sábado, 4 de agosto de 2007

AMAZÔNIA: Expansão do Capitalismo

O esforço pelo progresso, a busca incessante pelo crescimento econômico e a integração nacional acabaram por atingir os espaços amazônicos. Essa incorporação da expansão capitalista no Brasil, tem na Amazônia uma situação especifica, incorporando as mais variadas formas de produção. Formas essas que o desenvolvimento assume no devassamento da Amazônia. Seja com o Estado intervindo para assegurar as condições para ocupação e expansão econômica, seja como as empresas protegidas pelo Estado utiliza-se para explorar os recursos naturais.
Segundo Cardoso e Muller, a medida que os interesses amazônicos se integram ao desenvolvimento nacional o autoritarismo colocou-se como ponto de partida do atual perfil de ocupação da Amazônia. Portanto, para que se compreenda a Amazônia hoje vivida é necessário perceber a participação ativa do Estado na transformação da região. Partindo do principio que o Estado é o pressuposto político da expansão capitalista local, através dos organismos criados diretamente para essa intervenção como: SUDAM, BASA, RADAM etc. operando no nível das empresas, com estimulo direto que vai regulamentar o processo sócio-econômico.
No entanto, seria incompleto dizer que a Amazônia atual se explica pela presença de da grande empresa, nacional e estrangeira, e pelo papel do Estado para assegurar esta presença e permitir, por delegação não-formal, a exploração brutal do trabalho. Existe uma dimensão simbólica segundo Cardoso e Muller, que analisam apenas de foram superficial, mas não minimizam essa dimensão por ser ela efetiva na incorporação nacional – a missão de incorporar terras, defender fronteiras e preservar riquezas, os interesses militares visando incorporar o território nacional, como afirmação da nacionalidade.
(Ribamar Ribeiro junior)

2 comentários:

RONALDO GIUSTI disse...

O PRP Plano de Realização Participativa do Governo Municipal é uma chacota. Eles não acreditam na participação popular, porque esta acaba gerando o controle social da administração. E aí, velho, a coisa acaba pegando pra eles.

www.ribamarribeirojunior.blogspot.com disse...

E não adianta nomenclatura!!! As obras que estão sendo realizadas em Marabá na verdade não planejadas e nem esforço d eum conjunto de demandas através d eum processo de participação popular, como insinuou ser o vice Italo.