segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

DRAGÃO DA MALDADE

Quem tem dinheiro não compra tudo o que deseja,
muito menos a vergonha e a consciência dos outros...

Diante do fortíssimo poder da literal “descarga” de convencimento, todos os dias, em nosso subconsciente, através da milionária mídia subliminar eletrônica, escrita e televisiva, não poderia deixar de trazer este singelo depoimento aos caros leitores desse espaço democrático.

Devo admitir que estive redondamente equivocado, ao concluir, prematuramente, em muitos de meus artigos e crônicas publicadas, que a Vale seria o “dragão da maldade”, como classifica o brilhante jornalista Lúcio Flávio Pinto. Coitadinha da Vale! Como pude pensar isso? Creio que estive provisoriamente sofrendo de “estrabismo mental”, ou que um dos dois neurônios que possuo esteve dormindo enquanto o outro estava de férias. Pois que a Vale é a melhor e a mais generosa dentre as empresas do mundo! Agora eu sei! Principalmente agora, que firmou parcerias com o governo do Pará para solucionar os graves problemar ambientais de toda a região!

Ao contrário do que muitos poderiam pensar, ela não visa exclusivamente o lucro e não está preocupada com a sua imagem empresarial perante a opinião pública, inclusive internacional, mas principalmente com a verdadeira preservação ambiental em todo o planeta, em todo o Brasil e especialmente com os problemas sócio-econômicos do Estado do Pará.

Não sei o que seria de todos nós, cidadãos da Terra, brasileiros, paraenses ou não, sem a Vale traçando o destino das presentes e futuras gerações a médio e longo prazos! Afinal de contas, segundo as últimas estatísticas do IBGE, o Estado do Pará evoluiu bastante em relação ao que já foi no passado, pois agora é o terceiro maior contribuinte do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e o 21º em Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Seria ledo engano de quem pensasse que, se as coisas continuassem do jeito que iam, logo seríamos o primeiro em contribuição ao PIB e o último em IDH. Isto não é verdade!

Pelos motivos acima, peço bilhõe$ de desculpas pelo ledo engano cometido por tanto tempo. Informo que no próximo Natal vou enviar uma longa carta para Papai-Noel, na Lapônia, pedindo muita luz, saúde e os melhores votos para aqueles que estiveram corretos, mas, lamentavelmente, foram 'injustiçados e mal interpretados', a exemplo do que ocorreu com Joshua, o filho do Homem...

Mudando de assunto, finalizo a “retratação” com um singelo verso de autoria desconhecida, desejando a todos um Feliz e Próspero ano de 2008:

“Eram dez horas da noite
O sol raiava no horizonte
Enquanto os passarinhos pastavam no campo
Os elefantes voavam de galho em galho
Eis que um jovem ancião
Grande pequeno pensador
Sentado em uma pedra de madeira redonda pelos quatro lados
Lendo um jornal sem letras
Ao reflexo de uma lamparina apagada
E lia: mas antes morrer do que perder a vida
E continuando prosseguia
Eram quatro os três grandes profetas
Jacob e Jeremias”

Nelso Tembra

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