domingo, 26 de março de 2017

JORNALISTA LANÇA LIVRO EM BELÉM SOBRE A HISTÓRIA DE BEBÊS SEQUESTRADOS NA DITADURA



 Exibindo Capa do Livro Depois da Rua Tutoia Eduardo Reina.jpg


O jornalista paulista Eduardo Reina lançará no dia 31 de março, no auditório da Coordenadoria de Capacitação e Desenvolvimento da Universidade Federal do Pará (CAPACIT-UFPA), Campus Guamá, em Belém,  partir das 9 horas, o Livro "Depois da Rua Tutoia", que aborda a violência praticada pelos governos militares contra mulheres grávidas que foram presas durante a ditadura e que tiveram os seus bebês arrancados do ventre ou do convívio com a família por agentes da repressão e entregues a pais adotivos.  O livro envolve personagens reais e de ficção sobre golpe militar de 1964, que completa 53 anos no final deste mês, e as consequências para as vítimas e suas famílias, algumas ligadas ao Estado do Pará.
Além do lançamento, haverá um debate com a participação de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Pará, da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, da Comissão Estadual da Verdade do Estado do Pará e do Instituto Paulo Fonteles de Direitos Humanos, além da presença de professores e discentes das áreas de Ciências Sociais, Psicologia, Sociologia, História, Direito e Comunicação da instituição federal de ensino. A mediadora do debate será a professora doutora Rosaly Brito, da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal do Pará. 

 Exibindo Eduardo_Reina_divulga_Depois da Rua Tutoia.jpg



A história desenvolvida pelo jornalista mostra o que aconteceu com a militante presa política que teve uma filha dentro do cárcere. É o desenrolar das vidas dos personagens, entre a realidade e ficção, depois da prisão no prédio do DOI-CODI, na Rua Tutoia, quando a bebê foi arrancada da mãe e entregue a um poderoso e influente empresário paulista, que comandava um grupo financiador de movimentos de repressão, principalmente os clandestinos. Reina cita, no livro, um caso com profunda ligação com o Estado do Pará.
Segundo ele é o de Lia Cecília da Silva Martins, nascida em 1974 na região Sul do Pará, palco da guerrilha do Araguaia.  Filha de Antônio Teodoro de Castro, o Raul. Ela foi deixada ainda bebê por um delegado e um soldado do Exército para o Lar de Maria, em Belém, em junho de 1974. Instituição essa criada por um sargento da Aeronáutica. Lia foi adotada tempos depois por um casal que frequentava o Lar de Maria. Acabou registrada com a ajuda de amigos em cartório na cidade de Bragança. Só descobriu sua verdadeira história em 2009, quando viu uma foto numa matéria de jornal e se achou extremamente parecida com as pessoas. Essas pessoas eram filhos de Antônio Teodoro de Castro, o Raul, desaparecido desde 1973. Feito o exame de DNA ficou comprovado que ela pertence à família de Castro.
Outro caso, que não está no livro, porém com ligação com a capital paraense, já fruto das pesquisas do jornalista, é o de Rosângela Serra Paraná, criada por uma família de militares no Rio de Janeiro.  O tio-avô dela era tenente coronel do Exército, Manoel Hemetério de Oliveira Paraná, que foi diretor do Hospital Geral de Belém de 1961 a 1963. No livro “Depois da Rua Tutoia”, os personagens são baseados em histórias reais de pessoas que viveram, lutaram contra, sofreram ou apoiaram a repressão nos anos de chumbo. São as histórias de Margareth e José Eugênio, Theóphilo e Cláudia Prócula, e principalmente de Verônica, personagens centrais no livro.
O livro mostra, ainda, a vida de Margareth e José Eugênio, que lutaram contra o regime de opressão na década de 1960, no ABC paulista.  Margareth ficou presa no DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna), localizado na Rua Tutoia, no bairro Paraíso, na zona sul da capital paulista, centro de prisão e tortura durante as décadas de 1960 e 1970. Daí o nome do livro "Depois da Rua Tutoia".   
Reina indaga por que depois de 53 anos passados do golpe militar de 1964, o Brasil não investigou esta realidade, como na Argentina, onde são registrados cerca de 500 casos e 149 estão solucionados? Havia maternidades clandestinas, como nos países do Cone Sul, durante os anos de chumbo? Ocorreram quantos casos de bebês roubados de mães que lutaram contra a ditadura e entregues a empresários que financiaram o regime de exceção? E qual a razão de não ter havido investigação sobre esse doloroso tema da história brasileira?
Segundo Reina, estas perguntas ainda estão sem resposta na história no Brasil. “Nenhum governo civil, após os chamados anos de chumbo, ousou investigar o sequestro de bebês. Trata-se de uma questão ainda não resolvida da ditadura brasileira e na memória do país, principalmente quando o regime democrático, o Estado de Direito e inúmeras conquistas sociais estão ameaçadas por um golpe parlamentar, midiático e jurídico. Lançar o livro na região Norte, na Universidade Federal do Pará, no curso de Comunicação e na capital paraense é um estímulo para continuar as minhas pesquisas sobre esta violência institucional que precisa ser esclarecida na história e na memória brasileira”, finaliza Eduardo Reina.

Jornalista free-lancer
Kid Reis – Mtb.15.633

Academia de Letras de Luto!

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quarta-feira, 22 de março de 2017

EMATER REÚNE COM A PREFEITURA DE ELDORADO DO CARAJÁS



EMATER REÚNE COM A PREFEITURA DE ELDORADO DO CARAJÁS

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado Pará (EMATER), reuniu no dia 14 (terça-feira), em Eldorado do Carajás, visando formalização da parceria através de convênio de cooperação técnica entre EMATER e a Prefeitura. Participaram da reunião o Prefeito Célio Boiadeiro, o vice-prefeito Manuel da Leolar, a primeira dama Elis Regina Silva, os Secretários Municipais de Meio Ambiente e Agricultura, assessores e uma equipe da EMATER.
A possibilidade de parceria nasceu  da relação do Escritório Local com a Secretaria Municipal de Agricultura. Uma primeira ação foi uma visita do secretário Municipal de Agricultura Galdino Aguiar Sampaio e o engenheiro agrônomo Luziano Pinto Silva Filho (Coordenador Local) aos órgãos regionais em Marabá: Instituto do Desenvolvimento Florestal e Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio); Instituto de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (SEDAP).
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Outra motivação é a oportunidade de ampliar o acesso ao crédito rural a partir do acesso a financiamento no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar e Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor (PRONAMP) através dos agentes financeiros Banco do Brasil e Banco da Amazônia. Serão cedidos um técnico agrícola e um agrônomo com ônus para a Prefeitura para ampliar a capacidade da EMATER.
O Prefeito Célio Rodrigues da Silva “Boiadeiro” afirmou “quero fazer esta parceria” com a EMATER e imediatamente acatou a proposta e entregou o kit prefeito com a documentação para a tramitação do processo de convênio no Escritório Central e na sua assessoria jurídica.
O Supervisor Regional da EMATER de Marabá Francisco da Silva Ferreira “França” colocou a empresa à disposição, mencionou possíveis serviços: Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) que envolve emissão da Declaração de Aptidão ao PRONAF (DAP), Cadastro Ambiental Rural (CAR), organização para acesso ao Programa de Alimentação Escolar (PNAE) e Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), credito rural e outros.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Agricultura em Palestina



EMATER FIRMA CONVÊNIO COM A PREFEITURA DE PALESTINA DO PARÁ
A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado Pará (EMATER), realizou no dia 09 (quinta-feira), em Palestina do Pará, uma Reunião com órgãos parceiros do campo, na oportunidade a foi anunciada a formalização da parceria através de convênio de cooperação técnica entre EMATER e a Prefeitura local.
O objetivo principal do termo é a dinamização do setor rural no âmbito da Agricultura Familiar do município de Palestina do Pará. Cabe a EMATER desenvolver os serviços de ATER utilizando de metodologias participativas. A Prefeitura se responsabiliza pela manutenção cessão de dois servidores (administrativo e técnico agrícola), manutenção de veículos, fornecimento de combustível, cessão do prédio para funcionamento do ESLOC com disponibilidade de acesso a Internet.
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O prefeito Claudio Robertino Alves dos Santos “Claudio da Tetê” anunciou que a agricultura é uma das ações prioritárias, considerando as características agrícolas do município. Unir forças e recursos com a EMATER é fundamental para o desenvolvimento rural.
Francisco da Silva Ferreira “França” – Supervisor Regional da EMATER de Marabá agradeceu pela parceria e colocou a experiência da empresa à disposição. Anunciou que na região a EMATER está oficializando parcerias com as prefeituras.
Na oportunidade foram discutidas parcerias com o Instituto do Desenvolvimento Florestal e Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio) para implantação de um viveiro; a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) implantação de uma Unidade de Aprendizagem Tecnológica (UAT) seleção natural de matrizes leiteira; o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas  (SEBRAE) organização do arranjo produtivo local do açaí e mandioca; e a Mineração Ouro Verde doou 150 toneladas de calcário agrícola.
Outra temática apresentada para os/as agricultores/as foi sobre informações sobre a renegociação de dívidas de crédito rural com base na Lei 13.340 de 28 de setembro de 2016, as explicações foram dadas pela gerente do Banco da Amazônia Leila Mirchele e pelo engenheiro agrônomo e coordenador local da EMATER Edynando Lima.

sábado, 4 de março de 2017

Poluição visual

Marabá, sexta feira 03/03/2017...
Quero saber onde está o Pessoal do Código de Postura de Marabá, que não está Vendo essa lambança, desses outhdoor, colocados praticamente em "Cima da Mureta" da Rotatória da Rodovia transamazônica, é um descabimento sem tamanha...
até Porque a POLUIÇÃO VISUAL vai ser demais até, o próprio DNIT junto com a PRF, tem q se manifesta contrário essa situação,
Tenho Ciência do que falo, ate porque o Código de Postura na gestão do Maurino, Mandou tirá todos os Outdoor, que Estavam nas Olarias a mais 300 MTS da Rodovia, alegando que era crime Visual...
Imagina esses que estão em cima da Mureta. Atrapalhando a Boa visibilidade de todos os condutores de veículos além do que é em uma Rotatória que já tem ocorrido vários acidentes depois q a rodovia transamazônica foi duplicada..

Emídio Nunes
Mototaxista..
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sexta-feira, 3 de março de 2017

Professor negro corre risco de ser exonerado por omissão da Reitoria do IFMG



Neilson José da Silva, negro, professor de Filosofia e Sociologia do Instituto Federal de Minas Gerais - IFMG – Campus Santa Luzia e Mestre em Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, recebeu a notícia do pedido de anulação de sua nomeação, nesta semana.

A Reitoria do IFMG não se manifestou quando intimada pelo Ministério Público Federal – MPF, gerando indignação de alguns professores da instituição. Para eles, ao omitir-se, a Reitoria se furtou ao dever de defender seus próprios atos e de assumir seu posicionamento no Edital 144/2014, pelo qual foi admitido o professor.

Neilson foi admitido tendo em vista as prerrogativas da política de cotas instituída pela Lei nº 12990/2014. O outro candidato, que entrou na justiça a fim de defender seu direito de posse ao cargo, ganhou o direito de ser nomeado. Contudo, alega a defesa de Neilson, esse direito não pode recair sobre o referido professor, que não é réu do processo. Vale ressaltar que Neilson, para tomar posse no IFMG, teve que se exonerar de dois cargos efetivos, nas esferas municipal e estadual, nos quais atuava há mais de 10 e 16 anos, respectivamente, aos quais não pode retornar. Dessa forma, a exoneração do professor agora o colocaria em situação de desemprego.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

10 anos




10 anos do Blog Contraponto & Reflexão

Agradecemos a todos leitores e continuamos firmes no bom combate!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Palestra "A Reforma da Previdência e os Servidores Públicos Federais"

ConvitePalestra 16 02 17
Desde a promulgação da Constituição Federal de 1988, a Previdência já passou por cinco mudanças, nos três regimes: geral, próprio e complementar (emendas constitucionais 3/93, 20/98, 41/03, 47/05, 70/12 e 88/15).
Agora, com a ameaça de mais uma reforma, o impacto no sistema previdenciário dos trabalhadores será maior, especialmente para as mulheres e os aposentados, historicamente prejudicados pelas sucessivas alterações promovidas pelo governo federal.
Estamos diante de uma situação que pode nos levar a um retrocesso jamais visto. Por isso, a Diretoria Executiva do Sinasefe IFPA, ETRB e CIABA convida os servidores para a palestra "A Reforma da Previdência e os Servidores Públicos Federais", a fim de alertar para a perda de direitos consolidados da categoria.
A atividade será gravada e disponibilizada posteriormente nas nossas redes sociais.
É amanhã! Compareça!

FONTE: SITE DO SINASEFE - IFPA, ETRB E CIABA

Zap zap no trabalho

Uso do celular em excesso resulta em demissão por justa causa
A 6ª Turma manteve a justa causa aplicada a um serralheiro de Maringá, no Noroeste do Paraná, que, mesmo advertido várias vezes, não cumpriu a regra de segurança da empresa que vedava o uso do telefone celular durante o horário de expediente. A decisão, da qual cabe recurso, manteve o entendimento de sentença proferida pela 3ª Vara do Trabalho de Maringá.
O autor do processo trabalhou em uma pequena serralheria de Maringá por quase dois anos, entre julho de 2013 e abril de 2015. A execução do serviço envolvia manipulação de máquinas de corte, de polimento e soldas, além de produtos químicos com algum grau de toxicidade. Por conta do risco, e como forma de não haver distrações, era norma da empresa que não se utilizasse o celular durante o expediente.
Para a relatora do processo, desembargadora Sueli Gil El-Rafihi, o estabelecimento de normas de segurança para os funcionários é um dever do empregador. "Inclui-se no poder diretivo do empregador o estabelecimento de regras e padrões de conduta a serem seguidos pelos seus empregados durante os horários de trabalho, dentre os quais a lícita proibição do uso de aparelho celular", destacou.
No processo, o reclamante argumentou que a dispensa com justa causa foi aplicada por perseguição, após ter cobrado o pagamento de adicional de periculosidade. Entretanto, não houve prova de tal retaliação, ou de que a medida foi desproporcional, nem de que se tenha ignorado punições de cunho educativo, como advertência ou suspensão.
Em documentos a microempresa comprovou que, além de alertar informalmente o ex-empregado, ainda aplicou advertência formal e suspensão disciplinar, pelo mesmo motivo. Deste modo, demonstrou que a insubordinação do empregado foi constante, motivando a demissão com justa causa. "Não resta dúvida de que a demandada logrou êxito em demonstrar os fatos ensejadores da aplicação do art. 482 da CLT (que trata de dispensa por justa causa), alegados em defesa", afirmou nos autos a relatora.

Justiça Gratuita

Em recurso apresentado paralelamente ao do autor, foi concedida à serralheria a gratuidade da justiça, mesmo sendo pessoa jurídica, tendo como fundamento a situação de microempresa em dificuldades financeiras. Como provas da afirmação, a serralheria apresentou balancetes mensais, com as contas descrevendo prejuízos.
O acordão que apreciou os recursos destacou que a lei não faz distinção quanto ao sujeito destinatário da gratuidade da justiça, bastando que se enquadre na situação de necessidade. "Por essa razão, igualmente aceitável a concessão dos benefícios da justiça gratuita à parte reclamada, mesmo se tratando de pessoa jurídica", votou a relatora, acompanhada pela 6ª Turma.
Fonte: TRT9