sábado, 8 de dezembro de 2007

HIDRELÉTRICA 2

A mobilização ocorre dois meses após a primeira ocupação quando o governo federal e as empresas responsáveis pela obra se comprometeram a solucionar o problema dos atingidos pela construção da eclusa.


“Resolvemos voltar ao local e impedir a continuação da obra até que nossa pauta seja atendida pelos órgãos responsáveis, como nos foi prometido anteriormente”, explicou Euvanice Furtado, da coordenação estadual do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), no Pará.


Na seguna-feira (2), estava marcada uma assembléia popular com a participação da Eletronorte, Ministério Público e Ibama, mas ninguém compareceu. Pescadores, que perderam seu meio de sustento com a construção da nova eclusa, afirmam que ainda não receberam as indenizações negociadas. Famílias criticam também as casas que estão sendo construídas para substituir as que foram atingidas pela obra. “As famílias são grandes e precisam de casas com no mínimo três quartos”, justifica Euvanice Furtado.


segundo o MAB, após o movimento aceitar desocupar a usina em outubro, ocorreram duas reuniões com a Eletronorte e Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (SEAP). A única providência tomada teria sido a entrega de cestas básicas para os pescadores até fevereiro.




O contrato assinado para a construção das eclusas entre o Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), Eletronorte e o Consórcio Camargo Corrêa tem valor de R$ 440 milhões. As duas eclusas, ligadas por um canal intermediário, com 5,5 quilômetros de extensão, irão possibilitar a navegabilidade no rio Tocantins, facilitando o escoamento de grãos e minérios de ferro para a exportação.


WWW.BRASILDEFATO.COM.BR

Nenhum comentário: