Mundo, diz que tem ocorrido uma aproximação entre a Teologia da Libertação e a Teologia do Pluralismo Cultural e Religioso. “Isso significa que existe hoje uma Teologia da Libertação inter-religiosa e não somente cristã.

Com uma ampla literatura não existente antes sobre Teologia Negra, Teologia Indígena, Teologia Feminista... Eco-teologia... que passam a ser considerados ramos novos da Teologia da Libertação.” A reportagem também procurou o dominicano Frei Betto para que também comentasse a vinda de Ratzinger ao Brasil, mas foi informada por sua assessora que Betto estava em Cuba, e em virtude do bloqueio dos Estados Unidos dificultar o acesso à internet, ele não poderia responder.
http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=574

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Conferência dos Direitos Humanos: CONSTRUINDO CAMINHOS PARA A CIDADANIA

ENCONTRO REGIONAL DE MARABÁ:

1ª CONFERENCIA DE DIREITOS HUMANOS E EQUIDADE SOCIAL


Esta conferencia tem a perspectiva de constituir-se num processo de construção de elementos para efetivação de um Sistema Estadual de Direitos Humanos e Justiça e a Política Estadual de Justiça e Direitos Humanos do novo governo. vale ressaltar qeu no Estado do pará nunca se teve uma politica voltada para os Direitos Humanos.

PROGRAMAÇÃO

08-9:00h CREDENCIAMENTO
9:00h ABERTURA
9:30h Conferencia: tema Direitos humanos e Equidade Social: uma construção Necessária Expositores: Prof Dr Pauol Weil – UFPA
Profª Dra Cristina Terezo – SEGOV
Comentador: Dr. Libio Araújo ( Juiz da Vara Agrária)
Dep. Bernadete tem catem

Coordenação Socorro Gomes

11:00h debate
12:00h almoço

13:00h Distribuição dos grupos de Trabalhos: Discussão de Tese

PAINÉS:

Serão NOVE grupos e o mandato do SENADOR JOSÉ NERY (PSOL) será representado por Ribamar Ribeiro Junior, que é um dos coordenadores do GRUPO 07 que tem como tema: TRABALHO EM CONDIÇÕES INDIGNA, E TRABALHO ESCRAVO E VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS

quarta-feira, 2 de maio de 2007

CONFLITO NO CAMPO: MORRE 1ª VITIMA DO GOVERNO ANA JULIA

TRABALHADOR RURAL SEM TERRA É ASSASSINADO NO PARÁ

POLICIAIS DO GOVERNO DO PT ESTÃO ENVOLVIDOS*

Hoje pela manhã por volta das 7:00hs 320 famílias de trabalhadores organizadas pelo MST que ocupam a (Fazenda São Felipe de 12 mil hectares) no município de Irituia a 140 de Belém tiveram o acampamento invadido por (50) cinqüenta jagunços e entre eles policiais militares da delegacia do município.Na invasão do acampamento o trabalhador Antonio Santos do Carmo de 60 anos foi assassinado com tiros no peito e na garganta e mais sete ficaram feridos.
A ocupação desse latifúndio aconteceu dia 03 de janeiro de 2007 e desde lá os trabalhadores vinham recebendo ameaças dos jagunços, policias militares e do grileiro da fazenda Zé Anísio que hoje comandou pessoalmente a invasão do acampamento.
A fazenda São Felipe é parte de um complexo de terras publicas e a mais de (5) anos foi vistoriada pelo INCRA mais a desapropriação nunca se efetivou por omissão do INCRA e do governo federal.
Os trabalhadores feridos foram levados pela policia local e até agora não sabemos em que hospital eles se encontram. As demais famílias nesse momento ocupam a BR Belém Brasília em frente a Fazenda.
Exigimos do governo do estado imediata prisão dos responsáveis e do grileiro Zé Anísio, punição aos militares envolvidos nesse tipo de acontecimento e também a imediata criação do projeto de assentamento na área.

Marabá02 de maio de 2007

2° FORUM DO MEIO AMBIENTE: O debate vai esquentar...aguenta guseiros!!!

Autoridades de todas as estampas, como se diz no interior, políticas, comerciais, policiais e eclesiais, obedeciam a som da harpa do Sindicato das Indústrias de Ferro Gusa. Se a defesa da atividade guseira foi ovacionada, sobraram farpas à legislação ambiental e à fiscalização. Na fronteira agro-mineral, ao que se viu, o grito e o muque foi o argumento dos alinhados à atividade guseira.

MAS NO II FORUM , o debate vai tornar esquentar....

quinta dia 03/05 a partir das 08:30 no Auditorio da Secretaria de Saúde

CARTA DE MARABÁ: NÃO TRAZ NENHUM AVANÇO!!

Depos de dois dias de discursos polêmicos, palestras e debates que marcaram a realização do I Seminário de Desenvolvimento Sustentável do Pólo Carajás, promovido pela Câmara Municipal de Marabá (CMM) com o apoio da Prefeitura Municipal, governo do Estado, Associação dos Municípios Mineradores do Estado do Pará (Ammepa), Associação das Indústrias Siderúrgicas do Pólo Carajás (Asica) . O evento que teve como objetivo de discutir políticas de desenvolvimento sustentável para a região.
Os trabalhos foram encerrados com a leitura da Carta de Marabá , que aliás nao apresentou nenhum avanço significativo, o seminário mais serviu para fortalecer o Setor Siderurgico, do que traçar uma politica de DESENVOLVIMENTO SUSTETAVEL PARA REGIÃO.
Os discursos que tivemos na abertura mostraram quais são os objetivos deste seminário.
O fato surpreendente foi a palavra dura do Prefeito Tião Miranda contra o setor siderurgico.

Hidrelétrica de Estreito

O senador pelo Pará JOSÉ NERY registrou a ocupação do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Estreito, situada no Rio Tocantins, por mil famílias de agricultores e indígenas em protesto contra a forma autoritária como o consórcio de empreiteiras estaria construindo a barragem sem levar em consideração os direitos dos indígenas da área.
José Nery fez um apelo para que o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Ministério das Minas e Energia estabeleçam um processo de negociação com os trabalhadores.
José Nery fez um apelo para que o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Ministério das Minas e Energia estabeleçam um processo de negociação com os trabalhadores.
Laércio Franzon / Repórter da Agência Senado

LULA FATIA O IBAMA COM AVAL DE MARINA PARA APRESSAR OBRAS

Decisão foi tomada para contornar dificuldades na concessão de licenças ambientais dos projetos do PAC

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai dividir em dois o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Uma parte do Ibama cuidará do licenciamento ambiental e tudo o que se referir à área. A outra parte tratará das unidades de conservação da natureza. Na reestruturação - que se dará por medida provisória a ser editada “nos próximos dias” -, a Secretaria de Recursos Hídricos vai cuidar também de problemas urbanos da área e passará a se chamar Secretaria de Recursos Hídricos e Ambientes Urbanos. Será criada a Secretaria de Qualidade Ambiental e Mudanças Climáticas, além de uma outra para cuidar apenas do extrativismo.Ontem, no início da noite, em audiência no Palácio do Planalto, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, tratou da reestruturação de sua pasta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela disse que iria apresentar as mudanças na reunião do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), marcada para hoje, às 9 horas. A assessoria de imprensa da Presidência da República confirmou, ao fim da audiência com a ministra, uma das novidades: a criação da Secretaria das Mudanças Climáticas. Esta será a mais radical reestruturação no setor da administração pública do meio ambiente desde o governo José Sarney (1985-1990), quando o Ibama foi criado e passou a exercer funções que antes eram dos extintos Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF) e Superintendência de Desenvolvimento da Pesca (Sudepe).
\n\u003cp\>A decisão de Lula foi tomada para contornar as dificuldades impostas pelo Ibama para conceder as licenças ambientais dos projetos de infra-estrutura que o governo considera fundamentais para impulsionar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - como o das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia. O PAC prevê investimentos de R$ 20 bilhões nessas duas usinas, consideradas também muito importantes para evitar o risco de um novo apagão elétrico no País, como o que ocorreu em 2001, no governo Fernando Henrique (1995-2002), e impôs à sociedade um esquema de racionamento no consumo de energia. \u003c/p\>\n\u003cp\>BAGRE\u003c/p\>\n\u003cp\>Os projetos do Rio Madeira são encarados no governo como a gota d’água na crise de licenciamento envolvendo Ibama, Ministério do Meio Ambiente e empresas investidoras. Na quinta-feira passada, o presidente se queixou muito do instituto durante reunião do Conselho Político. Ele disse que por causa da “proteção de um bagre” licenças ambientais eram negadas. Nesse dia, Lula já sabia que parecer da área técnica do Ibama sobre as hidrelétricas do Rio Madeira rejeitava a construção das usinas - o parecer estava concluído desde o dia 30 de março.Depois do desabafo de Lula na reunião do Conselho Político, começou a série de afastamentos de funcionários do instituto. No dia seguinte à fala presidencial, a ministra Marina Silva anunciou a saída, de uma vez só, de Cláudio Roberto Bertoldo Langone, secretário-executivo do ministério, e do presidente do Ibama, Marcus Barros, este do PT do Amazonas. Para o lugar de Langone foi anunciado o convite a João Paulo Capobianco, nome\n defendido por organizações não-governamentais ambientais. Por causa desse parecer, o diretor de Licenciamento Ambiental do Ibama, Luiz Felippe Kuntz Jr., já foi afastado do cargo. Além dele, saiu todo o grupo ligado ao ex-governador Olívio Dutra (PT-RS), que ocupava tanto o Ministério do Meio Ambiente quanto o Ibama. Langone, gaúcho de Nova Palma, era um dos funcionários do ministério ligados a Olívio. Marina ofereceu-lhe uma diretoria da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambientes Urbanos, mas Langone, magoado, preferiu voltar para o Rio Grande do Sul. ",


A decisão de Lula foi tomada para contornar as dificuldades impostas pelo Ibama para conceder as licenças ambientais dos projetos de infra-estrutura que o governo considera fundamentais para impulsionar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - como o das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia. O PAC prevê investimentos de R$ 20 bilhões nessas duas usinas, consideradas também muito importantes para evitar o risco de um novo apagão elétrico no País, como o que ocorreu em 2001, no governo Fernando Henrique (1995-2002), e impôs à sociedade um esquema de racionamento no consumo de energia.
BAGRE
Os projetos do Rio Madeira são encarados no governo como a gota d’água na crise de licenciamento envolvendo Ibama, Ministério do Meio Ambiente e empresas investidoras. Na quinta-feira passada, o presidente se queixou muito do instituto durante reunião do Conselho Político. Ele disse que por causa da “proteção de um bagre” licenças ambientais eram negadas. Nesse dia, Lula já sabia que parecer da área técnica do Ibama sobre as hidrelétricas do Rio Madeira rejeitava a construção das usinas - o parecer estava concluído desde o dia 30 de março.Depois do desabafo de Lula na reunião do Conselho Político, começou a série de afastamentos de funcionários do instituto. No dia seguinte à fala presidencial, a ministra Marina Silva anunciou a saída, de uma vez só, de Cláudio Roberto Bertoldo Langone, secretário-executivo do ministério, e do presidente do Ibama, Marcus Barros, este do PT do Amazonas. Para o lugar de Langone foi anunciado o convite a João Paulo Capobianco, nome defendido por organizações não-governamentais ambientais. Por causa desse parecer, o diretor de Licenciamento Ambiental do Ibama, Luiz Felippe Kuntz Jr., já foi afastado do cargo. Além dele, saiu todo o grupo ligado ao ex-governador Olívio Dutra (PT-RS), que ocupava tanto o Ministério do Meio Ambiente quanto o Ibama. Langone, gaúcho de Nova Palma, era um dos funcionários do ministério ligados a Olívio. Marina ofereceu-lhe uma diretoria da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambientes Urbanos, mas Langone, magoado, preferiu voltar para o Rio Grande do Sul.
Paulo Lacerda seria garantia de reforço da atuação do órgão A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, convidou o diretor da Polícia Federal (PF), Paulo Lacerda, para presidir o Ibama. Lacerda aceitou o convite, mas disse que sua transferência depende da conclusão da sucessão na cúpula da PF, conduzida pelo ministro da Justiça, Tarso Genro. Caberá agora a Marina convencer Tarso a ceder Lacerda. O convite foi feito há duas semanas, segundo um interlocutor na Justiça.
A ministra já fez outras alterações em sua pasta para atenuar o desgaste com o processo de licenciamento ambiental. Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a nomeação do secretário de Biodiversidade e Florestas, João Paulo Capobianco, para o cargo de secretário-executivo da pasta, ocupando a vaga de Claudio Langone - que, após participar das reuniões do PAC, foi taxado de "resistente ao desenvolvimento" no Planalto.
Marina se aproximou de Lacerda há dois anos, quando a PF deflagrou a Operação Curupira, a maior de combate ao desmatamento na Amazônia realizada no país. Mais de cem pessoas tiveram mandados de prisão decretados pela Justiça Federal, entre elas altos funcionários do Ibama.
Apesar de a gestão do Ibama ser a atual dor de cabeça do ministério, com Lacerda Marina teria garantida uma forte atuação no combate à corrupção em setores do órgão. A ministra já fez outras alterações na sua pasta para atenuar o desgaste com o processo de licenciamento ambiental.",1]
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